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952 Palavras
Já em casa tratei de fazer um jantar pra mim enquanto via as notícias no jornal. Fizeram o curativo no posto e agora tenho que ir cuidando, não foi nada grave só doloroso, porém preciso cuidar para não ter complicações com uma infecção ou algo do tipo. Estou gostando de morar aqui, é bem diferente do que eu pensava que era, tem dias que é um Deus nos acuda, mais pra mim que sou sozinha é sempre mais tranquilo, pior seria se eu tivesse alguma criança, aí sim seria difícil. (..) Trabalho no 27° DP e hoje é dia de descer para o trabalho, tenho minha casa própria fora daqui mais tive que deixar tudo, depois que aceitei vir para essa missão. O simples fato de eu ser uma policial já me faz andar sempre na defensiva, não posso dar um passo em falso ou posso virar peneira que nem fizeram com o meu pai a 3 anos atrás, ele dizia que eu era o seu orgulho, ainda mais por ser filha única, mas fizeram questão de acabar com a família que eu tinha, em um piscar de olhos meu pai teve seu sangue esparramado ao trocar tiros com o antigo dono desse morro, Ogrão, pelo menos era conhecido assim, esse era seu dito vulgo. Sinto meu sangue todo ferver só de lembrar desse nome, esse foi o homem que destruiu minha família. Descendo a ladeira já quase na barreira, percebi o olhar do sub sobre mim, estudei muito sobre DG e acreditem ele consegue ser mais r**m do que JK, fingi que não percebi e passei a barreira tomando meu caminho, é claro que mudei totalmente o meu caminho afinal ir direto pra delegacia é uma fria, dei várias e várias voltas antes de ir para meu destino. (…) Já na delegacia sentei em minha mesa e fui ver o andamento de algumas pendências, estava me sentindo bem e olha que isso aqui nesta delegacia é raridade, afinal pra quem tem um chefe como o meu não dá pra ficar tranquila. – Diana chegou cedo, como está. -Henrique me perguntou puxando uma cadeira e se sentando ao meu lado. – Estou bem agora e você. – Porque agora? Aconteceu algo? – Ontem subindo o morro levei um tiro de raspão. – E tá aqui hoje, porque não cumpriu o atestado? – A não, ficar trancada dentro de casa não é minha praia, quero mesmo é terminar minha missão e prender o quanto antes aquele cara, ele precisa estar longe das ruas. – É difícil, estão tentando isso há um tempinho, você sabe. – Difícil é, mais não impossível, vou fazer de tudo para dessa vez ele não escapar. -dei um leve sorriso a ele e voltei a atenção ao computador em minha frente, Henrique é inspetor e meu amigo de longa data, desde que entrei aqui ele me ajudou em tudo que precisei, ele foi o meu treinador, agradeço imensamente por tudo que ele faz por mim, sinto muito carinho por ele, o tenho como um verdadeiro amigo e tenho certeza que a amizade dele por mim é sincera, uma das poucas se não a única que fiz por aqui. Como nem tudo no trabalho são flores, tenho o meu chefe que não é muito agradável, pra falar a verdade já até tentei mudar de delegacia por causa dele, sabe o que é ser assediada pelo chefe? É isso que passo por aqui, o Henrique já até fingiu ser meu namorado pra acabar com as investidas do Edgar, um velho nojentoo que se acha dono do mundo porque tem um cargo quente. Mas depois que Henrique se casou com a Vanessa vocês podem imaginar que nosso namoro de mentirinha terminou, e o meu chefe vem voltando a me importunar aos poucos. Acha que eu não tomei providências contra ele? Claro que eu tomei, já tenho boletim de ocorrência por assédiio contra ele, já denunciei o maldiito para a corregedoria, mais é aquela velha história, a corda sempre arrebenta para o lado mais fraco, que no caso sou euzinha aqui, está sendo uma luta diária trabalhar nesse lugar e pra começar a fudeer com meu dia ele me chamou em sua sala. Bati na porta me identificando. – Olá, vossa excelência me chamou. – Entre investigadora, se assente. -me sentei na cadeira a frente a sua mesa, ele me observou e logo voltou a dirigir a palavra a mim. – Como anda a sua investigação? – Tudo em ordem senhor, estou tentando ao máximo não ser percebida. – Entendi,isso é indispensável. Depois do expediente você pode passar aqui em minha sala para eu lhe passar os próximos comandos. Pode se retirar. -bufei e fechei o semblante. – Com licença vossa excelência. – Toda investigadora. -me retirei de sua sala e Henrique que estava na porta me olhou percebendo a minha decepção, o canallha do velho faz isso só pra me mostrar que nada o atinge, nem as minhas denúncias andam fazendo efeito sobre ele. – Vai dar certo minha amiga, não se aflige. – Eu vou acabar fazendo besteira. – Não vai acabar com a sua vida por causa de um velho desses, eu não vou deixar. – Ele quer que eu venha até a sala dele depois do expediente, o que você acha que ele quer. – Eu te acompanharei tá bom, não vou deixar você fazer besteira com a sua vida. – Obrigada meu amigo, agora deixa eu voltar para o meu inquérito. Quem tem amigo tem tudo, não é mesmo? Eu só quero me livrar desse velho, nem que pra isso eu use o meu objeto de trabalho, mirando e acertando em cheio no meio de sua testa….
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