Alice terminou aquele dia trabalho exausta, além das crianças terem ficado agitadas por causa do que aconteceu com Lara, ela não conseguiu retomar a aula com tranquilidade. No final ela estava cansada e tudo o que queria era comer alguma coisa e deitar um pouco, após um banho bem relaxante. Por isso sem disposição nenhuma para cozinhar, foi até um restaurante perto da sua casa e lá comprou uma porção de carne e alguns acompanhantes, ela queria praticidade. Quando Alice já estava indo em direção ao caixa, acabou esbarrando em uma pessoa.
Alice: Nossa! Me descul...Ela nem conseguiu terminar a frase porque uma voz feminina arrogante já a olhava irritada.
- Você não olha por onde anda? Perguntou irritada. E Alice ficou parada diante da grosseria da garota.
Alice: Você é muito m*l educada, garota.
- E você só pode ser cega! Bufou
Alice: Em primeiro lugar que foi sem querer, eu ia me desculpar com você. Mas você é tão s*******o que nem me merece que eu me desculpe.
- Olha aqui...
Alice: Olha aqui você, eu conheço o seu tipinho se acha demais e deve ser uma dessas garotinhas mimadas, Mas deixa eu te falar uma coisa. Você é uma m*l educada, arrogante. Vê se cresce garota. Disse e saiu em direção ao caixa.
Nico percebeu que Paula estava demorando, ele queria ir para casa, almoçar em casa, mas a namorada o ligou e propôs que almoçassem juntos , mas agora até para escolher a comida ela demorava, o que já o estava irritando. Dentro do carro, ele esperava e quando já estava se ajeitando para sair do carro, viu a garota do show, ou seja, viu Alice. Seu corpo travou. Ela saiu feito furacão do restaurante e ele não pode deixar de admirar que até irritada ela ficava bonita. Ele queria ir lá, falar com ela, mas o que poderia dizer? Oi, se lembra de mim? Que loucura, ele pensar isso, nem tinha contado a sua namorada, como falaria com Alice sendo que estava namorando. Mas a vontade de ir até ela era muito grande. O que o impediu foi Paula entrar no carro batendo a porta com força. Estava tão focado em Alice que nem percebeu que a namorada já tinha saído do restaurante.
Nico: O que foi? Perguntou ao ver a namorada irritada.
Paula: Uma sem educação que esbarrou em mim.
Nico: E isso te deixou desse jeito? Perguntou erguendo as sobrancelhas.
Paula: É, garota abusada além de esbarrar em mim, ainda me chamou de sem educação, mimada e arognte. Nico prendeu o riso.
Nico: Não acha que está exagerando?
Paula: Por que você nunca fica do meu lado?
Nico: E por que nunca admite quando está errada? Perguntou e Paula o encarou irritada.
Paula: Vá a merda, Nico.
Nico: Pelo menos meu almoço está a salvo. Disse baixinho e Paula ficou mais irritada. O trajeto fora silencioso, quando chegaram viram Wiliam e Lara deitado no sofá da sala.
Nico: Que vida boa em. Disse brincalhão e o irmão sorri de leve, Lara nem se mexeu o que não passou despercebido por todos ali.
Paula: Olá!
William: Oi Paula!
Nico: Ei, princesa. Não teve resposta - Não vai mais falar com o titio? Lara o encarou pela primeira vez e depois olhou Paula.
Lara: Papai, me leva para o quarto? Pediu ignorando a presença do tio e da namorada.
William: Filha, seu tio te fez uma pergunta é muito feio não responder. É falta de educação, e a Paula é namorada dele então você deve respeitar isso. Disse mesmo não gostando de ter que recrimar a filha, mas era preciso. Seu coração se apertou ao ver a menina querer chorar.
Lara: Posso ir para o meu quarto? Perguntou com voz embargada, William suspirou.
Nico: Deixa, Will. Disse sentido
William: Pode, mas depois nós vamos conversar. A menina assentiu e devagar foi andando para o quarto foi então que Paula e Nico perceberam que ela havia se machucado.
Nico: O que aconteceu?
William: Ela caiu e se machucou, nada grave. Coisa de criança.
Nico: Eu vou falar com ela. Paula o segurou
Paula: É coisa de criança, elas se machucam mesmo, depois passa, almoce primeiro e depois quando ela estiver com a cabeça mais tranquila você tenta conversar com ela. Nico ficou indeciso em ir ou não. - Com tempo ela vai ter que me aceitar. Disse firme.
Wiliam: Preciso falar uma coisa com você. Disse ao irmão. - vá fazer suas coisas. Disse e saiu da sala e se caminhou em direção ao quarto da filha.
Nico: Eu não estou aguentando mais o desprezo da minha sobrinha, Paula.
Paula: Ela vai se acostumar. É só uma criança não precisa disso.
Nico: Pode ser só uma criança para você. Mas para mim é como minha filha, eu amo minha sobrinha e me importo com os sentimentos dela. E o fato dela está me rejeitando me machuca. Desabafou e Paula começou alisar o braço dele.
Paula: Se quiser posso te fazer esquecer um pouco e Relaxar. Disse sugestiva e na mesma hora Nico a encarou.
Nicoo: Eu aqui me desabafando com você. E você só pensando em sexo. Como você pode ser egoísta? Você não se importa não é mesmo? Não está nem aí.
Paula: Só queria te ajudar, amor. Disse e Nico balançou a cabeça em negativo e a deixou ali na sala. - Onde você vai?
Nico: Vou esparecer um pouco. Disse pegando as chaves do carro.
Alice tomou um banho e comeu um pouco, se deitou um pouco e adormeceu, mas esse sono não durou nem meia hora, pois uma dorzinha enjoada começou a incomodar e ela praguejou por não ter se lembrado que estava perto da sua mestruação descer. Mas a cólica veio alertá-la. Foi então que antes mesmo que de fato descesse, seus absorventes tinham acabado. Resmungando até a próxima geração da sua família, vestiu um short jeans, pegou o dinheiro e trancou o apartamento. Ela foi até o mercado mais próximo e já preparava seu arcenal para aquela semana difícil, além dos absorventes, comprou seus chocolates preferidos, e mais uma besteiras para comer enquanto assitia alguma coisa na TV.
Andava distraída e só sentiu o choque colidir no de outra pessoa e suas coisas caírem na calçada.
Alice: Que Merda! Esbravejou - Hoje é meu dia, já é a segunda pessoa que esbarra em mim hoje. É Alice tá cagada na sorte. Disse já se ajoelhando para pegar suas coisas no chão.
- Desculpe. Disse e ela estremeceu conhecia aquela voz, aquele cheiro. Lentamente foi levantando a cabeça e viu o moreno de olhos verdes, sorrindo para ela. - Se lembra de mim? Perguntou na cara dura.
Alice: Hã..er..O.oi. guguejou um pouco. p***a Alice, se controla. Pensou!
Nico: Então, não me respondeu. Disse catando as coisas dela no chão e Alice olhou o chão também se pôs a juntar suas coisas e fugir do olhar dele.
Alice: Me lembro sim.
Nico: Que bom. Acho que isso é seu. Disse sorrindo sacana estendendo o pacote de absorvente a ela, Alice corou da cabeça aos pés. Literalmente envergonhada.
Nico: Você cora. Disse sorrindo e a ajudou a levantar.
Alice: É que não esperava revê-lo é muito menos nessas circunstâncias. Disse sem jeito.
Nico: Pois é, não é a situação mais romântica, mas do mesmo jeito me alegro voltar a te ver.
Alice: A mim Também.
Nico: Já que esbarrei em você e por conta disso suas comprar foram ao chão, posso ao menos te pagar alguma coisa para beber?
Alice: Bom, vou aceitar por que não é todos que esbarrando na gente e tem essa gentileza.
Nico: Então aproveita. Eles riram.
Alice: E você não sabe como ela me irritou. Ele riu do jeito dela. E ria do jeito que ela falava de Paula. Porque enquanto estavam sentados bebendo um suco ela falava do esbarrão de mais cedo com e ele a tinha visto saindo do restaurante e Paula bufando depois dentro do carro falando sobre o mesmo assunto, não fora preciso de um gênio pra deduzir.
Era errado ele rir? Provavelmente, pois era sua namorada, mas ele não conseguia se controlar.
Alice: Bom, você já sabe o que eu estava comprando no mercado, então para ficar justo poderia me dizer o que você estava fazendo por aqui né?
Nico: Tem razão, acho justo. Eu tenho uma sobrinha...
Alice: Espera, a Laura me disse que o William tinha uma filha e que vocês eram irmão, a Lara é sua sobrinha?
Nic: Sim, o nome dela é Lara.
Alice: Minha Nossa! O mundo é mesmo muito pequeno.
Nico: Por que?
Alice: Seu irmão não te contou o que aconteceu?
Nico: Não, na verdade você está me deixando confuso.
Alice: Bom, a Lara não é uma princesinha muito linda de olhos claros, cabelos castanhos de franjinha, com uma carinha de sapeca? Perguntou sorrindente.
Nico: Sim, você a conhece?
Aliceí: Ela é minha aluna. Ele arregalou os olhos.
Nico: Tá brincando?
Alice: Não, inclusive só fui saber de quem ela era filha hoje, quando seu irmão foi buscá-la na escola após ter caído.
Nico: Não consigo acreditar. Sabe, minha sobrinha vai me matar se descobrir que beijei a Tia Aly dela. Eles gargalharam. - Então, quer dizer que você é professora?
Alice: Sou sim, e você o que faz da vida?
Nico: Sou publicitário. Trabalho em uma das empresas da família.
Alice: Humm. Então é um homem de criatividade. Disse e ele sorriu.
Nico: É o que dizem. Riram
Alice: Sabe, o mais estranho é que eu nem sei seu nome ainda.
Nico: Ops! Erro meu. Que nome você me daria?
Alice: Bom, eu não faço a mínima ideia, mas acho que teria que ser um nome forte, diferente, que ao mesmo tempo fosse viril.
Nico: Hummmm, gostei disso em. Mas chuta um nome.
Alice: Deixa eu pensar, Ricardo? Ele negou - Bernardo? Negou - Santiago? Negou - Geraldo? Disse rindo.
Nico: Geraldo? Me acha com cara de Geraldo? Perguntou se fingindo de bravo. E nãoaguentaram e gargalharam.
Alice: Não sei, me fala.
Nico: Nicolas. Mas todos me chamam de Nic ou Nico.
Alice: Nunca que iria adivinhar. Você e seu irmão tem sobrenome diferentes.
Nico: É que somos irmãos só por parte de pai.
Alice: Entendo.
Nico: Mas me fale sobre você. Seus pais, o que gosta de você.
Alice: Meus pais faleceram quando eu tinha 14 anos, acidente de carro e bom, meus tios terminaram de me criar.
Nico: Sinto muito, Alice. Disse e segurou a mão dela.
Alice: Tudo bem, já não dói tanto como antes, com o tempo a gente acaba se conformando. Eu gosto de assitir filmes, as vezes gosto de ir a praia ou pedalar um pouco. Eles continuaram conversando até que perceberam que se passaram horas e que teriam que se despedir.
Nico: A hora passou rápido.
Alice: Foi mesmo.
Nico: Eu posso te deixar em casa.
Alice: Não precisa. É sério.
Nico: Que isso não será incômodo nenhum.
Alice: Acabou que você me enrolou e não me disse o que estava fazendo por aqui perto.
Nico: Queria escolher um presente para Lara, um chocolate, uma boneca não sei, alegrá-la um pouco.
Aliceí: Bom, chocolates são sempre uma boa opção. Disse sorrindo. Nico a deixou na porta do prédio onde morava e não resistiu quando ela estava preste a descer do carro e a impediu, colando sua boca na dela, fazendo o que ele teve vontade de fazer a dias. Ela cedeu, também ansiava por aquilo desde o show.
Alice: Uau!
Nico: Quis fazer isso desde que te vi. Disse e ela sorriu
Alice: Preciso ir.
Nico: Tudo bem.
Alice: Espero voltar te ver
Nico: Eu também. Disse e com um selinho ela se despediu dele. No carro ele se condenava por agir como um cafajeste não teve coragem de dizer a Alice que tinha namorada e mais uma vez tinha traído Paula.
Já Alice estava nas nuvens, porém a felicidade quando é extrema cega, e justamente por isso Alice deixou espacar um pequeno detalhe, talvez o mais importante detalhe. O relato da sua aluna que reclamava do tio e da namorada dele. Restava saber quando Alice iria se dar conta da realidade ou de que forma ela saberia disso.