Capítulo 13

927 Palavras
Adelie Aproveitei alguns dias com meus pais e com meu irmão bebê. Foi muito bom, revigorante ter a família unida. Claro que meus irmãos mais velhos não estavam presentes, eles estavam em alguma espécie de missão com as minhas cunhadas, e minha sobrinha Irina, filha de Laena e Diego, estava com o bisavô Ed. Saber que todos estavam bem e a salvo deixou meu coração mais tranquilo, apesar de não ter todos unidos naquele instante. Depois disso, minha mãe decidiu ir para a fazendo isolada dela e do meu pai, com a desculpa de que precisava descansar a cabeça, pois nesses dias que ela estava aqui acabou resolvendo algumas coisas que não precisava, mas que se sentia no dever. No fim, acho que foi uma desculpa para deixar meu pai longe de mim, e me dar autonomia para fazer o que eu precisasse. Não sei se ela já sabe sobre Gabriel, mas se ela não sabe, com certeza desconfia de algo. Enfim, só quero que ela tenha paz, que possa deitar a cabeça no travesseiro e descansar como qualquer pessoa faria. Desejo para a minha mãe somente o que há de melhor, porque ela merece. Procurei Max pela casa inteira e não achei, sei que quando meus pais não estão ele é incumbido de ficar ao meu lado. Fui até a academia, e quando o vi de longe acenei. Corri até ele, pois nos dias que meus pais estiveram aqui e depois da viagem não consegui descobrir quais informações ele arrancou daquele espião, e nem quis, porque queria curtir ao máximo com a minha família. _ Bom dia, Adelie. _ Disse ele largado um peso no chão. _ Bom dia, Max. Andou tomando bomba? _ Minha pergunta foi genuína, pois ele parece muito maior do que eu me lembrava. _ Não, claro que não! _ Ele começou a rir. _ Caramba, isso é puberdade? _ Já passei da puberdade, Adelie. Apenas me alimentei bem e bebi bastante água nesses dias de folga. Ah, e descansei bastante! _ Pontuou. _ Hum… _ Dei mais uma boa olhada em Max, admirando seus músculos e seu peitoral definido. _ Vou tomar um banho e depois te encontro no escritório do seu pai. Precisamos conversar sobre o espião. _ Disse ele fazendo-me desviar o olhar para os seus olhos. _ Ah, claro, é por isso que eu vim! _ Por algum motivo me senti constrangida, e nem a minha cara de p*u foi o suficiente para não me deixar corar. Virei as costas e fui para o escritório do meu pai. Peguei o tablet e as informações que reuni ao longo dos meses. Assim que Max chegou tudo já estava pronto para começarmos. _ Aproveitou os dias com a sua familia? _ PErguntou ele sorridente e leve. _ Sim, bastante. Minha mãe está radiante, e meu pai também. Foi bom ve-los, estava com saudades! _ Hum.. fiquei sabendo que seu noivo está construindo um palácio para vocês! _ Disse ele em um tom amistoso. _ Sim, fiquei sabendo também. Parece que teremos cortinas com costura de ouro! _ Começamos a rir. _ Você acha que vai se acostumar com toda essa ostentação? _ Perguntou genuinamente curioso. _ Não sei. A única coisa que eu sei é que isso serve como uma terapia para Lev, já que ele está ansioso com o casamento. Sei que ele está investindo tempo e dinheiro na nossa futura casa para passar o tempo. _ Hum, imaginei que fosse isso. Mas você não acha que deveria opinar na decoração, ou quem sabe, em cortinas que não tenham costura em ouro? _ Ele me olhou com profundidade. _ Por que isso agora, Max? _ Porque eu estive pensando sobre isso esses dias. Vocês realmente se gostam, e eu acho que talvez você deva fazer daquela casa um lar, não somente um lugar onde você vai morar pelo resto da vida. Há diferença, Adelie. _ Hum… não sei se tenho tempo para isso. _ Eu acho que tem, Adelie. _ Ele deu um sorriso fraco. _ Nossa investigação chegou em um beco sem saída, e agora somente com uma ajuda externa vamos conseguir retomar. O espião disse que os próximos alvos são todos aliados da sua família, e isso envolve muita gente. Você precisa unir forças com o seu sogro, e só então vamos conseguir sair desse beco escuro e encontrar esse miserável antes que ele acabe com todos nós! Senti uma preocupação forte no tom de voz de Max. Respirei fundo, analisando todas as coisas. _ Talvez… talvez seja melhor. Pode ser que Dmitri me ajude, ou Lev. E também, seria interessante ver como a minha futura casa está ficando. Dessa vez, quem soltou um sorriso fraco fui eu. Eu e Max ficamos conversando sobre algumas coisas que poderiam acontecer, algumas possibilidades, e outras coisas que seriam impossíveis. Relatei tudo em meu tablet, cada detalhe e coloquei em um arquivo escondido. Depois que Max saiu da sala liguei para a minha mãe, e contei a ela sobre a ideia de ir conhecer minha futura casa e dar pitacos. _ Se é isso que você quer, então vá! Vou avisar Alba que está a caminho. E se comporte garota! _ Pode deixar mamãe, vou me comportar. _ Ela soltou um barulho no telefone, como se estivesse debochando. Olivia desligou, e eu fiquei no escritório durante um tempo. Será que devo avisar Lev? Não.. isso tia Alba vai fazer. Preciso me preparar para vê-lo, ainda mais depois do nosso beijo, e de todo o t***o que ele me fez sentir.
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