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A doce e o predador

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Sinopse

📖 A Doce e o Predador📝 Resumo CompletoMiranda é pequena, morena e cheia de contradições. Baixinha, com cabelo castanho escuro cacheado e olhos verdes que escorrem para vermelho-sangue quando se excita ou zanga. É alegre, impulsiva, brava… e muito chorona e mimada — gosta de chorar, faz drama, mas esconde bem esse lado dos outros. Não tem força física, mas é mestre com pistolas: pontaria perfeita, mão firme. Cozinha os doces mais maravilhosos que alguém já provou, mas ri em velórios e fascina-se com o sangue e a dor alheia.Um dia, sem querer, vê algo que não devia — testemunha de um segredo perigoso demais para uma pessoa comum. Eles não podem arriscar que ela fale amanhã. Não podem deixar ela viver para contar. Então os homens de Dravan vão buscá-la. Sequestram-na sem aviso, sem dó, sem explicação. Levam-na diretamente para ele.Dravan é o que todos temem. Um vampiro de séculos, chefe mafioso que comanda impérios com um olhar. Alto, pálido, imensamente forte. Mata sem hesitar. Bebe o teu sangue sem pedir permissão. Se quiser, mata-te depois — sem remorso, sem dúvida. Frio, calmo, dominante. 👤 Miranda — Ficha Completa✨ Pele: Morena, quente✨ Cabelo: Castanho escuro, bem cacheado, cheio e volumoso✨ Olhos: Verdes → ficam vermelho-sangue quando zanga ou deseja✨ Altura: Um pouco baixa — pequena mas feroz✨ Força: Pouca força física — compensa com agilidade e pistolas✨ Estilo: Roupas curtas/chamativas ou delicadas — como quer✨ Armas: Perita em pistolas — pontaria perfeita, não treme✨ Personalidade: Alegre, impulsiva, ciumenta, leal. Chorona e mimada — gosta de chorar, esconde isso. Fascinada por sangue e dor. Doce com quem ama, fria com o resto. Mesmo chorando, luta.🖤 Dravan — Ficha Completa🩸 Espécie: Vampiro de séculos — idade desconhecida🩸 Pele: Pálida como mármore, sempre fria🩸 Cabelo: Preto como a noite, liso🩸 Olhos: Cinza-escuro → vermelho brilhante com fome ou d****o🩸 Altura: Muito alto — ela chega-lhe ao peito🩸 Força: Imensa — não precisa de armas, ele é a a**a🩸 Veste: Ternos pretos perfeitamente cortados🩸 Personalidade: Frio, c***l, dominante. Mata sem hesitar. Bebe sem pedir. Se quiser, mata.Não tem pena. Não tem remorso. Toma o que quer.

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A testemunha
📖 A Doce e o Predador Capítulo 1 — A Testemunha A noite tinha descido sobre a cidade havia poucas horas. As ruas estavam molhadas pela chuva recente, refletindo as luzes dos postes e dos estabelecimentos que ainda permaneciam abertos. Carros passavam apressados, os pneus espalhando pequenas ondas de água pelo asfalto. Miranda caminhava sozinha pela calçada, segurando uma pequena caixa branca contra o peito. Dentro dela estavam os doces que tinha passado a tarde inteira preparando. — Espero que tenham ficado bons... Ela abriu a caixa apenas o suficiente para espiar. Os olhos verdes brilharam de satisfação. — Ficaram lindos. Miranda fechou rapidamente a tampa. Ela adorava cozinhar. Principalmente doces. Bolos, tortas, biscoitos, chocolates... qualquer coisa que pudesse transformar açúcar e farinha em alguma coisa deliciosa. Era uma das poucas coisas que conseguia fazer sem causar algum tipo de confusão. Porque, fora da cozinha, Miranda tinha um talento impressionante para encontrar problemas. Ela era impulsiva. Curiosa. Dramática. E chorava com uma facilidade quase irritante. Se alguém levantasse a voz para ela, seus olhos já começavam a ficar marejados. Mas isso não significava que fosse covarde. Muito pelo contrário. Miranda tinha uma segunda habilidade que quase ninguém conhecia. Uma habilidade que não combinava nem um pouco com sua aparência delicada. Ela sabia usar pistolas. E tinha uma pontaria perfeita. Miranda dobrou uma esquina, distraída, pensando nos doces. Foi então que ouviu vozes. Parou. Franziu a testa. As vozes vinham de uma rua lateral, parcialmente escondida entre dois prédios. — ...ninguém pode saber. Miranda ficou imóvel. Seu primeiro instinto foi continuar andando. O segundo foi olhar. O segundo, infelizmente, venceu. Ela aproximou-se alguns passos. Escondeu-se atrás de uma parede e espiou. Havia quatro homens. Todos vestidos de preto. Um deles estava diante de um carro escuro. Outro segurava uma pasta. E, no centro do pequeno g***o, havia um homem ajoelhado. Miranda não conseguia ouvir tudo. Mas conseguia ouvir o suficiente. — O chefe já deu a ordem. — E se ele falar? — Então não haverá amanhã para ele. Miranda arregalou os olhos. O coração começou a bater mais depressa. Aquilo não era uma discussão comum. Ela sabia. Devia ir embora. Agora. Imediatamente. Mas permaneceu ali. Um dos homens virou o rosto. Miranda se abaixou rapidamente. A caixa de doces quase caiu de suas mãos. — Droga... Ela segurou a caixa contra o peito. Silêncio. Depois, passos. Miranda congelou. Alguém estava vindo. Ela recuou lentamente. Um passo. Dois. Então ouviu: — Tem alguém aí? Miranda não respondeu. Os passos aproximaram-se. Ela virou-se e correu. Não chegou nem a completar dez metros. Uma mão agarrou seu braço. — Ei! Miranda gritou. — SOLTA-ME! Tentou puxar o braço, mas o homem era muito mais forte. A caixa de doces caiu no chão. A tampa abriu. Os pequenos doces espalharam-se pela calçada molhada. Miranda olhou para eles. Depois olhou para o homem. Seus olhos verdes ficaram cheios de lágrimas. — Vocês derrubaram meus doces... O homem pareceu confuso. — O quê? — MEUS DOCES! Ela começou a chorar. Mas, por baixo das lágrimas, havia raiva. Muita raiva. — Eu passei três horas fazendo aquilo! O homem suspirou. — Para de gritar. — NÃO! Miranda tentou acertá-lo com o cotovelo. Não funcionou. Tentou chutar. Também não funcionou. — Fica quieta. — EU VOU GRITAR ATÉ A POLÍCIA CHEGAR! — Ninguém vai chegar. Aquelas palavras fizeram Miranda parar. O homem aproximou-se. — Você viu demais. O medo substituiu a raiva. — Eu... eu não vi nada. — Viu, sim. — Não vi. — Viu. — Eu estava só passando! — Isso não importa. Miranda engoliu em seco. — Então... vocês vão me deixar ir? O homem não respondeu. A resposta estava no silêncio. Miranda percebeu. E começou a chorar ainda mais. — Eu não quero morrer... Mas ninguém pareceu comovido. Um pano foi colocado diante de seu rosto. Miranda tentou prender a respiração. Tentou lutar. Tentou gritar. Mas sua visão começou a desaparecer. A última coisa que viu foi um de seus doces esmagado pela água da chuva. Depois, tudo ficou escuro. --- Quando Miranda voltou a abrir os olhos, estava em um lugar desconhecido. A primeira coisa que percebeu foi o silêncio. A segunda foi o frio. A terceira foi que suas mãos estavam livres. Ela piscou várias vezes. Estava sentada em uma cadeira. Diante dela havia uma enorme sala. Paredes escuras. Janelas altas. Móveis elegantes. Uma enorme mesa de madeira. E homens espalhados pelo ambiente. Miranda olhou para eles. Depois para a porta. Levantou-se. Tentou abrir. Trancada. — Não... Ela puxou a maçaneta novamente. Nada. — NÃO! Começou a bater na porta. — ABRAM! Ninguém respondeu. — EU QUERO IR PARA CASA! Silêncio. Miranda enxugou as lágrimas com as costas da mão. — Eu nem fiz nada... A porta abriu. Ela deu um passo para trás. Um homem entrou. Alto. Muito alto. Vestia um terno preto impecável. Os cabelos eram negros, lisos e perfeitamente alinhados. Sua pele era tão pálida que parecia mármore sob a iluminação fraca. Mas foram os olhos que fizeram Miranda parar. Cinza-escuros. Frios. Sem emoção. Ele entrou lentamente. A porta fechou atrás dele. Os outros homens imediatamente ficaram em silêncio. Miranda percebeu. Todos naquele lugar tinham medo dele. E isso significava alguma coisa. O homem parou a poucos metros dela. Miranda levantou o queixo. Mesmo tremendo. — Quem é você? Ele não respondeu imediatamente. Apenas observou-a. Como se estivesse tentando compreender algo. — Então esta é a testemunha. Miranda franziu a testa. — Eu tenho nome. Um dos homens atrás dele soltou uma pequena risada. O homem alto não riu. — Qual? — Miranda. Ele repetiu lentamente: — Miranda. Como se estivesse experimentando o nome. — Dravan. Ela ficou em silêncio. Então apontou para ele. — Você é o chefe? — Sou. — Então manda eles me soltarem. Dravan permaneceu imóvel. — Não. Os olhos dela se encheram de lágrimas novamente. — Por quê? — Porque viste algo que não deverias ter visto. — Eu não vou contar! — Todos dizem isso. — Eu estou falando sério! Dravan aproximou-se. Miranda recuou. Mais um passo. Até suas costas encontrarem a parede. Ele parou diante dela. Ainda havia uma distância segura entre os dois. Miranda tremia. Mas não desviou os olhos. — Eu só quero voltar para casa. Dravan observou o rosto molhado pelas lágrimas. A pequena figura diante dele parecia completamente deslocada naquele lugar. Mas havia algo estranho. Ela estava assustada. Muito assustada. E ainda assim... Continuava encarando-o. — Você não parece compreender a situação em que está. — Compreendo perfeitamente. — Então sabe que poderia morrer. Miranda apertou os lábios. Uma lágrima escorreu pelo rosto. — Sei. — E mesmo assim continua me enfrentando. Ela respirou fundo. — Eu estou com medo. Dravan inclinou levemente a cabeça. — Percebi. — Mas isso não significa que eu tenha que gostar de você. Pela primeira vez, algo parecido com diversão apareceu no rosto dele. Um sorriso pequeno. Frio. Miranda percebeu os caninos discretamente mais longos. Seu rosto perdeu a cor. — Você... Dravan aproximou-se apenas o suficiente para que ela percebesse que havia algo profundamente errado nele. Algo que não pertencia ao mundo comum. Os olhos cinza-escuros dele começaram lentamente a adquirir um brilho vermelho intenso. Miranda prendeu a respiração. — O que você é? Dravan sorriu. — Essa é a pergunta certa. Ele olhou para ela em silêncio. E então disse: — Um predador. Miranda tremia. Mas, em vez de fugir, olhou para os homens próximos à porta. Depois para Dravan. E finalmente para a mesa. Havia uma pequena a**a ali. Uma p*****a. Os olhos verdes dela se fixaram nela. Dravan percebeu. — Não. Miranda não esperou. Avançou. Pegou a p*****a. Virou-se. Apontou diretamente para ele. As mãos dela estavam firmes. Nenhum tremor. Os homens imediatamente ergueram as armas. — Baixem! — ordenou Dravan. Todos obedeceram. Miranda manteve a p*****a apontada. As lágrimas ainda estavam em seu rosto. — Não se aproxima. Dravan olhou para a a**a. Depois para ela. E sorriu. Não por medo. Por curiosidade. Porque finalmente tinha descoberto algo interessante naquela pequena testemunha. Ela podia chorar. Podia fazer drama. Podia parecer frágil. Mas quando precisava lutar... Não tremia. Os olhos vermelhos de Dravan brilharam novamente. — Interessante. Miranda apertou o cabo da p*****a. — Eu vou embora. Dravan deu um passo. — Não vais. — Vou. — Não vais. — Quer apostar? O sorriso dele aumentou. Naquela noite, Miranda deveria ter sido apenas mais uma testemunha eliminada. Mas agora Dravan já não tinha certeza se queria matá-la. Havia alguma coisa naquela pequena mulher que despertava sua curiosidade. E curiosidade, para alguém como Dravan, era muito mais perigosa do que fome. Miranda ainda não sabia. Mas acabara de entrar no território do predador. E talvez nunca mais encontrasse o caminho de volta.

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