Capítulo 14

1495 Palavras
Lev Bolshakov Montamos uma pequena equipe para a investigação que Adelie também estava fazendo, e evitamos fazer algo grande para não chamar atenção. Hoje em especial, tive que colocar esses problemas de lado e ir assumir alguns problemas das empresas de fachada. Precisamos nos manter bem fortes para conseguir fazer uma lavagem de dinheiro eficiente. Estou há horas assinando papéis, lendo documentos e mais documentos. Odeio essa parte burocrática, e não sei como minha mãe consegue gostar tanto de administrar. Ela é simplesmente é um gênio e consegue lidar com toda essa chatice. _ d***a… _ Murmurei ao assinar errado um documento. Levantei e a passos lentos fui até a sala da minha assistente. Ela sorriu ao me ver, e levantou assim que entrei. _ Como posso ajudá-lo, senhor Lev? _ Perguntou com cordialidade. _ Você pode imprimir uma nova folha desse documento? Virei café sem querer… _ Claro! _ Ela pegou o papel das minhas mãos e rapidamente providenciou outro. _ Aqui está! _ Obrigado. _ Dei as costas e saí, mas uma coisa me chamou atenção e me fez voltar. _ Você gosta de arte? _ Perguntei genuinamente curioso. _ Sim, ganhei esse quadro de uma amiga. É uma réplica dos Doze Girassóis Numa Jarra, de Van Gogh. _ É bonito. _ Me aproximei, notando que a pintura foi feita a mão, tornando-a ainda mais admirável. _ Sua amiga tem talento. _ Sim, ela é incrível com o pincel, mas não leva o próprio talento a sério! _ Lamentou. _ Uma pena, acho que ela teria futuro. Sai da sala, pensativo sobre a pintura e em como algumas pessoas desperdiçam os próprios talentos por muitos motivos. Sentei na minha cadeira e voltei a assinar os papéis. Um pouco contrariado pela função que foi atribuída a mim, peguei um papel que chamou minha atenção. Eu odeio quando tentam nos passar a perna, e alguns acionistas insistem em brincar com a minha paciência. Levantei, sentindo meu sangue ferver. Finalmente teria uma emoção no meu dia cansativo. Apertei o botão do décimo quinto andar, e assim que entrei no elevador senti um perfume peculiar. Parecia um cheiro muito familiar, mas decidi ignorar. Parei em frente a uma sala enorme de reuniões, e vi alguns acionistas conversando. Por algum motivo não fui chamado para a reunião, mesmo sendo herdeiro da família. _ Por que não fui comunicado sobre essa reunião? _ Deixei que minha voz ecoasse pela enorme sala. _ Ah, senhor Bolshakov, é sempre um prazer vê-lo! _ Disse o homem bem mais velho do que eu. _ eu queria poder dizer o mesmo, mas vi sua assinatura nesse documento, e acabei chegando em uma conclusão a seu respeito. _ Me sentei na ponta da mesa, reservado para quem possui a maior porcentagem da empresa. _ E o que seria? _ Ele soltou uma risada irônica, ajustando a gravata e alisando a barriga gorda e redonda. _ Seria essa p***a de proposta que você teve a cara de p*u de apresentar, seu velho de m***a! _ Se tem uma coisa que minha mãe me proibiu, foi de xingar os acionistas dessa forma, mas eu quero que todos se fodam! Ele ficou sério e soltou um longo suspiro. _ Foi apenas uma proposta, senhor Bolshakov, nada além disso. Abri minha boca para respondê-lo, mas meu celular vibrou e para tentar me acalmar, ou piorar a situação, decidi dar atenção ao aparelho. Assim que abri a mensagem, meus olhos quase saíram das órbitas. Adelie teve a coragem de me enviar uma foto dela com um decote enorme, com batom vermelho nos lábios e um penteado bagunçado no alto da cabeça, deixando seus olhos extremamente destacados. “ Seu perfume está por todo lugar, bonitão!” Foi a frase que usou. Meus olhos não conseguiam desviar dos s***s da garota, e só depois que pisquei algumas vezes que fui perceber o ambiente que Adelie estava. _ Na minha sala?_ Murmurei. Levantei abruptamente, fazendo todos ficarem tensos. _ Se tentar me enganar de novo com uma proposta de compra no meio dos arquivos que eu preciso assinar, eu arranco todos os seus dedos e enfio na sua b***a! _ Rosnei as palavras e nem esperei pela resposta. Corri para o elevador, e assim que entrei na minha sala dei de cara com a viborazinha futricando nos papéis. Adelie está simplesmente linda, e nem parece ter somente a idade que tem, e sim ser uma mulher mais velha. _ Eu diria que a identidade que diz ter vinte anos funcionaria hoje, viborazinha. _ Falei entre sorrisos. Ela me encarou e sorriu de volta. Adelie levantou e correu em minha direção, me abraçando e me apertando. _ Que saudades que eu já estava, bonitão! _ Murmurou ela. _ Eu também, minha cobrinha perfeita! _ Apertei seu corpo contra o meu, sentindo seu perfume me embriagar. _ Me dê um beijo, Lev, quero sentir seus lábios contra os meus novamente! _ Ela agarrou minha nuca e me puxou para perto, mas consegui desviar. _ Hey… é melhor não… eu… eu tenho medo das coisas tomarem outra proporção. _ Não se preocupe, vou manter minha postura de mocinha, agora venha, me beije antes que eu surte! _ Ela me puxou novamente, e dessa vez não neguei. Nossos lábios se tocaram, e ignorei o fato de Adelie estar de batom vermelho, e apenas curti o momento. Nossas línguas se tocaram mais uma vez, trazendo inúmeros arrepios para o meu corpo, e me deixando em estado de êxtase. Começamos a dar passos em direção ao sofá, e quando me dei conta ela estava em meu colo, novamente com uma perna de cada lado do meu corpo, rodeando-me e arrancando gemidos dos meus lábios. Por sorte Adelie está de calças, senão as coisas tomariam outra proporção. Quando nos separamos, Adelie estava corada, e seu batom estava intacto. _ Boa fixação. _ Pontuei. _ Paguei caro nesse batom, muito caro! _ Disse ela rindo. _ o que faz aqui, viborazinha? _ Vim passar um tempinho com você. _ Adelie jogou a bomba em meu peito como se sua presença fosse nada. _ Mas… por qual motivo? Por causa da investigação? _ Sim, mas também por causa de nós. _ Ergui uma sobrancelha confuso. _ Falta um ano e meio para o nosso casamento, e quero participar da construção da nossa casa, da escolha da decoração, e descobrir qual o gosto meu querido noivo tem! _ Ela mordeu o lábio com a última frase, fazendo-me praticamente jogar ela no sofá. _ Escuta, se veio aqui para me deixar louco, pode desistir! Não vou admitir isso, Adelie, de jeito nenhum! _ Ela começou a gargalhar. _ To brincando, bonitão! Vai se manter virgem até nosso casamento, e eu também! _ Ela soltou um suspiro e levantou, indo para a minha mesa._ Eu vim participar das coisas relacionadas ao nosso casamento, e das investigações. _ Oh… claro.. _ Limpei a gota de suor que escapou do meu rosto. _ Bom, se me der licença, eu preciso dar um esporro em uns velhos filhos da p**a. _ Tudo bem, só tenta deixar o p*u mole antes de passar pela porta. _ Olhei para baixo, vendo que realmente estava duro. _ Com tudo isso ai, as mulheres da empresa vão se jogar aos seus pés! _ Adelie mordeu o lábio novamente, deixando-me sem eixo. _ Você é extremamente desbocada, precisa mudar isso! _ Eu sei, mas não vou mudar, a língua afiada é de família! _ Disse ela pouco ligando para o meu descontentamento. Ouvimos uma batida na porta, e na tentativa de disfarçar minha excitação, sentei em uma poltrona na frente do armário de bebidas. _ Licença, senhor Lev… _ Minha secretária entrou e viu Adelie. _ Desculpe, não vi a senhora entrar… _ Claro que não viu. _ A morena levantou e foi em direção a minha secretária. _ Prazer, Adelie Cortez, noiva do seu chefe! A mulher ficou surpresa, pois meu noivado não é de conhecimento geral. _ Pode deixar os papeis ai, senhorita, vou terminar de assinar e te mandar. E tome cuidado, aquele b****a do j**k tentou nos dar um golpe de novo, e colocou um acordo de compra no meio dos papéis que você me deu. Ela arregalou os olhos e o nervosismo ficou visível. Assim que a moça saiu, Adelie veio em minha direção e sentou novamente em meu colo. _ Bonita essa secretária, ein? _ Não mais bonita que você, cobrinha! _ Sem querer deslizei a mão pela b***a dela, mas tirei rapidamente. _ Hum, estamos cada dia mais íntimos! _ Pare com isso, garota! _ Ela riu e levantou. Adelie pegou um copo de bebida e me entregou. Ela sentou em outra poltrona e começou a me contar tudo que descobriu sobre os albaneses. Conforme ela ia me contando menos e******o eu ficava, mesmo que seus lábios vermelhos fossem extremamente atraentes e me deixassem com vontade de quebrar todas as regras de uma vez só.
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR