Alice ensinou as crianças as letras do alfabeto em letra cursiva, ensinou a escrever o nome delas e depois fizeram um momento de pinturas. As crianças pintavam casa animal que eles escolheram. Lara optou por pintar um tigre, ela usou as cores marrom, preto, amarelo, verde e vermelho. E com isso Alice já aproveitava para ensinar as crianças as cores as que eram primárias secundárias e as texturas e misturas possíveis. Depois que elas terminaram de pintar Alice procurou pendurar as folhas para que secasse a tinta. Enquanto Alice terminava de ajeitar a sala, após a sessão pintura, as crianças estavam no parque, uma brincando de correr, outras nos brinquedos, algumas meninas brincavam com as bonecas que tinha trazido de casa, e crianças caem, brincam, brigam essas coisas estão propensas a acontecer e foi justamente isso que aconteceu. Alice saiu apressada da sala quando ouviu o choro de Lara e logo viu a menina caída no chão chorando e Enzo com as outras crianças tentando acalma-la.
Alice: O que aconteceu? Disse se aproximando e Lara logo recorreu aos braços de Alice.
Enzo: Ela estava brincando e caiu.
Alice: Pronto, meu amor. Passou. Disse colocando a menina no colo.
Lara: Está doendo...
Alice: já vai passar, princesa. Disse e se levantou com a menina no colo.
- Crianças vão todos para sala eu vou buscar alguma coisa para acalmar a Lara. As crianças assentiram.
Voltaram para sala preocupados com a amiguinha e Alice foi com eles. Tentou acalmar a menina. Contaram histórias, ela deu água a Lara, mas a menina sempre reclamava de dor no pé. Então Alice pediu a uma das auxiliares da escola, Hilda, para olhar a turma dela, enquanto ia com Lara até a direção da escola. Alice explicou tudo a Carlos e logo eles decidiram ligar para o pai dela.
William estava saindo de uma reunião quando ouviu o celular tocar e estranhou o número, ele tinha salvado o numero da escola da filha e logo se preocupou.
Ligação
William: Alô.
Carlos: Senhor William?
William: Ele mesmo.
Carlos: Sou o diretor da escola de sua filha Lara.
William: Aconteceu alguma coisa com a minha filha? Perguntou preocupado.
Carlos: Ela estava brincando com os colegas da turma, mas acabou caindo e se machucou, a professora dela tentou acalma-la, só que ela estava reclamando de dor e quer muito o Senhor.
William: Estou indo buscá-la.
Carlos: Estaremos lhe esperando. Disse e encerrou a ligação.
Carlos olhou a menina e sorriu – Seu papai já vem te buscar, está bom? Lara assentiu ainda encolhida no colo de Alice. – Ela se adaptou rápido né. Perguntou a Alice.
Alice: Ela é maravilhosa, uma princesinha. Muito doce, meiga, um verdadeiro anjinho.
Carlos: Eu tenho certeza que será uma ótima mãe, Alice.
Alice: Obrigada, Carlos. Eu gosto muito do eu faço.
Carlos: Eu percebo pela sua dedicação, seu carinho com as crianças. Eu e Rita nos casamos muito cedo e no início fora muito difícil conciliar a gestão da escola com família, ela me ajudou muito com as crianças, depois vieram os nossos filhos e foi para completar ainda mais a nossa felicidade, os filhos são uma benção.
Alice: Eu espero um dia encontrar um amor como o seu e o de Dona Rita e construir uma família tão linda quanto a sua, sabe sinto muita falta dos meus pais e talvez isso aumente ainda mais o meu desejo de ser mãe, de casar.
Carlos: Você merece, e tenho certeza que encontrara um bom homem e que respeitará e amará e irão construir um futuro juntos. Eles ficaram conversando e distraindo Lara que ainda estava encolhida em Alice. Quando William chegou preocupado a escola o porteiro o conduziu até a sala da diretoria. Carlos disse que podia entrar.
Carlos: Bom dia, Senhor.
William: Bom dia. Onde está minha filha? Perguntou preocupado e Carlos sorriu de leve ao ver como William estava preocupado e isso o fez recordar quando seus próprios filhos eram pequenos.
Carlos: Está ali. Apontou para o canto onde tinha o sofá e devido a preocupação nem reparou. Alice estava tão focada em Lara quem nem percebeu que ela já conhecia aquela voz. William se aproximou e ficou em choque e Alice arregalou os olhos.
William: Você?
Alice: Você? Disseram ao mesmo tempo.
Lara: Conhece meu papai?
Alice: Seu pai? Perguntou ainda sem acreditar
William: Pois é, Alice, essa princesa que está no seu colo é minha. Tentou brincar e funcionou eles sorriram um pouco.
Alice: Mundo pequeno mesmo.
Carlos: Então se conhecem? Perguntou risonho
Alice: Sim, nos conhecemos sábado, temos amigos em comum. Carlos assentiu Alice optou por não contar como se conheceram, afinal ela era professora de crianças e querendo ou não, imagem era tudo em uma escola com o status como aquela e não seria nada bom se os conselheiros e acionistas assim como o diretor ficassem sabendo como William, pai de sua aluna a conheceu, por mais que ela estivesse em sua vida pessoal e não em horário de trabalho.
William entendeu os motivos dela não contar como se conheceram, Alice o acompanhou até a saída da escola, eles conversavam sobre Lara, o rendimento da menina na escola e o que tinha acontecido.
William: O mundo é muito pequeno mesmo, e olha que hoje eu ainda chamei sua amiga para sair. Disse um pouco mais baixo para Lara não escutar.
Alice: Será porquê isso não me surpreende? Eles riram ela ficou tentada a perguntar sobre o moreno, o irmão dele, mas optou por se calar e William ficou tentado a falar sobre o Nico, mas sabia que talvez se Alice tivesse esperanças seria a magoada da história. Lara observava os dois com um sorriso no rosto.
William: Bom, Alice...
Alice: Não, me chame de Aly.
William: Está bem, Aly. Eles sorriam. -Eu vou levar esse pestinha no hospital só por precaução, mas fico contente e tranquilo por saber que a minha filha está em ótimas mãos.
Alice: Eu quem fico feliz pela confiança.
William: Bom, já vou. Disse e se despediram com dois beijinhos no rosto e logo Alice foi ate Lara e a beijou.
Lara: Tchau, Tia.
Alice: Tchau, princesa. Disse sorrindo para a menina e logo ela se caminhou de volta para sala, afinal ela ainda tinha mais crianças para dar atenção.
No carro William ajeitou Lara e entrou no carro.
Lara: Papai...
William: Sim?
Lara: Você gostou da tia Aly?
William: Ela é uma ótima pessoa, não a conheço tão bem.
Lara: Você não me respondeu, gostou ou não?
William: Gostei. Disse, mas ele se referia a uma possível amizade, e não um gostar no sentido de paixão.
Lara: Eu gosto muito dela. Disse por fim e William sorriu.