POV – ENZO VITALE
O cheiro de pólvora e suor ainda impregnava minha roupa, mas o sabor dos lábios de Valentina era a única coisa que importava. Assim que a porta do apartamento se fechou atrás de nós, a realidade da vitória nos atingiu como uma onda. Os Harrison eram história. Sua mansão, um inferno de chamas controladas.
Eu a beijei com uma ferocidade que eu nem sabia que possuía. Meus lábios exploravam os dela com uma fome insaciável, nossas línguas se enroscando em uma dança de triunfo e desejo. Ela não era apenas minha amante; ela era minha parceira no crime, minha cúmplice no império, minha rainha.
— Você foi magnífica hoje — eu sussurrei entre os beijos, levantando-a no colo sem quebrar o contato dos nossos lábios.
Ela se agarrou a mim, suas pernas fortes envolvendo minha cintura enquanto eu a levava para o quarto. A cama, que antes testemunhou a delicadeza de sua primeira vez, agora seria o palco de uma celebração selvagem.
Joguei-a suavemente nos lençóis de seda. A luz fraca da noite criava sombras que dançavam sobre nossos corpos enquanto nos despíamos com uma pressa febril. Minhas mãos tremiam ao desabotoar a blusa tática dela, meus olhos famintos mapeando cada curva, cada cicatriz que eu havia prometido honrar.
POV – VALENTINA ORTEGA
A vitória era o mais potente afrodisíaco. Eu sentia cada fibra do meu corpo pulsar com uma energia que beirava a insanidade. Enzo me olhava com uma adoração que eu nunca pensei que receberia. Ele era o meu Dom, e eu era a sua Rainha, e juntos, tínhamos provado que éramos imparáveis.
Quando ele estava completamente nu diante de mim, eu não pude conter um suspiro. Seu corpo musculoso, esculpido pela disciplina e pelo poder, era uma obra de arte que eu queria explorar com cada célula do meu ser.
— Vem aqui — puxei-o para mim, sentindo a dureza do seu m****o contra minha coxa.
Ele se deitou sobre mim, beijando meu pescoço, descendo para meus s***s. Eu arqueei as costas, o prazer imediato me atingindo. Ele os chupou com uma avidez que me fazia gemer, alternando entre um e outro, provocando-me com a língua até que meus m*****s estivessem duros e sensíveis.
Minhas mãos desceram para sua cintura, e eu o puxei para mais perto.
— Eu te quero, Enzo. Te quero dentro de mim.
Ele gemeu, um som rouco e sexy. Seus dedos habilidosos encontraram meu c******s, e ele começou a massageá-lo com um ritmo lento e sedutor, me levando à beira do precipício do prazer novamente. Eu me contorcia sob seu toque, minhas pernas se apertando em torno dele.
POV – ENZO VITALE
Eu queria prolongar aquele momento de pura agonia de desejo, mas a necessidade dela era inegável. Seus gemidos, seus quadris se erguendo para me encontrar, eram um convite que eu não podia recusar.
— Você está pronta para ser minha, de novo e de novo? — sussurrei, roçando minha virilha contra a dela.
— Pronta — ela respondeu, os olhos em brasa.
Eu me alinhei à sua entrada, e desta vez, não houve hesitação. Eu me enterrei nela em uma única estocada, profunda e possessiva, sentindo a umidade e o calor dela me envolverem completamente. Ela era apertada, me sugando com uma intensidade que quase me fez perder o controle.
Eu comecei um ritmo lento, mas poderoso, sentindo-a se adaptar a cada movimento. Nossas peles suadas colidiam, o som úmido ecoando pelo quarto. Eu olhava em seus olhos, vendo a rendição total, o prazer puro que ela me oferecia.
— Você é minha, Rainha — eu rosnava, a cada investida, minha voz se misturando aos gemidos dela. — Minha.
Eu a virei, colocando-a de quatro sobre a cama, minhas mãos segurando seus quadris com firmeza. Comecei a estocá-la por trás, sentindo o choque de cada impacto reverberar por nossos corpos. Eu a possuía com a fúria de um rei que reivindica seu trono, marcando-a com cada movimento.
POV – VALENTINA ORTEGA
O prazer era uma onda avassaladora, me consumindo por completo. Enzo era implacável, me levando a novos picos de êxtase a cada estocada. Eu arranhava as costas dele, meus gemidos se transformando em gritos de puro deleite.
Ele me puxou para cima, fazendo-me sentar em seu colo, ainda me penetrando com força. Nossos corpos estavam colados, o suor escorrendo. Eu beijava sua boca com uma fúria desesperada, sentindo cada centímetro dele dentro de mim.
— Enzo... eu não aguento mais! — eu gritei, meu corpo tremendo.
Senti as contrações do meu orgasmo começando, as paredes da minha i********e apertando-o com uma força que o fez gemer alto. Ele segurou minha cabeça com uma mão, nos beijando com uma possessividade selvagem enquanto liberava seu prazer dentro de mim.
Caímos de volta nos lençóis, ofegantes, os corações batendo em uníssono. O calor ainda irradiava de nossos corpos, a prova da intensidade da nossa união.
POV – ENZO VITALE
Eu a apertei contra o meu peito, beijando o topo de sua cabeça, sentindo o cheiro de sexo e vitória que emanava dela. Era a melhor sensação do mundo. Os Harrison eram apenas uma memória sangrenta. Agora, a verdadeira guerra começava.
O telefone de emergência tocou, um som insistente que cortou o silêncio pós-coito.
— É o Dom — eu disse, pegando o aparelho.
— Enzo. Valentina. Espero os dois no meu escritório em uma hora. Os Petrov acabaram de fazer um movimento agressivo nos nossos portos. O que vocês fizeram com os Harrison chamou a atenção deles. A guerra, de verdade, acabou de começar.
Valentina levantou a cabeça, seus olhos brilhando com uma mistura de cansaço e adrenalina.
— Parece que nossa celebração terá que esperar um pouco, Dom.
Ela sorriu, um sorriso predatório que me fez sentir um arrepio na espinha.
— Vamos nos vestir, Dom. Os Petrov estão prestes a descobrir que destruir os Harrison foi apenas o aquecimento.
POV – VALENTINA ORTEGA
Saímos do apartamento com a mesma eletricidade que nos unia na cama. O sexo tinha sido mais do que prazer; tinha sido uma forja, moldando-nos como um casal de ferro e fogo.
No carro, enquanto Enzo dirigia em alta velocidade, eu sabia que os Petrov seriam um desafio muito maior. Eles eram uma força global, com ramificações em todos os cantos do mundo. Mas eles não tinham o que nós tínhamos: o amor, o ódio e a lealdade que nos uniam.
Chegamos à mansão do Dom. O escritório estava iluminado, e todos estavam lá: o Dom, Isabel, Luciana e Gustavo.
— Os Petrov subestimaram vocês — o Dom disse, olhando-nos com orgulho. — Destruir os Harrison foi um ato de mestre. Mas os russos não são os Harrison. Eles vão reagir com violência.
— Que venham — eu disse, sentindo a mão de Enzo apertar a minha. — Eles não têm ideia do que os atingiu.
Olhei para Enzo, seus olhos encontrando os meus. Nós éramos os donos da p***a toda. O ouro e o aço. E os Petrov estavam prestes a descobrir que, em Chicago, o verdadeiro poder não estava no dinheiro ou no sangue, mas na união de duas almas feitas para governar o inferno juntas. A guerra mais longa e brutal de nossas vidas estava apenas começando.