Eu começo a despertar sentindo cheiros… vibrações… e cochichos. Mas quando abro os olhos, apenas Gabriel está ao meu lado. Ele permaneceu exatamente do mesmo jeito que antes… abraçado comigo, como se tivesse decidido que o mundo inteiro poderia ruir, mas ele não sairia dali. Por alguns segundos eu só fico olhando. O quarto ainda está escuro, a casa ainda parece presa em outro tempo… mas eu não sinto mais o pânico me esmagando como antes. Eu sinto… ele. O fio. E pela primeira vez… ele não machuca. Ele está ali, quieto, firme… como se tivesse se tornado parte do meu corpo. Gabriel ergue o rosto devagar, os olhos fixos nos meus como se ele estivesse conferindo, em silêncio, se eu ainda estou aqui. — Tudo bem? A voz dele sai suave. Suave demais para alguém como ele. Eu engulo em s

