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Contrato de Sedução- Uma babá na minha vida

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Sinopse

Isabela é uma babá experiente, discreta e firme- exatamente o que a familia Montenegro procura após uma sequencia de funcionárias que não suportaram o temperamento do patriarca da casa. Ricardo Montenegro é um milionário, controlador e emocianalmente distante, marcado por perdas que o transformaram em um homem frio e exigente.

O que começa com uma relação profissional rígida, evolui lentamente para um confronto silencioso de mundos opostos: sensibilidade contra arrogancia, empatia contra controle. A medida que Isabela cria laços genuinos com a criança e passa a enxergar as rachaduras por trás da postura impecável de Ricardo, ele se vê desafiado por algo que não pode comprar ou comandar- a presena de alguem que nao se curva ao seu dinheiro.

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Capitulo 01 -A casa deVidro
Isabela Isabela sempre desconfiou de casas grandes demais. Elas escondiam coisas. Pessoas. Silencios. A mansão Montenegro era exatamente assim. __ Ele nao gosta de atrasos - avisou a governanta, andando rápido pelo corredor de vidro. __ Nem de perguntas. Ótimo, pensei. Eu também nao gosto de ordens desnecessárias. O escritorio ficava no andar de cima. A porta estava aberta, mas o clima ali dentro era fechado demais. Ricardo Montenegro estava sentado atrás de uma mesa enorme, vestindo terno escuro impecável. Não sorriu. Não se levantou. __Sente-se. -- disse sem se quer me olhar. Obedeci e sentei __ Seu curriculo é bom. Mas, ja aviso: não estou procurando alguém que se envolva emocionalmente. __ Crianças precisam de envolvimento emocional. -- respondi calmamente. O dedo dele parou. Pela primeira vez, Ricardo levantou o olhar. __ Aqui, eu decido o que é necessário. O silencio pesou entre nós. __ Com todo respeito senhor Montenegro -- disse sustentando o meu olhar --, crianças não são empresas. E eu não sei trabalhar fingindo que sentimentos não existem. Por um segundo eu achei que ele me dispensaria ali mesmo. Mas, ele apenas me observou, sério demais. Como se não tivesse acostumado a ser confrontado. __ Você começa amanhã, as sete. Me levantei. __ Estarei aqui. ************************************************************* Cheguei as seis e cinquenta e cinco. Pontualidade era a forma silenciosa de respeito e também. A casa ainda dormia. O silencio era diferente aquela hora: menos imponente, quase frágil. Foi a governanta quem me conduziu até o quarto da criança. __ Ele se chama Lucas-- disse em voz baixa. __ O pai quase não fica em casa pela manhã. Quase, pensei. Lucas tinha olhos atentos demais para uma criança de seis anos. Me observou como se tivesse acostumado com despedidas. __ Você vai embora também? Me agachei ficando a sua altura. __ Só quando você quiser que eu vá. Ele pensou por alguns segundos antes de dar de ombros. __ Então pode ficar. O primeiro sorriso do dia veio dele. E foi exatamente nesse momento que senti o peso daquela responsabilidade. __ Não acostume meu filho com promessas. A voz dele veio atrás de mim. Fria. Controlada. Ricardo Montenegro estava parado à porta. Camisa social, mangas dobradas, expressao fechada como sempre. __ Eu não prometi nada. Só fui honesta. Ele se aproximou. __ Honestidade cria expectativas. Me levantei devagar. __ Ausência também. O ar entre nós ficou denso. Lucas, alheio à tensão, puxou a minha mão. __ Ela faz paquecas? Ricardo suspirou impaciente. __ Aqui não é um hotel. __ Crianças nao precisam de luxo. Precisa de rotina... e presença. A palavra presença ficou suspensa entre nós.Por um instante- breve demais para qualquer um comentar -, algo se quebrou no olhar de Ricardo. Um reflexo de dor. Rapido. Controlado. Enterrado de novo. __ Faça o que for necessário. Desde que não ultrapasse limites. Eu o observei enquanto ele saía. Eu ainda não sabia quais eram os limites dele. Mas, tinha certeza de uma coisa: Ricardo Montenegro não era frio. Era alguem que aprendeu a fechar tudo o que doía. *********************************************************** Aprendi rápido que aquela casa funcionava no silencio. Silencios longos. Silencios convenientes. Silencios que escondiam coisas demais. Lucas brincava no tapete da sala quando Ricardo entrou, falando ao telefone, voz baixa e impaciente. Ele não percebeu a minha presença de imediato. __ Não, eu já disse que não vou mudar o horario --respondeu ele, seco. __ Resolva. Desligou e só então notou a minha presença. __ Não sabia que ainda estava aqui. Fechei o livro que lia para o Lucas e o encarei. __ Meu horario termina as cinco. __ Certo. Mas, nao saiu. Lucas levantou-se animado. __ Pai, a Isabela vai me levar no jardim depois! __ O jardim nao é lugar para brincadeira agora. __ Ele só vai correr um pouco, o medico recomendou atividade ao ar livre. __ Eu não autorizei. Lucas abaixou a cabeça. Foi ai que senti algo virar dentro de mim. __ Com todo respeito --disse controlando o tom--, o Lucas precisa mais do que autorização. Precisa de atenção. Ricardo me encarou. O olhar duro voltou, como uma porta se fechando. __ Você foi contratada para cuidar do meu filho, não para me ensinar a ser pai. O silencio caiu pesado. Lucas nos observava confuso. Respirei fundo. __ Então talvez o problema seja esse -- disse calma demais para parecer submissão. __ Eu cuido o senhor administra. Ele deu um passo a frente. __ Não ultrapasse-- avisou, em voz baixa. __ Existe limites nesta casa. Eu não recuei. __ Eu so cruzo limites quando alguem se esconde atras deles. Por um instante eu achei que ele gritaria. Ou me mandaria embora.Mas, ele fez algo pior. Desviou o olhar. __ Leve-o ao jardim. --disse, seco. __ Dez minutos. Peguei a mao do Lucas e saiu. Do corredor, ainda consegui ver Ricardo parado no mesmo lugar, os ombros tensos demais para alguem que dizia nao sentir nada. E ali eu entendi, nao era eu quem estava ultrapassando os limites. Era ele quem nao suportava ser visto. ***************************************** Ricardo Eu odiava fins de tarde. Era quando a casa ficava barulhenta demais para alguem que vivia em silencio. O riso distante do Lucas no jardim atravessava as paredes como um lembrete incomodo de tudo que eu evitava sentir. Fechei a porta do escritorio com uma força maior do que pretendia. Respirei fundo. Uma vez. Duas. A imagem voltou sem permissão. O hospital cheirava a desinfetante de despedida. Eu lembrava da luz branca demais, das mãos frias, do relogio marcando um horario que nunca avançaria para ela. Lembrava do medico falando palavras tecnicas enquanto eu tentava entender como alguem tão viva podia simplesmente... não estar mais ali. __ Cuide do nosso filho. -- tinha sido a ultima coisa que ela dissera. E eu prometi. Mas, promessas eu aprendi que eram frageis demais.O riso de Lucas cessou. Abri a janela do escritorio sem perceber que havia levantado. Observei o jardim. Isabela estava sentada no chão, enquanto Lucas corria ao redor dela, inventando alguma brincadeira sem regras claras. Ela ria. Não alto. Não exagerado. Mas, com verdade. Aquilo me incomodou mais do que qualquer confronto. Ela não forçava presença. Ela simplesmente... estava. Fechei a cortina. Nao era seguro, pensei. Presença. cria vinculo. Vinculo, cria perda. Eu havia construido aquela casa como uma fortaleza para evitar exatamente isso.

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