VT
Porra, tava estressado pra c*****o. A gente tava tramando invadir o banco e o plano deu todo errado nesse c*****o.
Pra não passar batido, resolvemos assaltar o povo da rua mesmo, fé.
Agora tô com uma mina dentro do carro apagada — p***a, tive que apagar ela senão ela descobriria todas as informações.
Não sei aonde eu tava com a p***a da cabeça de chamar ela pra vir comigo, papo reto; pensei com a cabeça de baixo.
JP – Pô, cê arrumou mó B.O. pra tu, mano. Essa tem cara de que vai encher teu saco.
VT – Parada é que eu só libertei ela daquele velho que batia nela. Não aceito homem bater em mulher, não fi. Agora que ajudei, parada é outra: ela segue o rumo dela.
RV – Pelo menos nós ganhou um lucro bom com a graninha dela, viu. A mina com dez mil de vez — isso é que é vantagem.
LG – Lucro ia ser se a gente tivesse assaltado o banco, papo reto.
{...}
Julia – Onde eu tô? Minha cabeça tá doendo. – Ela levanta, colocando a mão na cabeça.
Tinha trazido ela pro sofá da minha salinha. Pedi pro RV apagar a menina e ele quase matou a garota.
VT – Tá na minha sala, parceira.
Julia – Por que me apagaram?
VT – Tinha alguns bagulhos que não era pra tu saber. Agora que tu acordou, mete o pé.
Julia – Já tô indo, mas eu não sei nem que lugar é esse.
VT – Morro da Rocinha.
Julia – p***a, Morro da Rocinha? Aqui só tem bandido, valha.
VT – E eu sou um irmão da igreja, né? Brincadeira, viu. – Dou uma risada sarcástica.
Julia – Tá mais pra um velho caduco mesmo.
VT – Como é que é, garota? Vaza daqui.
Julia – Eu não tenho pra onde ir. Será que você pode fazer a caridade de me ajudar?
VT – Posso não. Tenho o que fazer. – Falo e vou empurrando ela pra fora da sala e fecho a porta.