Capítulo 9

1211 Palavras
Adelie Antes de dormir enviei uma mensagem para Max, confirmando a morte daquele i****a albanes. Ele me respondeu rapidamente dizendo que havia concluído o trabalho e me passaria detalhes assim que nos encontrássemos. Contei a ele sobre Lev, sobre estar na casa de Thalia Rizzo e da minha conversa com meu futuro marido. Max deu pouca importância, mas mesmo assim continuei digitando uma série de mensagens, tornando-o meu aliado mais íntimo. Não sou de amizades, até porque minha realidade não permite, então vou usar Max como minha válvula de escape por enquanto, até que eu me case e tenha que ir morar na gélida Russia. Peguei no sono rápido, sentia meu corpo dolorido e minhas mãos também. Conseguia sentir o cheiro dele impregnado no meu nariz, trazendo-me a calma que meu corpo precisava. Confesso que muitas vezes penso em Lev de maneira muito íntima, e por mais que ele seja um rapaz muito respeitador, sinto vontade de fazê-lo pecar. Quando o dia amanheceu, levantei sentindo uma preguiça descomunal, mas sabia que seria o momento de retornar para casa e enfrentar meus pais. Fiz minha higiene matinal e me dirigi para a cozinha. Me surpreendi ao ver Lev sentado à mesa, tomando café com Dante. _ Bom dia. _ Falei ao vê-los. Os homens retribuíram o gesto. O senhor Dante serviu meu copo, e Lev adoçou gentilmente. Eles estavam conversando sobre armas, assunto comum e típico dos homens da máfia. Enquanto isso meu pensamento vagou para a minha situação atual. Talvez compartilhar com Lev sobre Gabriel Junior não foi a melhor escolha, mas se eu puder contar com a ajuda dele para solucionar logo esse caso, será melhor. Sei que ele não tem obrigação,e que talvez seja uma coisa mais complexa do que parece, mas preciso terminar logo isso antes que respingue nos meus pais e irmãos. Observei a chuva forte caindo do lado de fora, e quando Thalia se juntou a nós na mesa uma situação chata aconteceu. Dante tomou o celular da mão de Thalia com brusquidão. Ele leu alguma coisa que o deixou chateado, e Thalia não escondeu o desconforto. Meu celular vibrou também, era Max. Pedi licença da mesa e fui até o quarto que me foi emprestado para passar a noite. Lev me seguiu com a cara fechada por saber quem era. Disquei o número de Max e logo ele atendeu. _ Estou com o jatinho te esperando, e com novidades também! _ Disse ele visivelmente animado. _ Ótimo, daqui a pouco eu vou, só estou esperando a chuva passar e logo estarei ai! _ Te aguardo! _ Max desligou. _ Por que ele te liga? _ PErguntou Lev. _ Ué, ele é meu fiel escudeiro! Óbvio que ele vai me ligar. _ Mas isso é muita i********e! _ Pare de ciúmes, homem! _ Tentei sair de perto, mas Lev me encurralou na parede, e seu olhar ficou estranho. Nem parecia o mesmo homem que eu conheço. _ Eu vou fatiar esse filho da p**a em mil pedaços se eu souber que vocês estão se envolvendo! _ Sua voz saiu muito grossa, deixando-me surpresa. _ Ele é meu soldado, Lev, é de confiança! E pare com esse showzinho! Quando terminei de falar sua mão livre veio de encontro ao meu braço, apertando com muita força. Olhei para o rosto do homem, que estava vermelho, seus olhos estavam escuros e havia uma veia saltada no meio de sua testa. _ Eu vou mata-lo…. _ Rosnou baixo. _ Eu não estou entendendo o motivo do show, Lev. Max é apenas meu protetor, e está me ajudando com a investigação. Não há motivos para ciúmes! _ Falei na tentativa de explicar. Não estava com medo por mim, e sim pelo soldado que estava apenas exercendo seu trabalho. _ Vocé é minha! _ Murmurou. Ele esfregou o rosto no meu cabelo, cheirando e mantendo o aperto do meu braço. Meu coração começou a acelerar, e Lev me puxou para a cama. Ele sentou e me colocou em seu colo, continuando com o ato de me apertar e cheirar meu cabelo. Não sei quanto tempo se passou, mas conforme ele foi se acalmando seu aperto foi afrouxando. Me levantei, e Lev parecia envergonhado e confuso. _ E-Eu… não sei o que me deu… _ Vamos, precisamos ir. _ Falei sem dar atenção. Assim que saí do quarto assisti uma cena que me deixou ainda mais chocada. Minha manhã estava agitada como nunca esteve. Me posicionei e saquei minha arma com chaveirinho, apontando em direção ao homem que segurava o pescoço de Thalia Rizzo, sufocando-a com muita precisão. _ Solta ela, Matheus! _ Griteo _ Solta agora, p***a! _ Engatilhei a arma, e os olhos de Thalia rapidamente acharam o objeto letal na minha mão. Minha arma é um presente do meu avô. É dourada, linda, e tem um chaveiro rosa pendurado. _ Não atira, Adelie, vai causar problemas! _ Repreendeu Lev tentando me acalmar. _ Tira ele de cima dela, senão vou estourar a cara desse putinho! _ Rosnei entre dentes, pronta para fuzilar o i*****l por tocar em uma mulher daquela forma. A ameaça pareceu surtir efeito, fazendo Matheus piscar algumas vezes. Ele soltou o pescoço de Thalia e deu alguns passos para trás. _ Realmente, vocês são pai e filho! _ Murmurou a mulher. _ Ficou maluco, seu puto? Podia ter matado-a! _ Pontuei. _ E-Eu… perdi o controle… _ Disse Matheus, piscando algumas vezes. Lev permaneceu ao meu lado, com a mão no meu ombro, tentando me manter sob controle. _ Perdeu o controle? Sabe o que acontece com homens que batem em mulheres de onde eu venho? _ Mirei e atirei. O sangue espirrou de leve. O barulho da arma assustou a loira, e em questão de segundos o senhor Dante entrou pela porta, todo molhado e com um machado nas mãos. _ O-O que houve? _ Perguntou, completamente perdido. Matheus começou a pressionar o braço, mas foi apenas de raspão, para que ele deixe de ser um i****a. _ Seu filho quase estrangulou sua mulher, senhor Dante. Melhor cuidar do temperamento do garoto, na próxima eu acerto no meio da testa dele. _ Minha ameaça não é vazia, e se eu descobrir que esse b****a aprontou de novo, eu mato ele! _ Matheus, vai pro quarto! _ Ordenou Thalia. _ AGORA! Ele obedeceu, e com muita vergonha, passou por nós. _ Estou bem, Dante, apenas cuide dele agora, depois a gente conversa. _ Dante apenas assentiu. Olhei para Lev que estava alterado. O que aconteceu no quarto entre nós dois não foi normal, e eu tenho certeza que há algo de muito errado com meu noivo. _ E-Eu acho que vou lá ajudar, e tentar acalmá-los. _ Disse Lev. Rapidamente Lev achou o caminho do quarto, deixando somente eu e Thalia na sala. _ Garota, que mira boa! _ Elogiou. _ Obrigado, treinei muito. _ Falei rindo. Sentei ao lado de Thalia e ela começou a me explicar tudo que aconteceu entre ela, Matheus e Dante. Me contou que chantageou o garoto para que ele sumisse, mas que o efeito havia sido ao contrário. Fiquei surpresa com toda a história. Então boa parte das coisas que minha mãe falava de Thalia é verdade. A mulher é fogo!
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