Lev Bolshakov
Honestamente, eu não sei o que me deu… eu não faço a mínima ideia. Não sei como perdi o controle, não sei como coloquei Adelie em meu colo, não sei como meu corpo agiu como se pudesse fazer o que bem entendesse sem que meu cérebro ordenasse ou permitisse.
Isso me deixou em estado de alerta total, já que isso nunca aconteceu antes.
Assim que saimos da casa da filha do chefe, comecei a dirigir em silêncio. Adelie também estava quieta, muito mais do que o normal.
Quando já estávamos na metade do caminho ela me encarou com aqueles olhos que me fazem tremer e suspirar.
_ O que foi aquilo no quarto?
_ Eu não sei.
_ Mas deveria saber Lev. Se você tiver transtorno dissociativo de identidade como o seu pai, precisa me contar!
Freei o carro com tudo. Adelie se assustou com a minha atitude, e por sorte não haviam carros vindo atrás, somente nossa escolta que mantinha uma distância e freou também.
_ Como você sabe disso? É uma informação sigilosa! _ Meu tom saiu duro, e Adelie suspirou.
_ Não sou burra, muito menos minha mãe! Ele descobriu anos atrás e me contou. Suas irmãs nunca comentaram nada, mas dava para ver que todos escondem um segredo bizarro. Sem falar na mudança que acontece com seu pai. É óbvio que meu futuro sobrinho tem um parafuso a menos! _ Adelie falou naquele tom de “nada me abala”, mesmo o assunto sendo extremamente sério.
_ Você comentou isso com alguém? _ Perguntei preocupado. Sei que Adelie não faria isso, mas preciso ouvir de sua boca.
_ É claro que não! Que espécie de mulher você acha que eu sou? Nossa! _ Ela cruzou os braços e fez um bico.
Respirei fundo bagunçando meus cabelos com as mãos.
_ Mantenha isso em sigilo, Adelie. Não preciso de mais problemas agora…
_ Preciso que me ajude a procurar Gabriel. Precisamos matá-lo logo, Lev!
_ Você sabe que estamos enfrentando problemas, Adelie. Meu país está em guerra, e isso acaba por nos prejudicar também! Sem falar em algumas conspirações que andam acontecendo, coisas que precisam da minha atenção!
Adelie tirou o sinto e veio para o meu colo. Coloquei minhas mãos na cabeça, mantendo-me longe.
Ela colocou uma perna em cada lado do meu corpo, prensando meu corpo contra o banco e o peito dela contra o meu.
_ Jesus Cristo… o-o que você está fazendo?
_ Agora você é religioso, bonitão? _ Sua voz saiu rouca, e seu olhar penetrante.
Adelie estava me testando, e provavelmente tentaria me convencer a fazer o que ela queria.
_ Adelie, saia do meu colo, por favor… _ Murmurei, sentindo minha cabeça começar a doer.
_ Não quero. Quero saber como é a maciez dos seus lábios, e em como você fica e******o com a minha presença tão perto! _ Ela esfregou os lábios contra os meus.
Meu coração bateu rápido, e foi impossível não ficar duro com a presença da garota.
Adelie pressionou o corpo ainda mais contra o meu, esfregando sua parte íntima contra a minha.
Ela tentou me beijar, mas virei o rosto. Precisava manter o controle, ou me tornaria o tipo de homem que mais repudio e julgo.
Agarrei com firmeza sua cintura, fazendo-a suspirar.
_ Quero que saia do meu colo, agora! _ Rosnei.
Ao invés de assustá-la, Adelie mordeu os lábios e sorriu. Seu rosto estava avermelhado, e seus cabelos bagunçados. Ela travou as pernas contra o meu corpo, deixando-me ainda mais a mercê.
_ Eu quero que você me beije, Lev, e só então eu saio!
_ Não!
_ Só um beijo, bonitão, eu não vou te comer, fica tranquilo. _ Ela riu e veio contra meu rosto novamente.
Dessa vez, deixei com que ela pressionasse os lábios contra os meus. Pretendia apenas dar um selinho, mas a língua dela tocou meus lábios, e como se fosse uma urgência, a minha tocou a dela.
Impossível descrever o sentimento que quase me sufocou. Nossas línguas se tocaram com delicadeza por alguns instantes, mas depois, nossos corpos começaram apresentar uma necessidade ainda maior, muito maior do que eu pensava existir.
Adelie começou a se esfregar contra meu p*u, e mesmo de calças o atrito era extremamente prazeroso. Seus gemidos inundaram meus ouvidos, como uma bela e prazerosa canção.
Meu corpo vibrou ao notar que ela estava quase gozando, e por mais errado que fosse tudo aquilo, e por mais longe que minhas mãos estivessem de qualquer parte mais íntima dela, me senti terrivelmente sujo.
Nossos lábios se afastaram, e a vermelhidão no rosto dela e a respiração ofegante entregava que Adelie havia chegado ao ápice. Ela desmoronou o corpo contra o meu no banco do motorista. Ficamos longos minutos daquele jeito, até que consegui colocá-la no banco do passageiro.
A garota simplesmente pegou no sono depois de gozar. O sabor dos seus lábios ficaram grudados nos meus, e quando voltei a dirigir, senti vontade de sequestrá-la.
Uma loucura total, eu sei, mas queria prendê-la em meu quarto, ao pé da cama, e tê-la somente para mim.
Quando parei no aeroporto onde o jatinho já nos esperava, senti raiva ao ver o soldado esperando por Adelie. Ele é baixo, quase da altura dela, mas tem uma feição dura, como de um homem que já viu e viveu muito.
_ Hey, acorda! _ Toquei o ombro da minha noiva.
_ Hum… você me dopou? _ Ela perguntou rindo.
_ Não, mas o o*****o que sentiu te deixou inconsciente! _ Falei em um tom debochado.
Adelie virou o rosto em minha direção e sorriu lindamente.
_ Me ajuda nessa, noivinho gostosão! _ Ela fez um bico.
Comecei a rir.
_ Ajudo. Mas mantenha-se longe de problemas, e deixe que eu cuido disso, ok? _ Ela assentiu com a cabeça.
Adelie saiu do carro e eu também. Assim que cheguei perto do soldado senti vontade de socá-lo, mas se eu fizer isso terei problemas com Adelie e Olivia.
_ Cuide bem da minha noiva, e faça seu trabalho corretamente, mantendo-a longe de confusão! _ Minhas palavras saíram duras, mas pareceu não afetar o soldado.
Ele apenas assentiu.
_ Tchau gostosão, até a próxima! _ Disse Adelie acenando de longe.
Meu rosto ficou vermelho com a escolha de palavras que ela usou.
_ Até a próxima, viborazinha! _ Falei acenando de volta.
Retornei para o meu carro e a vi partir.
Meu coração doeu, e minha cabeça também. d***a, o que está acontecendo comigo?