[NARRADO POR LOBO] O quarto ficou em silêncio, só o som da respiração dela e o meu coração tentando achar o compasso. O corpo dela ainda tremia embaixo do meu, e por um instante, eu esqueci de quem era, de onde tava, do porquê de tudo isso ter começado. Era só ela. O cheiro, o suor, o gemido preso na garganta. Afundei o rosto no pescoço dela e fiquei ali um tempo, respirando devagar, sentindo o gosto da pele. Depois me levantei, ainda sem dizer nada. A peguei no colo mole, exausta, linda pra c*****o e levei direto pro banheiro. A água quente caiu sobre nós, batendo no chão e subindo vapor. Encostei ela na parede, deixando a água escorrer pelo corpo dela. Os olhos dela me encontraram, meio cansados, meio encantados. — Tá dolorida? — perguntei, voz rouca, o polegar riscando o queix

