capítulo 118

907 Palavras

📓 Narrado por Roberto Monteiro Albuquerque Desci os degraus devagar, sentindo o calor do morro bater no rosto. O sol tava se escondendo, mas o ar ainda vinha quente, pesado, cheio de poeira e cheiro de vida dura. A conversa com a Lara ainda latejava dentro de mim. Aquela menina tem um jeito que desmonta a gente fala o que quer, como quer, e mesmo quando te arranca o fôlego, você sabe que não consegue brigar com ela. Respirei fundo. A culpa ainda grudava na garganta. Naquele instante, eu não era mais o delegado, nem o homem da lei. Era só um pai que tentava entender como tudo tinha saído tão do avesso. Lá embaixo, encostada na moto, estava ela. Dina. Cabelo preso, pele brilhando de suor, cigarro no canto da boca. Linda e perigosa do mesmo jeito. — E aí, delegado — ela disse, so

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