capitulo 153

1221 Palavras

📓 NARRADO POR ROBERTO MONTEIRO ALBUQUERQUE Chamei a Dina porque desde o último dia aquele maldito carro, aquele corpo, aquele cheiro eu não consegui tirar ela da cabeça. A p***a da mulher grudou em mim feito pólvora em faísca. Mas quando ela chegou e jogou a bomba, o ar da sala sumiu. — A tua mulher tá viva. E tá no morro. — disse, firme, com o olhar que não tremia nem sob mira. Por um segundo, achei que tinha ouvido errado. Camila? Viva? A palavra rodou na minha cabeça como tiro ricocheteando. Dei um passo à frente, a voz saindo baixa, seca: — Repete. Ela ergueu o queixo, sem medo. — Camila tá viva, Monteiro.E tá no morro. A raiva subiu queimando a garganta. Mas o olhar dela… o olhar dela me travou. Dina tinha esse poder maldito: falar o pior do mundo e ainda assim te deixa

Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR