capítulo 126

1280 Palavras

📓 Narrado por Dina O carro parou no meio do nada, o breu já engolindo o fim da estrada. O motor ficou ronronando baixo, e o ar dentro do carro… pesado demais pra respirar direito. Eu soltei o cinto, encostei no banco e falei o que precisava ser dito, sem olhar pra ele: — Pronto. Tá entregue. Já viu tua filha, já acertou com o Lobo. Agora é só seguir teu rumo, delegado. Ele assentiu, devagar. A mão foi até a maçaneta, mas parou. Ficou quieto. Tempo demais. — Vai esquecer do nosso beijo assim? — perguntou, baixo. A voz dele veio cansada, mas com aquela insistência de homem que não sabe aceitar o fim. Olhei pra frente, nem fiz questão de fingir surpresa. — Delegado… eu aprendi a esquecer coisa pior que beijo. Ele virou o rosto, me encarando. — E mesmo assim, tá fingindo que nada aco

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