capítulo 127

1312 Palavras

📓 Narrado por Roberto Monteiro Albuquerque O peito dela ainda roçava no meu, quente, desafiando a última linha da sanidade. Me olhou daquele jeito que mistura raiva, fome e uma p***a de orgulho que não cabe na boca. Eu sorri de canto, meio cansado, meio vencido. — Quer me bater, bate logo… — soltei, voz baixa, tentando controlar a respiração. — Ou então para de bancar a durona e faz o que tá morrendo de vontade. Ela nem pestanejou. Só chegou mais perto, segurou meu rosto com uma mão firme, e me beijou daquele jeito torto, urgente, como se quisesse calar o mundo e o próprio medo. O beijo dela era veneno e cura. Era pra tirar o juízo e devolver a vida tudo de uma vez. Apertei a cintura dela, levando a mão pra nuca, aprofundando o beijo. O tempo virou fumaça. O resto do mundo sumiu.

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