Capítulo 11

1803 Palavras
Adelie Gozar com Lev foi simplesmente o auge da nossa i********e. Não sei o que me deu na hora, só sei que foi incontrolável, e a necessidade de senti-lo perto se fez presente. Eu sei que estou trilhando um caminho muito perigoso, e por mais que Lev peça, não posso parar agora, de jeito nenhum! _ Você está com aquela cara de quem aprontou! _ Comentou Max ao afivelar o cinto de segurança. _ É porque eu aprontei, meu amigo, e foi maravilhoso! _ Falei rindo. Max arregalou os olhos e deu para ver o tamanho da sua preocupação. _ Calma, eu não transei. Permaneço virgem! _ Ele colocou a mão no peito e gargalhou. _ Mas eu dei um beijão no gostosão! E vou te falar, o negócio que ele tem lá embaixo não é pouca coisa não! _ A risada dele cessou. Max ficou em silêncio, cruzou os braços e ficou olhando para a janela. Ele ficou incomodado, e fez silêncio. Já eu continuei no mundo da lua, sentindo meu corpo inteiro formigar, e me sentindo extremamente molhada com tudo que aconteceu. Meus pensamentos foram para Lev, para o seu cheiro, para o quão duro ele ficou enquanto meu corpo estava em seu colo. Foi um máximo, foi simplesmente maravilhoso! _ Você realmente o ama? _ A pergunta de Max veio logo após o jatinho estar no ar, sem toda a turbulência da decolagem. _ Sim, estamos um ao lado do outro desde que me entendo por gente. Por que ? _ Porque com certeza ele ama você também. _ E isso é r**m? _ Encarei Max, esperando alguma resposta que me deixasse preocupada. _ Espero encontrar alguém que me ame e que eu possa amar também. Deve ser uma sensação boa! _ Desabafou. Eu não consegui respondê-lo, apenas fiz silêncio e comecei a admirar o céu pela janela. Talvez nosso nível de i********e esteja tão elevado, que agora Max abre o coração dessa forma assustadora. É estranho saber o que as pessoas pensam, é estranho ver o lado mais íntimo de cada um, ainda mais de alguém que ganha a vida protegendo e matando. (...) Assim que cheguei em casa senti o cheirinho familiar de café. Caminhei devagar até a cozinha, e vi minha mãe torrando alguns pães. _ Chegou? Pensei que não voltaria mais para casa! _ Disse em um tom de deboche. _ Voltei porque senti saudades do seu café e da comida do papai. _ Hum, então sente-se aí, vamos comer! _ Ela colocou os copos e a térmica com café na mesa. Dona Olivia nos serviu, e tomou seu café em silêncio, sem me olhar. Ela parecia pensar bem no que diria dali em diante, e eu esperei pacientemente até que ela abrisse a boca. Esperava de tudo, menos o que estava por vir. _ Não conseguiu a bebida no bar? _ Perguntou. _ Não, o barman não acreditou na minha carteira de identidade falsa. _ Hum… precisa ser mais persuasiva. _ Ele era honesto, não cairia na minha lábia nem que oferecesse dinheiro. _ Que chato. _ Muito. _ Voltamos a ficar em silêncio, e ela não me perguntou nada do que eu imaginava. Olivia levantou, colocou o copo na pia e saiu para o jardim. Permaneci no mesmo lugar, com uma ansiedade latente no meu peito. Se ela sabe sobre o bar, por que ela não me pergunta a respeito do que eu estava procurando? Se minha mãe sabe do bar, ela sabe de todo o resto, com certeza! Levantei, coloquei meu copo na pia e fui para o jardim, sentar ao seu lado. _ Mãe… _ Ela me puxou para um abraço, e sentir o cheirinho de casa fez meu coração amolecer completamente. _ Sinto muito filha, queria que você tivesse uma vida normal, e melhor do que a minha! _ Eu tenho uma vida normal, mãe, é a vida em que eu nasci, e gosto. _ Não somos normais Adelie, nunca fomos. _ Ela se afastou um pouco e soltou um sorriso triste. _ Eu sou feliz assim mãe, é o meu destino, é o que eu quero pra mim! _ Tentava a todo custo tirar a culpa de cima de seus ombros. Eu amo minha mãe, e não quero de jeito nenhum vê-la triste ou se culpando por eu me tornar uma assassina, ou algo até pior. Ela soltou um longo suspiro, e voltou a ficar pensativa. _ Como está meu irmão? _ Bem, sei pai não desgruda dele. Me lembrou bastante quando você era bebê. Ele ficava o tempo inteiro em cima de você, pra ter certeza de que estava respirando. _ Ela riu. _ Ele é meio neurótico! _ Pontuei. _ Ele teve que enterrar um filho que m*l sabia existir, então talvez isso seja apenas um trauma. _ Aquela tatuagem que ele tem, é referente ao bebê? _ Era um assunto que eu nunca havia entrado por ser muito delicado. _ Sim. Sofri uma traição vinda de uma pessoa muito especial e importante para a minha vida. _ Ela sorriu tristemente. _ Fernando era um grande amigo, gay e se preocupava muito comigo. _ Mas… se ele se preocupava, por que te traiu? _ Porque ele se preocupava demais, e acreditava que uma gravidez fosse estragar tudo o que tínhamos planejado. Foi aí que ele teve a brilhante ideia de me envenenar. _ Ela sorriu ainda mais ao lembrar. Dava para ver que ela estava em uma tristeza profunda. _ Como você descobriu que foi ele? _ Seu pai me vigiava na época, da mesma forma que eu vigiava ele. _ Olivia gargalhou. _ Uma vez matei uma v***a que estava dando em cima dele, foi lendário! _ Vocês são estranhos… _ Seu noivinho é ainda mais, viborazinha! _ Ela debochou do apelido. _ Por que ? Ele é tecnicamente normal! _ Falei rindo. Minha mãe fez silêncio por um tempo. _ Tenho medo que a mente de Lev seja fragmentada como a de Dmitri. _ Ela me encarou profundamente, e engoli seco. _ Eu sei que não é hereditário, sei que precisaria de um trauma muito grande ou um ambiente muito nocivo para a criança. Porém, há coisas naquele garoto que me deixam com um pé atrás. Você nunca notou nada de diferente? Os olhos da minha mãe estavam tentando me desvendar. Seria errado esconder dela que Lev me fez desconfiar também no momento em que me agarrou com brusquidão no quarto, e ficou como um animal descontrolado? _ Não.. Lev é muito carinhoso comigo, é cuidadoso e morre de medo que eu me enfie em encrenca. _ Soltei um sorriso amarelo. Minha mãe suspirou e piscou algumas vezes. _ Filha, não precisa mentir… _ Ele é mais normal que o pai dele, mãe. Fica tranquila, ok? _ Você conhece a história de Alba? _ Perguntou desviando o olhar para o jardim. _ Sei que Dmitri insistiu para casar com ela, que foi amor à primeira vista. _ Não foi amor, Adelie, foi obsessão. E todas as desgraças que Alba passou foram graças ao Dmitri. Absolutamente todas! _ Até… _ Sim, tudo culpa daquele russo maluco! _ Pensei que ele amasse a tia Alba… _ Murmurei chocada. _ Ele aprendeu a amar, todas as personalidades dele aprenderam a amar. Porém, até que isso acontecesse, ela sofreu. Graças ao seu avô, Alba aprendeu a se defender, e deu o troco naquele homem. Hoje eles vivem em harmonia, e eu diria que Dmitri e seus outros “eu” aprenderam a respeitá-la e a amá-la como ela merece. _ Ela virou pra mim e agarrou minhas mãos. _ Filha, não quero que você sofra! E eu sinto muito que eu tenha te colocado nesse casamento horroroso! _ Minha mãe estava genuinamente triste. _ Mãe…_ Apertei suas mãos e sorri. _ eu sou uma Cortez, tenho seu sangue e o do papai. acha mesmo que vou sofrer? Ou que Lev vai me fazer m*l? Sou treinada, sei usar uma arma e também, se necessário, sei m***r como ninguém!_ Olivia tentou conter o olhar de orgulho, mas foi inevitável. _ Eu sou filha de Olivia e Markus, e o fruto nunca cai longe da arvore! _ Se ele surtar, ou for como o pai dele, eu juro que mato aquele bonitão sem vergonha! _ Gargalhei com a frase. _ Ele é bonitão né! _ Infelizmente sim! Pelo menos nisso preciso concordar que fiz uma escolha boa. Lev é bonitão, muito mais do que o próprio pai. Acho que é porque ele tem o tempero latino! _ Olivia riu da própria frase. _ Verdade, eu me dei muito bem! _ Falei ao lembrar do nosso beijo. _ Vocês aprontaram é? _ Perguntou minha mãe toda desconfiada. _ Dei um beijo nele, um beijão! _ Falei rindo. _ Hum.. aposto que ele ficou todo perdido! _ Disse ela voltando a olhar para o jardim. _ Mãe… depois que eu me casar, o que vai acontecer com o Max? _ Perguntei preocupada, cortando o ar de descontração. _ Vou designá-lo para proteger outra garota que precise. Ele está fazendo um trabalho muito bom com você! _ Disse cheio de ironia. _ Eu tô falando sério mãe! _ Eu também! _ Ela me olhou e piscou. _ Max é um garoto muito bom, tem um coração de ouro e daria a vida pela família. Não vou mandá-lo para campo, vou colocá-lo para proteger alguém que possa protegê-lo também! _ Não entendi, Olivia, seja mais clara! _ Fiquei preocupada com a declaração da mulher. _ Eu guardei o final feliz de Max em uma caixinha, viborazinha, então pode ficar tranquila! _ Ela riu em deboche e levantou, se esticando. Levantei também, ficando um pouco maior do que minha própria mãe. _ Você vai mesmo colocá-lo em um lugar bom? Ele… ele é um ótimo companheiro! _ Lembrei da frase que ele me disse no jatinho, e em como aquilo parecia afetá-lo. _ Vou, Max teve uma infância muito r**m, com uma mãe negligente, e por mais que ele tente não vê-la dessa forma, é isso que ela é! Negligente com ele e com as irmãs! _ Pensei que a família dele fosse boa. _ Olivia riu sarcástica. _ Aquela p**a velha maluca foi uma desgraça na vida deles. _ Disse ela torcendo o nariz e voltando a ser a Olivia do velho testamento. _ Mas ele ama a mãe e a família, então não há o que fazer a respeito disso. _ Obrigado mãe, ele é um bom rapaz! _ Puxei minha mãe para um abraço, e ela retribuiu. _ Quando vou poder ver meu irmão? _ Ele está ali no quarto com seu pai. Cuidado com o barulho, aquele garoto tem um alto falante na goela e só chora e caga! _ Resmungou a mulher.
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