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A Inesperada

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Sinopse

Romance sobrenatural com suspense, mistério e tensão familiar.O livro acompanha Helena, uma mulher independente, que vive seu dia a dia entre trabalho e rotina, mas que acaba sendo envolvida em um universo inesperado de conexões sobrenaturais. Gabriel, um amor avassalador, um empresário de Clã tradicional, sente uma ligação impossível com ela , mas luta contra a incredulidade e o medo do que isso pode causar.

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Erro anunciado
Aos trinta e quatro anos, eu já tinha aprendido a reconhecer alertas. Pessoas demais silenciam quando querem parecer interessantes. Pessoas perigosas silenciam porque não precisam dizer nada. Ele era do segundo tipo. Não me olhou como quem deseja. Olhou como quem calcula. E, ainda assim, alguma coisa em mim algo que eu achei que tivesse amadurecido se inclinou na direção dele. Não era curiosidade. Era lembrança. Como se meu corpo reconhecesse um perigo antigo que minha mente nunca teve coragem de nomear. Eu não estava procurando nada naquela noite. Nem respostas, nem companhia, muito menos problemas. Importantes quase nunca se anunciam. Eles chegam como detalhes fora do lugar um silêncio onde deveria haver ruído, um olhar que dura meio segundo a mais do que o aceitável. Foi assim que eu o notei. O bar estava cheio demais para uma terça-feira. Vozes se sobrepunham, copos se tocavam, risadas fingiam leveza. Eu observava tudo de longe, sentada no mesmo banco de sempre, com um copo que eu não pretendia terminar. Foi quando o ambiente mudou não de forma óbvia, mas suficiente para que meu corpo reagisse antes da minha mente. Alguém tinha acabado de entrar. Não olhei imediatamente. Aprendi, com o tempo, que curiosidade precipitada costuma custar caro. Ainda assim, senti. Um deslocamento estranho, como se o ar tivesse ficado mais denso. Quando finalmente virei o rosto, ele já me observava. Não havia surpresa em seus olhos. Nem desejo. Havia atenção. Ele não sorria. Não tentava parecer acessível. Não fazia nada que homens costumam fazer quando querem ser notados. Ainda assim, era impossível ignorá-lo. Não pela beleza , embora houvesse algo marcante ali , mas pela forma como parecia… deslocado. Como se estivesse no cenário errado, vivendo um tempo que não era o dele. Desviei o olhar primeiro. Não por timidez, mas por instinto. — Mais um? O bartender perguntou. Balancei a cabeça em negativa. Já tinha bebido o suficiente para saber que aquela noite não precisava de estímulos extras. Peguei minha bolsa e pensei seriamente em ir embora. Era isso que uma versão mais prudente de mim teria feito. Mas ele se aproximou. Não ouvi seus passos até que estivesse perto demais. O que me incomodou mais do que deveria. — Posso me sentar? Perguntou, a voz baixa, contida. Havia educação ali. E cautela. Como se cada palavra fosse escolhida para não ultrapassar um limite invisível. — O banco não é meu . Respondi, sem encará-lo. Ele se sentou mesmo assim, mantendo uma distância respeitosa. Demais, até. O silêncio entre nós não era constrangedor , era atento. Senti como se estivesse sendo observada não pelo que mostrava, mas pelo que escondia. — Você parece prestes a fugir . Ele disse. Sorri de canto. — Eu sempre pareço. — Mas hoje, mais do que o normal. Virei o rosto para ele pela primeira vez desde que se sentara. Seus olhos eram escuros, mas não vazios. Havia algo ali que me lembrava noites longas demais, decisões adiadas, promessas não cumpridas. Pessoas que carregam mais do que admitem. — E você parece alguém que não deveria puxar conversa com estranhos Retruquei. Ele inclinou levemente a cabeça, como se aceitasse o golpe. — Justo. Esperava que dissesse mais alguma coisa. Não disse. Apenas permaneceu ali, presente de um jeito incômodo. Foi quando percebi o que realmente me perturbava: ele não demonstrava ansiedade. Nenhuma. Não tentava impressionar. Não parecia esperar nada de mim. Isso era raro. E perigoso. — Qual é o seu nome? Perguntei, contra minha própria lógica. Ele hesitou. Um segundo apenas. O suficiente para que eu notasse. — Gabriel Respondeu. Havia algo ensaiado naquela resposta. Ou talvez antigo demais. Não soube dizer. — Helena. Ele repetiu meu nome em silêncio, como se testasse o som. Um arrepio percorreu minha espinha, e eu odiei o fato de ter percebido. — Você não parece alguém que frequenta esse lugar . Ele disse. — E você parece alguém que observa demais. — Observação é uma forma de sobrevivência. Essa frase ficou suspensa entre nós. Não pedi explicações. Algumas coisas não pedem. Apenas se instalam. Olhei para o relógio. Já era tarde. Eu deveria ir. — Foi um prazer . Menti, levantando. Ele também se levantou, rápido demais. — Posso acompanhá-la até a porta? Neguei com a cabeça. — Não precisa. — Eu sei. Ainda assim, caminhou ao meu lado. Na saída, o ar da rua estava frio. Inspirei fundo, tentando afastar aquela sensação estranha de que algo tinha sido iniciado sem o meu consentimento. Antes que eu me afastasse, ele falou: — Você deveria tomar cuidado, Helena. Franzi o cenho. — Com o quê? Ele me olhou por um instante longo demais. Havia algo como conflito ali. Como se dissesse e não dissesse ao mesmo tempo. — Com pessoas que despertam coisas que você acreditava ter superado. Soltei uma risada curta, sem humor. — Eu já superei muita coisa. — Eu sei ... Ele disse. — É por isso que ainda dói. Não respondi. Não porque não soubesse o que dizer, mas porque ele tinha tocado em algo que ninguém deveria conhecer. Afastei sem olhar para trás. Mas enquanto caminhava, tive a certeza incômoda de que aquela não tinha sido uma despedida. Tinha sido apenas um aviso.

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