— Kay... cê tem certeza que esse body precisa vir com sapatinho e touca? — perguntei, enquanto ele erguia o conjuntinho rosa na altura dos olhos, analisando como se fosse peça de joalheria. — Tenho. Ela vai nascer perto do inverno, né? Vai que tá ventando. Vai que ela odeia ficar com a cabeça gelada — respondeu, ajeitando o tecido nas mãos, como quem imaginava a filha já vestida nele. Ri e empurrei o carrinho da loja mais pra frente. Ele, satisfeito com o próprio argumento, colocou o conjunto dentro como se fosse item essencial de sobrevivência. — Ela vai ter mais roupa do que eu tive a vida inteira — brinquei, balançando a cabeça. Ele me acompanhou no riso, mas mesmo assim ajeitou direitinho o conjuntinho no topo das outras peças. Estávamos há mais de uma hora na loja de bebê do shop

