Ecos que Não Sabemos Nomear

1250 Palavras

Peguei as chaves do carro e saí. Não pensei, não planejei. Apenas senti que precisava ir. O apartamento parecia pequeno demais para tudo o que se agitava dentro de mim. O silêncio pesava, e cada pensamento solto me empurrava para fora. Dirigir me dava a falsa sensação de controle. As ruas estavam quase vazias, e o movimento repetitivo do volante ajudava a organizar o caos na minha cabeça. Eu respirava fundo, tentando afastar aquela inquietação que não tinha nome, mas que se recusava a ir embora. Segui sem destino. Ou pelo menos foi o que tentei acreditar. Quando percebi, meu corpo já sabia para onde ir. Meus pés obedeciam a um caminho que eu não lembrava de ter escolhido. Diminuí a velocidade, sentindo o coração acelerar sem motivo aparente. Então vi. O prédio. A empresa dele. Es

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