capitulo 148

1386 Palavras

📓 NARRADO POR BETO Eu ali, dentro do serpentário, suando frio e me perguntando em que momento da vida eu ofendi Deus pra merecer aquilo. Um balde de ratos numa mão, uma vara na outra, e três cobras me olhando como se tivessem combinado de me pegar no pulo. — Tá bom, meninas… — comecei, com a voz falhando. — Paz, tá? Todo mundo tranquilo hoje. A Pitanga, a vermelha, levantou a cabeça devagar, língua pra fora, medindo minha alma. A Madrinha se enroscou no canto, só observando, tipo capanga de vilã. E a Sombra… ah, a Sombra deu aquele bote falso só pra me ver pular igual um doido. — c*****o, bicho! — berrei, quase deixando o balde cair. — Cês se divertem com meu sofrimento, né? Peguei um rato, joguei no chão, e uma delas foi pra cima, rápida. Eu dei três passos pra trás, tropecei num

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