Capítulo 12

4305 Palavras
Flashback On - Eu não acredito que é você mesmo! - A garota de cabelos pretos disse com as mãos entre sua boca e com lágrimas nos olhos. - Meu Deus, eu não to bem.. Acho que... Deus! — Eu sorri ao ver o desespero da garota. Olhei para os lados para me certificar de que não tinha pessoas de olho em mim, querendo ou não, eles me conheciam como o garoto que partiu o coração de Sofia Aarden. - Shh, você precisa ficar calma. - Eu a abracei forte. - Por favor eu preciso de você nesse momento... Não os deixe descobrir que eu estou aqui! — Eu praticamente implorei para que ela me ajudasse. - Peter... Deus... - A garota tocava meu rosto com o indicador, eu sorri com seus gestos. Ela tirou meus óculos escuros do rosto e encarou meus olhos, eu pisquei algumas vezes para me acostumar com a luz ambiente que estava bastante forte no meu ponto de vista. - Deus... Deus... É você! Eu gargalhei um pouco baixo ainda olhando para a multidão no qual eu me encontrava. Sofia tinha que falar comigo de um jeito ou de outro. Eu não arredava o pé daqui até que ela me expulse como fez das últimas vezes. Antes de tudo ela tem que me ouvir. - Claro.. E-eu vou te ajudar. - Ela disse depois de se recuperar do susto. - Você quer chegar nela, né? - Ela apontou para o início daquilo tudo, estávamos no M&G da Sofia, ela estava no Brasil para fazer um show no Maracanã e como eu era completamente apaixonado por ela, eu ainda estava aqui tentando explicar o que aconteceu naquele maldito dia à quase três meses atrás. De repente, uma grande gritaria começou no local e meus olhos só conseguíram ver ela caminhar e sorrir para o pessoal, haviam várias seguranças por todos os lados. Big Rob, Travor e Steve estavam ali, se eu conseguisse chegar em Big Rob ele poderia me ajudar, o problema era mesmo Steve que parecia um cão fiel à ela.. - Pois bem.. Preciso que você troque isso comigo. - Disse apontando para os crachás que estava no seu pescoço e continha nossos nomes e autorizações para está ali. - Se ela descobrir que eu estou aqui, com toda certeza vai me expulsar e eu preciso muito me explicar para ela. A garota me analisou dos pés à cabeça. Me senti um pouco intimidado com a intensidade dos seus olhares, eu sabia que os fãs da Sofia estavam se preparando para me dar uma surra devido a merda que Alexa fez, mas haviam outros que confiavam em mim, que acreditavam que eu não era capaz de fazer isso com ela... E eles tinham razão. - Eu vou te ajudar, mas quero que você preste bastante atenção no que eu vou te dizer agora. - Ela disse me fazendo engolir em seco. Se eu estava com medo? Óbvio que sim, eu era minoria ali e estava rodeados por fãs dela... Se eu saísse com vida dali seria milagre. - Se você a magoar novamente, tanto eu quanto eles... - ela apontou em volta. - vamos acabar com sua vida. Você entendeu? Eu assento freneticamente com a cabeça, eu realmente valorizava minha vida, na verdade eu estava morrendo de medo daquelas pessoas. Não era à toa que eu estava com uma toca, óculos preto e capuzes, eu estava derretendo por causa do calor. Apenas para me manter seguro mesmo sabendo que isso tudo era loucura, mas ela valia a pena. - Vem comigo, vou chamar o Bruno e a Antonelli, eles são meus amigos e também somos presidente do fandom dela aqui no país, também fazemos encontros de fãs e valorizamos a felicidade do nosso dragão. - Eu sorri ao lembrar daquela expressão. A garota que eu descobri se chamar Alice me arrastou pela mão até um grupo grande de jovens e todos pareciam eufóricos, eu achei incrível ver a maneira que eles ficavam felizes com tão pouco e eu também os admirei bastante. - Ei vocês, vem aqui! — Ela apontou para um garoto alto de porte atlético e um pouco bonzeado com os cabelos negros e jogado para o lado estilo Justin Bieber, ele até que era atraente. A outra garota que acompanhou ele era mais baixinha e bem magra, me perguntei se ela passava fome ou algo do tipo, eu conseguia contar os seus ossos e achei estranho principalmente por saber que o Brasil tinha um dos cardápios mais variados e um dos melhores também, mas porque diabos ela era tão magra? Ignorei esses pensamentos e continuei a analisando eles. Seus cabelos eram pretos e lisos caindo em uma trança jogado para o lado, seus olhos eram azuis e entravam em contrastes perfeitos com seus cabelos quase me fazendo prender a respiração de tão linda que aquela garota era. Eles dois se aproximaram de nós e Alice apontou para um canto mais afastado dos fãs, eu me senti aliviado por isso, mas em nenhum momento ela soltou nossas mãos. Eu vi os olhares suspeitos dos seus amigos para nós dois e dei de ombros me escondendo mais ainda por de baixo do capaz já que eu percebi olhares dos seguranças em nossa volta. - Porque seu namorado está se escondendo, pequena Nice? - Bruno perguntou me analisando dos pés à cabeça. - Ele não é minha namorado seu i****a. - Alice respondeu soltando minha mão. - Você não precisa ter vergonha de ser quem você é, Alice. - Antonelli falou e eu a encarei um pouco. Havia algo de errado ali. - Já conversamos sobre isso, todos nós temos problemas, você sabe sobre os do Bruno e os meus, porque você não nos deixa te ajudar também? - Porque isso ainda não faz sentindo pra mim ! - Alice respondeu com pulso firme e eu arregalei meus olhos mesmo sabendo que eles não poderiam ver por causa dos meus óculos. - Qual a idade de vocês? - Perguntei em português, eu sabia falar um pouco da língua e nunca agradeci tanto à minha mãe por isso como estava agradecendo naquele momento. Mesmo que algumas palavras deles me deixasse um pouco perdido e deixando exposto um sotaque extremamente forte. Eles estranharam meu sotaque e Alice me olhou incrédula. - Você fala nossa língua? - Ela perguntou. Pareceu está um pouco chocada. - Sim! - Respondi ainda em português. Ela semicerrou os olhos para mim e eu sorri fraco. - Eu tenho 17. - Bruno disse. - 16 anos. - Antonelli completou. - E eu 15. - Alice deu de ombros. - Para uma garota de apenas 15 anos você pareceu assustadora demais segundos atrás. - Disse brincando e fazendo os outros dois jovens ficarem um pouco confusos. - Agora me diz o que está acontecendo aqui! - Bruno forçou e eu olhei para ele me encostando na parede olhando para Sofia que estava tirando fotos com alguns de seus fãs enquanto outros esperavam por sua vez. Ela era tão linda, eu poderia olhar minha vida toda para ela que nunca cansaria. - Vocês prometem não gritar e nem querer acabar com a vida dele? - Alice perguntou para eles, eu sabia que eles me fitavam sério porque eu conseguia sentir seus olhares sobre mim. Mas naquele momento nada me importava mais do que ver o sorriso de Sofia. - Eu acho que sim. - Bruno respondeu. - Quem é esse garoto? - Antonelli perguntou com a voz trêmula e eu revirei os olhos, eu era poucos anos mais velha que ela, na verdade quase três.. Eles sabiam disso. Quando Alice se preparou para dizer eu coloquei a mão no ombro dela e sorri para que ela entendesse que eu precisava fazer aquilo. Tirei meu capuz que cobria todo o meu rosto e tirei a touca deixando meus cabelos negros exposto, vi a maneira que eles ficaram assustados e Antonelli colocou a mão na boca para abafar o grito que queria sair e eu me assustei, Bruno foi mais rápido e colocou a mão na boca da garota me fazendo respirar aliviado até que finalmente tirei os óculos escuros e sorri para os três jovens que estavam ali. - Sou Peter Gates. Flashback Off - O que aconteceu com aqueles jovens? - Ally perguntou sorrindo. Estavam paradas na porta relembrando coisas daquele bendito dia. - Eles cresceram... - Peter respondeu simples. - E estão formando suas famílias e você sabe, eles continuam sendo fãs dela. - Ele levou as mãos até a maçaneta e respirou fundo ainda encarando Ally. - Acho que é agora que eu faço o mesmo com a minha. - Da maneira que você sempre fez. - Ally deu forças para ele que sorriu em agradecimento e abriu a porta dando de cara com Sofia se acomodando na grande cama king size que tinha ali, alguns enfermeiros colocando os equipamentos nela enquanto Julia e Josh conversavam baixinho no sofá um pouco afastado. Depois que os enfermeiros terminaram vieram até Peter e Sofia estranhou. - Pronto senhor, do jeito que nos foi pedido. Qualquer coisa durante à noite você sabe como nos chamar. - Prter concordou com a cabeça e perguntou. - Ela não precisará de nenhum medicamento? Soros e nem os aparelhos que estavam antes nela? - Ele perguntou preocupada. - Já que se livrar de mim, Gates? - Sofia perguntou com a voz grossa fazendo todos se assustarem pela sua arrogância. - Dez meses não foram o suficiente não é mesmo? Fez uma piadinha no qual apenas ela mesma sorriu e Julia bufou, ela até pensou em levantar, mas as mãos de Josh apareceram rápido no seu lado. Peter engoliu em seco não entendendo o sentindo daquilo tudo e continuou ignorando, pois sabia que era o melhor no momento. - Ela ficará sem esses medicamentos por essa noite? - Ele insistiu quando viu que os enfermeiros ficaram tão sem graça quanto ela mesma. - Sim, foram ordens do Doutor Sebastian. Ela precisa se readaptar ao seu corpo da maneira certa e a fisioterapia começa amanhã cedo. - O jovem rapaz respondeu. - Ótimo, pretendo que comece dessa forma mesmo. - Ele disse e eles concordaram com a cabeça. - Podem ir e tenham uma boa noite. - Igualmente senhor. — E eles saíram deixando todos em um total silêncio. - Vamos Ally, dar banho nesse garotinho. Josh você pode pegar a roupinha dele dormir? Você trouxe, né? - Julia perguntou caminhando junto à Josh em direção de Peter. - Sim... Vou fazer isso. - Josh sorriu forçado para Sofia que estava ao lado da pequena malinha que tinha um desenho de Angly Birds estampado ali. As meninas seguiram para o banheiro enquanto Peter ficou ainda parado encarando o chão sem saber o que fazer ou dizer. Sofia o analisava de todas as formas, sentia raiva do moreno e queria a todo o custo ficar longe dele. Peter sabia que precisava ser paciente e que tinha que ficar do lado de Sofia acima de tudo. Isso era só coisa do aunerisma e que em breve a latina estaria de volta feliz e sorridente serelepeando por todos os cantos. Peter respirou forte e caminhou até Sofia que estranhou a ação do moreno. - Não chegue perto de mim. - Sofia disse com a voz firme. Peter parou no lugar para encarar ela por alguns segundos. - Não vou fazer isso, só preciso da minha mala para pegar uma roupa para dormir. - Peter continuou o caminho e se abaixou escolhendo um moletom da maneira que sempre dormiu nos últimos meses. Sofia deu de ombros e encarou um canto qualquer quando Peter seguiu para o mesmo banheiro no qual as meninas estavam. Ele era grande e espaçoso, os três jovens estavam dando banho em um Vítor sorridente na pia de mármore, Peter pôde sorrir com a cena querendo esquecer um pouco daquela agonia que sentia por ser tratada daquela forma. - E então? - Josh perguntou vendo a maneira que o amigo estava. Peter deixou as roupas sobre a bancada um pouco afastada para que Vítor não molhasse e tirou sua roupa já acostumada com a idéia das meninas estarem ali. Elas sempre fazia isso então não tinha motivos para haver vergonha nisso. - Ela não me quer por perto. - Peter disse se desfazendo da camisa branca e calça, ficando apenas de cueca e entrando no box para se banhar. - Sofia acordou em uma versão mais estúpida. - Julia completou. - Sinto vontade de socar a cara dela de uma forma que eu não sei explicar ou controlar... - Sem violência, Juls. Sofia é nossa amiga e não podemos resolver tudo na porrada. - Não tente defender ela, Allyson. - Julia disse. - Você mesma disse que ta odiando a maneira que ela está tratando Peter... - E eu estou. - Ally rebateu baixinho para que Sofia não ouvisse. O que não tava dando muito certo já que a latina podia ouvir perfeitamente tudo o que as garotas diziam. - Nós não podemos agir dessa forma, nós precisamos ficar do lado dela nesse momento. - Quando você diz ficar do lado dela você não quer dizer que vamos aceitar a maneira estúpida dela. Você ouviu o que ela disse sobre Vítor ter nascido dela... - Ela estava falando pela maneira que ela gerou ele. - Peter cortou o que Josh dizia para defender Sofia que ouvia e ficou assustado com o timbre de voz do moreno de olhos verdes. - Vocês também viram que eu fiquei assustado com a idéia quando descobri que ela estava grávida, eu também disse coisas ruins à respeito, mas me arrependi. Deus , ela me deu o ser mais lindo que poderia existir.. Talvez ela se arrependa de suas palavras da mesma forma que eu me arrependo. Peter disse terminando o banho e Sofia ficou pensativa com suas palavras, sua cabeça doía de uma forma estranha. Como Peter podia ficar do lado dela mesma ela agindo daquela forma? Peter não tinha que fazer isso, tinha que sumir dali e para sempre da vida de Sofia.. Era isso que ela tinha que fazer. As menina ficaram em silêncio e terminaram o que tinham que fazer, Vítor e Peter já estavam de banho tomados e roupas trocadas, Ally achou melhor deixar dois seguranças na porta do quarto enquanto ela e as meninas iriam para casa pelo helicóptero. As outras relutantes concordaram quando souberam que Peter voltaria para casa pela manhã cedo e levaria Vítor já que Sofia faria outra bateria de exames. Como Vítor já estava alimentado não havia mais nada que o impedisse de dormir, Peter pegou uma almofada e edredom e caminhou para o sofá largo que tinha ali tudo sobre o olhar atento de Sofia e se acomodou cantando baixinho uma música que Sofia conhecia muito bem. - Eu nunca mais me apaixonaria até que a encontrasse; Eu disse que eu nunca me apaixonaria, a menos que seja por você; Eu estava perdido na escuridão, mas então eu a encontrei; Eu te encontrei.. Vítor já respirava profundamente e Peter sorriu ao saber da facilidade que o filho tinha para pegar no sono. - Trás ele para cá. - Sofia disse baixinho quando viu Peter se acomodando melhor no sofá. - Sh! - Peter respondeu apenas e dobrou Vítor sobre eu peito vendo a maneira que ele a abraçava forte mesmo dormindo. - Você disse que não me queria perto, meu filho é uma parte de mim que você querendo ou não, não pode se livrar... Então você não vai querer uma parte minha perto de você. — As palavras de Peter foram calmas e baixinhas, mas isso não significou que não atingiu Sofia com uma força estranha demais. Então se colocou para o lado e tentou dormir, mas não conseguía. Por incrível que pareça, Peter também não conseguiu pegar no sono, mesmo com o seu corpo cansado. Horas depois, ele ainda continuava velando o sono de seu filho como sempre fazia... Ele se esforçava ao máximo para não olhar para a latina na cama atrás dele, ele olhava para a lua cheia e se perguntava o porque de está acontecendo aquilo tudo com ele. Ele só queria saber isso. Vítor começou a se mexer e abriu os pequenos olhinhos que encontraram os de seu pai o fazendo resmugar um pouco, Sofia ainda estava acordada apena observando o moreno ali em silêncio, ela não sabia explicar o que estava sentindo e isso era tão confuso.. Ela queria Peter longe, mas ao mesmo tempo queria que ele ficasse por perto e essa sensação de pertencer a alguém que quebrou seu coração era tão desesperadora que fazia Sofia querer voltar dormir apenas para não enfrentar aquilo tudo. Querendo ou não ela lembrava dos momentos bons que teve com Peter ao seu lado e se fosse em outras situações, saber que ambas eram casados com carreiras estáveis e bem sucedidas e com um lindo filho seria maravilhoso para ela, mas não era o que acontecia naquele momento quando ela sentia tanto ódio e amargura por lembrar com tamanhos detalhes da traição que se sentia enojada apenas por dividir o mesmo quarto com Peter. - Você está com fome? - Peter perguntou baixinho se levantando do sofá ignorando a dor que aquilo causou para suas costas. - Você também precisa trocar essa fralda! — E caminhou em direção à cama não dando importância se Sofia estava ali ou não. Ele m*l percebeu que a latina estava o olhando. Quando chegou na cama pegou com a mão livre algumas almofadas e colocou elas em torno de Vítor para que ele não rolasse dali. Sofia olhou como Peter fazia tudo perfeitamente para deixar seu filho confortável. - Agora fique aí enquanto o papai vai esquentar seu leite e pegar faldas novas... - disse passando o dedo no narizinho dele. - Eu posso fazer isso, Pets. - Sofia disse do nada fazendo Peter dar um pequeno salto por causa do susto que levou. - p***a garota, você vai me matar desse jeito. - Peter disse com a mão no coração olhando feio para Sofia que de encolheu na cama se acomodando para sentar, ainda doía algumas partes do seu corpo quando ela mexia. Peter foi até a mala do Vítor e pegou tudo o que precisava e voltou para a cama tirando a fralda vendo que Vítor tinha apenas feito xixi nela, o limpou com lenço umedecidos e passou um pouco de talco para não assá-lo por ali. Colocou a falda com cuidado nele de volta e por último a calça que acompanhava a roupinha que ele usava para dormir e as meias pequenas nos pés entregando nos braços de Sofia que sorriu boba ao ter o filho ali. - Ele é tão lindo. - ela disse e Peter com receio se aproximou deles dois e se acomodou ao lado de Sofia. - Assim como você. - Peter deixou escapar sem querer. - Desculpe! — Pediu assim que de deu conta do que havia deixado escapar, Sofia apenas rolou os olhos e continuou olhando para o bebê. - Ele é tão parecido com você. Tem certeza que ele saiu de mim? - Ela claramente estava confusa. - Sim, mas se você perceber ele tem seu nariz e seu queixo e de mim ele só herdou os olhos e o tom de pele, acho que ele é a cópia fiel de nós dois. - Peter dizia passando a mão nos cabelinhos curtos dele. - Como isso foi possível? - Sofia perguntou olhando para Peter e viu a confusão em seus olhos. - Digo, os olhos dele é tão intenso, eu nunca vi dessa forma. - Ah... Os olhos. Bem, achamos que foi por causa da mistura genética, os olhos de Chris são em tons verdes só que escuro e os meus são verdes um pouco mais claro... Foi simplesmente a genética agindo. - Vítor só foi colocado dentro de mim? - Camila perguntou um pouco confusa. - É assim que bebês são feitos, Sofi... — Peter riu quando viu a feição ingênua de sua esposa. — Eu coloquei a sementinha em você com a ajuda de profissionais e você a carregou até quando pôde. — Sofia riu ao revirar os olhos. - Você estava lá quando ele nasceu? - Sofia perguntou. - Em partes, eu vi pelo espelho e fiquei alguns cinco minutos até que eles me tiraram de lá porque você teve complicações. Foi tudo bem horrível e quase perdemos... - haviam lágrimas nos olhos de Peter e ela nem havia percebido isso, Sofia ouviu a maneira que ele fungou e estranhou a encarando séria vendo ela chorar. - Você. — Peter disse a última palavra como um sussurro que por pouco Sofia quase não ouviu isso fez a mesma engolir em seco. - As meninas estão diferentes, mais bonitas.. - Sofia quis mudar de assunto e isso foi claro para Peter perceber. - O que elas fazem? - Ally ainda trabalha com você, Júlia é estilista e cuida da sua linha de roupas e trabalha para outros artistas também enquanto Josh é um dos melhores psicólogos do país... E sim, o tempo fez muito bem para todos eles. - "Inclusive você" pensou Sofia. - Ally ainda continua trabalhando para mim? - Sofia quis mudar o foco dos seus pensamentos. - Sim e é excelente no que faz como todos, na verdade. Ally também cuida das minhas coisas junto à Vero e Chris enquanto Taylor preferiu trabalhar no ramo da decoração, Vítor é bem cuidado por todos em sua volta, então nós dois precisamos ficar atento para que ele não cresça e se torne uma criança mimada e mesquinha. — Sofia estava gostando de ouvir sobre todos ali. Era legal saber que as coisas estavam em ordens ao menos para eles. - E meus pais? - Ela ainda perguntou ansiosa. - Alejandro é um ótimo companheiro para o meu pai enquanto Sinu andou pegando um pouco no meu pé. - Peter disse sorrindo. - O que ela andou fazendo? - Sofia sorriu junto sem perceber, ela estava bastante curiosa. - Nada demais, apenas depois que Vítor nasceu ela andou me perseguindo sobre querer a guarda dele para ela, algo sobre achar que eu deixaria você morrer aqui dentro e esquecer que eu tinha esposa... Mas fora isso ela é uma excelente mãe e me ajudou bastante como todo mundo vem me ajudando com esse rapazinho aí. - Me fale sobre ele...? - Bem.. - Peter parou a massagem e olhou para a cama pensando. - Ele é sensível, quer dizer.. Ele acabou tendo problemas para respirar devido aos remédios que você teve que tomar durante a gravidez, ele precisa usar o inalador sempre e tem asma também, não pode ficar em lugares com poeira, animais ou pelúcia. Ele ainda é pequeno para usar a bombinha tradicional, por isso usamos o inalador sempre durante a noite antes dele dormir.. - Porque não usou hoje? - Sofia perguntou preocupada. - Porque Allyson usou nele quando estávamos vindo para cá. Nossos amigos têm um no carro e como é pequeno se torna fácil para ter em mãos. - Peter deu uma pausa para respirar. - Ele não pode ficar muito no sol por causa da pele dele e os olhos, Júlia é quem cuida das roupas que ele veste e Josh fica encarregado da alimentação quando nossas mães não estão por perto, Gina e Seth também o adoram e sempre que estão na cidade levam ele para pegar sol, caso não lembrem esses são os irmãos mais novos de Júlia, enquanto Ally fica encarregada das compras pra casa e outras coisas... Minha mãe diz que ela e Sinu cuidam da educação dele enquanto o meu pai e o seu fazem a vontade dele, ah e jamais invente de brincar de jogar ele para cima... Você cansa e ele não. - Peter riu ao lembrar que esse é o passatempo favorito do seu filho. - Vocês moram todas juntas? - Peter pergunto ao saber o quanto elas eram tão unidas. - Agora sim, temos um Loft só nosso e aguenta todos e ainda sobra espaço. Foi você que escolheu por pensar dessa forma. - Peter concluiu. - Você me parece uma excelente p*u mandado. - E ali estava o tom amargurado no qual Peter odiava. - Eu não vejo m*l em fazer as suas vontades. - Peter se defendeu. - As minhas e as das vagabundas que você deve ter pego enquanto eu tava em coma. - Sofia cuspiu com todo o ódio que sentia. Peter ficou sem reação e Sofia deu um sorriso vitorioso ao perceber que suas palavras haviam afetado o hispânico. - Sempre foi assim não é mesmo? Sempre querendo mais e mais... - Sofia continuou até que viu Peter levantar com tudo e apontar o dedo na cara dela. - Você! Cala a merda da sua boca porque você não sabe o que diz. - Peter disse calmo e ameaçador. Da mesma forma que um psicopata fala com uma de suas vítimas. Sofia engoliu em seco ao ver o moreno daquela forma. — Voce não pode me ofender quando bem entender, eu exijo respeito e caso contrário você pode ir embora! — Peter respirou fundo e sem pedir permissão tirou Vítor do colo de Sofia não dando chances para ela dizer nada e voltou para o sofá que antes estava. Acomodou seu filho em seus braços e embrulhou suas pernas até o meio do peitoral cobrindo seu filhinho e chorando silenciosamente para que a i****a da mãe dele não ouvisse que suas palavras haviam afetá-do-no em cheio... E assim ficou até que em uma hora qualquer pegou no sono tentando esquecer toda a dor que Sofia vinha lhe causando.
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