CONTINUAÇÃO... Ele sustenta meu olhar por alguns segundos antes de falar. Não há ironia agora. Nem jogo. — E se eu disser que quero tentar? A pergunta vem séria. Quase cuidadosa. Como se ele estivesse, finalmente, medindo as palavras. Não respondo de imediato. Apoio as costas na cadeira, observo o salão ao redor, deixo o silêncio fazer o que sempre faz melhor: Expor intenções m*l resolvidas. Volto o olhar para ele. — E se eu te disser... Digo, com calma absoluta — Que, para mim, seria apenas sexo casual? As palavras ficam suspensas entre nós. Não são ditas para provocar. São ditas para alinhar realidades. Eduardo franze levemente a testa. Não por ofensa. Por choque. Ele não esperava essa inversão. Não esperava que o lugar que antes foi dele agora fosse… meu. — Você não está f

