📓 NARRADO POR DINA Não sou mulher de sofrer. Mas tem coisa que o destino faz questão de cutucar só pra ver até onde a gente aguenta sem quebrar. E ver a Camila de volta… p**a merda, foi uma dessas. A mulher apareceu viva. Suja, magra, com o olhar de quem viu o capeta de frente mas viva. E, olha, eu devia sentir alívio, né? Afinal, ela era a p***a da mulher do delegado, mãe da garota que o Lobo chamou de “minha”. Mas o que eu senti foi um nó. Bem no meio do peito. Um nó que o cigarro não desatava e o álcool não dissolvia. Fiquei olhando pra ela, de longe, quando o Lobo me mandou levar pro barraco. Aquela mulher era o tipo de fantasma que o morro não devia ter deixado entrar de novo. E, pra piorar, o coração batendo no ritmo errado desde a p***a da noite no carro com o delegado.

