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O Ceo E A Roceira

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drama
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Sinopse

Eu nasci e moro na roça, mas minha irmã esta prestes a se casar na cidade e eu serei a madrinha. Meu destino muda quando percebo estar cercada de pessoas arrogantes, principalmente Christoffer Lins, o Ceo calculista, frio e pretensioso. A verdade é que ele me provoca e confesso perder o controle quando estou com ele, mas não sou a garotinha inocente como acham, eu não vou cair nos joguinhos dele, ainda mais que bem... Ele é o noivo de minha irmã.

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Início
CHRISTOFFER - Pronto para o casamento senhor? - Perdão? - Seu casamento... Está pronto? - Ah claro. Sim. Escolha um terno pra mim, estou sem tempo. - É claro senhor. Com licença. As pessoas costuma dizer, que eu não sei lhe dar com outras pessoas, mas isso é mentira, eu só não sei lhe dar com pessoas intensas demais. Com 15 anos de idade, fui diagnosticado com transtorno de bipolaridade, até ai tudo bem. Mas logo em seguida minha mãe sabia que tinha mais alguma coisa errada comigo, eu não comemorava quando ganhava presentes dos meus aniversários, eu não tinha amigos, e ela se desesperou com esse fato. Os psiquiatras começaram a me estudar cada vez mais, e disseram que talvez eu poderia ter psicopatia, minha mãe desesperou, disse que era impossível e era verdade, depois de meses acharam que talvez poderia ser autismo, mas eu me desenvolvia bem, era inteligente, só não sabia ou por algum motivo não gostava de estar com certo tipos de pessoas então ele descartaram esse problema. Logo depois, os médicos disse que eu poderia ter a Síndrome de Asperger, que é um transtorno neurobiológico enquadrado dentro da categoria de transtornos globais do desenvolvimento, mas isso está perto de autismo então felizmente eles disseram que era impossível. Então assim que fiz 17 anos, os médicos descobriram que eu tenho nada mais nada menos do que Alexitimia, que é a dificuldade de usar ou expressar emoções e sentimentos por pessoas. A minha psicóloga costuma dizer que meu corpo funciona como um robô, a forma como eu ando, como eu encaro as pessoas e como eu falo, ela diz que eu não tenho reação facial, emocional, e corporal, e não me perguntem quero cara faço quando estou fazendo sexo por favor... 1) Fato: Eu odeio pessoas exageradas, odeio quando falam alto demais ou baixo demais, isso me deixa entediado. 2) Fato: Não sei lhe dar com pessoas ansiosas, por exemplo... Quando você tem algo extremamente bom para contar, conte como uma pessoa normal e não: NÃO SABE O QUE ME ACONTECEU!!!!!!!!!!!!!!! Isso pode me deixar sem saber o que fazer ou fazer com que eu entre em pânico, ou simplesmente eu te deixo falando sozinho dou as costas e vou embora. 3) Fato: Adoro espaço, principalmente com Lorena minha noiva. Lorena costumava ser muito esprivitada, quando nos conhecemos, ela meio que fazia tudo que eu odiava, mas com o tempo ela foi aprendendo. E estamos juntos a 3 anos. Nos conhecemos na minha empresa de Moda, ela passou pelo RH e foi crescendo até virar a super gerente, e só então nos conhecemos de verdade. Não posso dizer que a amo, ok... E nem sou apaixonado por ela, mas ela é engraçada, acho que esse é um bom motivo para querer se casar com alguém... Certo? - Christoffer. – Lorena entra na minha sala Ela usa um body azul e uma saia preta até os joelhos. Fiquei feliz ao ver que ela usa o brinco e o colar de esmeralda que eu a dei semana passada, fiquei horas escolhendo.  - Sim? – falei organizando super bem os papéis em cima da mesa porque costumo ser bem perfeccionista. - Precisamos conversar. – ela fecha a porta – sobre o nosso casamento. - Desistiu de casar? Ainda da tempo. – falo e ela sorri sem mostrar os dentes - Não, não é isso meu bem. – ela se aproximou e eu parei com o corpo reto de frente pra ela – é que... Durante todos esses anos que estamos juntos, minha família nunca conheceu você – ela suspira – acho que está na hora. - Pensei que só tinha uma tia de família. – falo e ela cruza os braços - Claro que não! – ela diz – eu tinha tinha falado que minha família morava na roça. Lorena nunca foi tão aberta comigo sobre a família dela, até agora eu só lembrava que ela tinha uma tia que mora aqui e que há cinco anos atrás ela passou a morar com ela porque na cidade tem muita mais recursos que na roça. - Ah. - E então? - Ok, podemos conhecer a sua mãe. - Ah, e tem esse detalhe – ela estreita os olhos – não é só a minha mãe, e minha irmã mais velha, e meu irmão caçula, e eu disse que... Bem... Eu disse a eles que eles podiam vir para cá e passar os dias na sua casa até o dia do nosso casamento. Fiquei olhando pra ela um tempão esperando mais respostas, por dentro estou furioso, mas também tenho dificuldades de demostrar quando eu estou bravo, e como ela me conhece perfeitamente... - Christoffer! – ela me olha efusiva – você sabe que precisa conhecer minha família, chegou a hora! - Ok Lorena. Ela me olha surpresa - Sério??? – falou tentando conter sua ansiedade – vai mesmo aceitar sem questionar??? - Sim. – falo com dificuldade – você conhece minha família toda, por que eu não posso conhecer a sua? Bom senhor Christoffer você sabe muito bem porque, pessoas, bagunças, ambiente diferente... Isso não cheira bem. - Obrigada amor. – ela vem até mim e me da um selinho rápido – vou ligar pra minha mãe agora pra você conversar com ela. - Vai o quê? – me alterei ainda calmo - E com minha irmã também, e vai ser muito educado mocinho. – ela diz e eu permaneço sério. Será que ela não sabe que eu também não suporto conversar por celulares? . TERESA - Nossa Terezinha, você tá tão bonita. - Obrigada Pedrinho. – falei descendo do meu cavalo – mas por que me elogia? - Eu queria um beijo. – ele fala um pouco tímido e eu faço cara de nojo - Sou mulher pra casar! – alterei minha voz com ele – nem pensar nisso! - Mas não foi você que namorou Conrado?? – ele pergunta confuso - Conrado era meu meu namorado Pedro – falo e ele levanta as sobrancelhas – e além do mais... Somos amigos. E é verdade, Pedro e eu somos amigos desde nosso 12 anos. Nos conhecemos porque eu sai pra vender queijo nas redondezas e o pai de Pedrinho sempre comprava. Eu moro na roça desde que eu nasci, e minha vida não é mole. Eu ajudo meu pai com as produção de queijo, antes eu só saia vendendo, mas agora que o trem ta crescendo temos a nossa própria queijera. Minha irmã Lorena que ajudou a fazenda crescer, a gente era muito pobre e ela saiu da roça porque escolheu morar na cidade quando fez 18 anos, lá ela fez faculdade de designer de moda e depois de formada conseguiu entrar na empresa do seu noivo Christoffer. O dinheiro que ela mandava, ao invés de nois comprar comida que era o que sempre faltava, comprávamos suplementos para a fazenda como vacas, boi, e sementes para a horta, assim ficou mais fácil porque vendíamos leite, e com nossa horta vendíamos legumes e frutas, desde então começamos a ganhar dinheiro e o painho montou sua própria empresa de queijos, no início não dava tanto dinheiro mas agora cresceu muito!! Além do mais, tive que fazer faculdade de finanças e contabilidade para administrar todo o dinheiro. Depois que minha irmã mudou pra cidade tudo mudou, apesar dela vir nos visitar ta na cara que ela prefere a cidade e o seu noivo o Christofi famoso que vive passando na televisão, Lorena não fala muito dele, tudo o que sabemos dele é o que vemos na mídia. - E esse vestido cheio de cetim? – Pedro me pergunta com maldade. Ele é um garoto da minha idade ou seja, 19 anos, cabelos castanhos e o corpo sarado e magro ao mesmo tempo, e além do mais, ele está todo sujo de tinta já que ele trabalha como pintor. - Minha mãe me deu, disse ela que as rendas atrai homem bonito, ai tirei a renda e coloquei babado e cetim. – falo e ele gargalha alto - TERESAAAA! TELEFONE!! – Escuto minha mãe gritar lá da rua de trás - Telefone?? Que chique! – Pedro ri Na roça onde moro quase ninguém usa celular, eu mesma não gosto, também não levo jeito já que só serve desperdiçar seu tempo. - Pois é, tenho que ter eletrônico porque minha irmã mora na cidade! – falei metida e ele revira os olhos – olha o Pirata pra mim? – perguntei me referindo ao meu cavalo preto e bem gordo - Vai ligeiro. – falou e sai correndo Depois de atravessar uma estrada inteira, pulo o murinho de madeira da minha fazenda - VOCÊ NÃO TOMA JEITO MENINA! UMA HORA VOCÊ CAI! – Meu pai me gritou lá da queijera - Desculpe pai! – gritei de volta Ele odeia que pulo o muro. Diz ele que não é coisa que moça se faz. Meu pai é nada mais nada menos que um coroa ranzinzo, mas ele é muito esforçado e tenho muito orgulho dele, de como ele cresceu na vida, quero ser igual ele. - Tê! – meu irmão vem correndo até mim descalço – não vai acreditar!! - Diga Pedrinho. – sim, ele também se chama Pedro. Minha mãe disse que teve uma época que todas as mães queria colocar Pedro no nome dos seus filhos, tipo igual Enzo e Valentina. Pedroca e eu somos muito unidos, o r**m é quando ele quer tá onde eu tô sempre. Ele é um louro quase castanho, um pouco magro e alto  - A c***a pariu! – falou animado - Que maravilha! – falei – vou lá daqui a pouco vê, tenho que conversar no telefone com nossa irmã. - Lorena? – ele pergunta e eu assento – eca... Pedro odeia Lorena, quer dizer... Pelo menos fala que odeia. Lorena foi embora com 18 anos, e com 18 anos Pedro tinha 11, ou seja... Como Lorena não viu ele crescer ele acha que ela abandonou a família porque éramos pobres, e sempre quando ela liga ela nunca pede pra falar com ele. Apesar que Pedro tem 16 anos e já é bem grandinho pra entender esses tipos de coisas. - ENTRANDO EM CASA COM ESSE PÉ SUJO TERESA?! – minha mãe grita comigo e olho pra bosta de vaca grudada na minha bota – vai lava esse pé! – ela fala e viro as costas para ir na mangueira lá fora – telefone aqui! – ela estende a mão e eu pego - Quem é? - Christofi, noivo da Lorena, seja educada. – ela disse – depois que falar com ele Lorena quer falar com você. Minha mãe até se parece comigo. Alta cabelos morenos e olhos claros, apesar que meu cabelo e bem mais longo e meu corpo mais de menina. - Christofi??? – falei e peguei o telefone – e a senhora grita assim que tô com pé de bosta no telefone?? Minha mãe faz gestos pra mim conversar no telefone e morrendo de vergonha coloco o celular no ouvido - Alô? – falei saindo de casa e indo para o estábulo onde tem uma mangueira pra mim lavar meu pé - Oi. – falou a voz de um homem, uma voz grossa, suave e... Firme. - Você é noivo de Lorena né? Eu te vi na televisão esses dias! Ela sempre fala de você quando liga pra mim! – falei animada até demais – eu vi que você trabalha com moda, essas coisas... Eu acho muito bonito. - Ah... É. – falou – Bom estou ansioso para conhecer todos vocês. – ele diz - E EU ENTÃO! – me alterei – Eu nunca fui pra cidade sabe? Vai ser a primeira vez! Mas acho que vou gostar vou até levar o pirata! - Pirata? – perguntou confuso - É uai, o meu cavalo. – eu ri – espero que na sua casa tenha espaço! Mas se não tiver não tem problema porque ele fica onde tem lugar. - Quantos anos você tem? – perguntou sério - Eu tenho 19, mas vou fazer vinte daqui uns meses provavelmente quando eu tiver ai! E aaaaaaaah, vou pegar uns queijo que meu pai e eu fazemos pro senhor, acho que vai gostar bastante! -Sou intolerante a lactose. – ele fala e eu paraliso - Até com leite de c***a? – pergunto e antes que ele responde eu falo – Se bem que meu pai falou “menina existe doença de rico e pobre” acho que era disso que ele tava falando sabe? Mas bom, acho que vamos nos dar bem, apesar que nunca te vi sabe? Mas Lorena você eu e o Pedrinho podemos fazer várias coisas juntos tipo ir no cinema, aqui não tem cinema eu nunca fui ne cinema! Alô?? Olho para o celular que está apagado e coloco no ouvido de novo - Alô??! – falei alto até demais – será que caiu a ligação? - Vai arrumar suas coisa, vamos pra cidade amanhã. – minha mãe diz Eu nunca fui pra cidade, digo... Na cidade da roça sim, mas não da cidade mesmo em outro lugar como por exemplo São Paulo. Eu sempre ficava esperando Lorena chamar a gente pra ir, e finalmente aconteceu. Só fiquei pensando... Será que o senhor Christofi desligou na minha cara? Sei muito bem como essas pessoas pensam sobre nós que somos da roça! Se ele ta pensando que sou boba ele ta muito enganado, dou minha galinha Gilda mas não abaixo a cabeça pra macho! Oxi, não mesmo!

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