capítulo 119

1126 Palavras

📓 Narrado por Lobo Saí da casa da Dina com o sangue ainda quente, o corpo pedindo pra voltar. Cada passo que eu dava parecia errado, como se o chão me puxasse de volta pro que eu tinha deixado lá dentro. O cheiro dela ainda grudado em mim, a pele queimando. Inferno nenhum era pior que o que eu mesmo tinha acendido. O vento da noite veio carregado de poeira e barulho de motor subindo o beco. Gritaria de moleque vendendo, rádio estourando funk, cheiro de óleo queimado e maconha. A vida normal do morro mas eu não tava normal. Nada tava. Atravesso o corredor da boca em silêncio. Beto tava lá, sentado no degrau de concreto, boné virado pra trás, cigarro no canto da boca e a língua, como sempre, solta demais. Eu passei direto, mas o moleque era tipo mosquito quanto mais ignora, mais v

Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR