📓 Narrado por Lara Monteiro A manhã ainda cheirava a café requentado e cigarro velho da Dina quando bateram na porta. Três batidas curtas, impacientes. Nem precisei pensar muito pra saber quem era só ele batia daquele jeito abusado. Abri a porta e dei de cara com o Beto, aquele sorriso sacana estampado no rosto. — E aí, sobrinha… já se recuperou do terremoto? Revirei os olhos, cruzando os braços. — Engraçadinho, né? Ele se encostou no batente, rindo daquele jeito irritante. — Ué, só tô perguntando. Te vi saindo da casa do Lobo ontem… com aquele andar de quem esqueceu o rumo do próprio corpo. Senti o rosto esquentar. — Tu é um i****a, sabia? — retruquei, tentando manter a pose, mas a vergonha entregava. Ele gargalhou, se jogando no sofá da Dina como se fosse dono do pedaço. — i*

