Alice me acompanha até o andar de baixo. Eu ainda estou… grogue. Não é só sono. É como se meu corpo tivesse sido desligado e religado de um jeito errado. Antes de descer, eu paro no topo da escada e olho ao redor. Tudo aqui é antigo. Antigo de verdade. Não é “decoração vintage” de revista… é passado preservado. Não há fotos. Não há quadros. Nada que conte história. Como se esse lugar tivesse sido feito para existir sem memória… sem identidade… sem rastros. As paredes são claras, limpas, e os móveis parecem escolhidos com uma elegância silenciosa. Uma elegância que não tenta impressionar. Ela simplesmente… é. A escada é enorme, de madeira escura. O corrimão é trabalhado, cheio de curvas e detalhes entalhados com tanta precisão que me dá a impressão de que alguém passou anos

