Pré-visualização gratuita Sinta-se livre para se sentir livre como eu - Parte 1
*PROLOGO*
O carro faz uma sombra avermelhada na estrada cercada de mata, enquanto sobe a serra, com um pôr do sol brilhante no horizonte.
Hannah poderia estar apreciando a vista enquanto dirige, se ela não estivesse mais preocupada em ignorar as brigas de seus amigos no banco de trás.
“Eu nunca quis ser como ninguém!” Sua voz cantando adiciona ao barulho no carro.
Eles estão gritando e incomodando um ao outro por horas já. Hannah está acostumada com a loucura deles e ela meio que tem suas maneiras de lidar com isso.
Cantar é uma das melhores delas…
“Tudo o que eu sempre quis foi tocar meu violão e soar como um som!”
A morena de vestido preto, simples e estiloso, como sempre; com seu corte de cabelo desfiado e vibrações legais na voz, continua cantando sua música a plenos pulmões.
Sua voz potente supera os gritos de seus amigos e Hannah alegremente acrescenta ainda mais caos dentro do veículo.
“Hannah! Me ajude!" Fernilia, uma linda garota ômega de pele n***a, com grandes cachos e uma personalidade calorosa (perfeita para pegar no pé, pelo menos é o que Luc pensa), grita para sua melhor amiga, enquanto o menino a agarra e tenta enchê-la de beijos molhados com os lábios projetados.
“Soldados pálidos ao redor, alma vendida e vencida”
Hannah claramente ignora os dois, cantando ainda mais alto.
“Mas para todos vocês que nunca tiveram um ídolo”
Bem, ela disse a eles que não era Uber.
Eles não deveriam ir os dois no banco de trás!
Sempre que ficam muito pombinhos, acaba em briga…
“Para todos que só querem ser vocês mesmos e ninguém mais”
Hannah os conhece muito bem.
Luc é seu mate, mas os três são amigos desde sempre. Ele é um gamma loiro escuro, com um grande topete e um corpo esbelto tipo ômega.
Ele é realmente fofo, no entanto. Apesar de seu tom gamma a*******e-sabe-tudo, às vezes.
“Luc, pare! eu não sou assim! Eu nem gosto de Alfas desse jeito!”
“Ah, você é sim, eu vi você praticando no espelho, você estava toda: venha aqui, Alfa, muah muah muah!”
“Hannah! Olhe para ele! Você não vai me ajudar?”
“Somos animais selvagens, cansados de fingir que não somos!
Nós irritamos os lobos que gostam de ser enjaulados!”
Hannah apenas continua cantando sua própria música e se divertindo sozinha enquanto batuca contra o volante.
“Se você nunca quis ser como ninguém,
Se tudo o que você sempre quis foi ser livre…”
Agora a cantora quase podia apreciar a vista sozinha, suas vibrações mudando com a batida, seu corpo se movendo, ela olha para a janela com os raios alaranjados fracos entrando e sorri:
“É a parte do refrão, pessoal!” Os chama para seguir.
“E se você já se sentiu fora do lugar !!!”
Seus amigos riem de como ela balança a cabeça e grita, apenas um segundo antes de serem tão infectados por isso também que se juntam ao refrão cativante, cantando alto com ela.
“Eu te digo, eu vou te mostrar o caminho!!!
Para você se sentir livre para ser…
Livre como eu!!!
Sinta-se livre para se sentir estranho como eu!”
“Estranho como eu!! Sim! Essa música é irada!” Luc berra e Hannah continua nas vibes, repetindo a última parte em diferentes tons e melodias, freestyle de melismas e escalas.
Mas então ela para de repente e aponta pela janela.
“Gente! Vejam isso!"
“Isso é tão assustador!” Fer se encolhe.
"Parece uma casa m*l-assombrada..." Luc imagina.
“Provavelmente é apenas uma cabana abandonada. Mas parece incrível, ali toda sozinha, no meio do nada, sob as árvores, com essa luz do pôr do sol em cima… eu diria que é mais como um lugar mágico!”
"Arrepiante!" Fer e Luc concordam ao mesmo tempo, e Hannah revira os olhos, incapaz de parar de rir de como eles são seriamente tão iguais, mas ainda conseguem brigar tanto!
Não muito depois disso, ela para o carro em um estacionamento improvisado ao lado de um penhasco.
As árvores da mata ainda os cercam, mas há muitos outros carros lá também e eles já podem ouvir ao longe os barulhos da festa.
O verão está quase acabando e está começando a esfriar novamente, principalmente em uma encosta de montanha como esta.
Hannah seria uma garota típica do seu bando… Em uma outra vida. Porque nessa ela já desistiu de tentar se encaixar. Agora ela só se considera a baddie de cabelos pretos que realmente é, ou pensa ser.
Seu cabelo escuro e estiloso está caído direto sobre seus ombros nus tatuados, ela sai do carro com aquelas suas grandes botas militares de sempre e seu vestido preto.
Ela está confiante sobre isso tudo.
A menina não sabe por quê, mas sente uma promessa no ar hoje desde que acordou.
Hoje seria O DIA.
Ela não tem certeza do quê, mas em todos os seus 16 anos bem chatos de vida, qualquer coisa como tocar na festa dos Alfas é um grande negócio!
“Uau, Luc! Estamos realmente na festa de um Alfa!!!” Fer se excita e cola nos braços de Luc enquanto eles contornam o carro e tentam observar mais da festa à distância.
Hannah os vê se afastando hesitantes, mas bem fascinados com o lugar e ela balança a cabeça com um sorriso ao ouvir a voz empolgada da sua amiga sobre isso.
A baddie tem a vibe dessas garotas profundas. Alguma sensação de velhice em características tão jovens e femininas, que atrai a atenção ao mesmo tempo que a repele. Como as flores mortas com espinhos desenhados em seus ombros pálidos...
De fato, ela parece distante, ou talvez só não convencional, menos previsível, como uma caixa cheia de histórias e experiências de uma alma antiga.
Coisas que Hannah ama e odeia em si mesma.
“Obrigado Hannah por isso!” Luc gratifica sua garota, gritando animado por sob o ombro, mas m*l se virando para trás.
"Bem... disponha…” A menina de aparência malvada diz sarcasticamente, duvidando que eles pudessem ouvi-la a esse ponto.
Os dois, a passos hesitantes, continuavam se aproximando de grandes pedras que permitiam a visão um pouco melhor dos grupos de jovens lobisomens excitados reunidos ao redor de uma clareira, entre as enormes rochas na encosta da montanha.
Havia fogueiras espalhadas em todo lugar e nenhum clima frio era realmente um impedimento para esses lobos de alto escalão aproveitarem seus últimos dias de verão, claramente. O local estava lotado.
"Eu vou pegar os instrumentos no porta-malas… Luc, você pode me dar uma mãozinha?” Hannah grita para eles e sem esperar resposta se vira para ir pegar seu violão.
Ela meio que não esperava não ser capaz de competir pela atenção do garoto…
Então Hannah m*l percebe quando eles já estavam a uma grande distância do carro, puxando um ao outro para mais perto do local da festa parecendo em um transe, só brincando excitados, com guinchos e provocações entre eles.
"Olhe para isso! Tantos deles! Você acredita nisso? Todos ALFAS! Oh, Fer, você está sentindo? Suas auras estão muito iradas!”
“Eu tenho medo, Luc! Tem certeza que podemos nos aproximar? Quero dizer... devemos esperar por Hannah…” A garota de pele morena hesita indo virar pra procurar a amiga, mas Luc a puxa de volta.
“Está tudo bem, Fer. Fomos convidados, lembra? Isso vai ser demais!!!”
“Hum… tecnicamente… Hannah foi a convidada…”
Eles tentam dar uma olhada melhor através das rochas para os grupos de lobos de alto escalão e o lugar onde a festa estava acontecendo…
Tudo o que eles sabem é que a festa dos Alfas é sempre regadas de muita bebida, brigas e, claro, s**o jovem louco. Afinal, eles são lobos selvagens e novos demais para se importar com qualquer outra coisa.
Absolutamente irado!!! Como Luc diria.
Eles estão realmente muito curiosos sobre tudo isso; e é quando ouvem pelas costas:
"O que diabos esses ômegas bizarros estão fazendo aqui?"
Eles se viram imediatamente, não esperando uma voz tão profunda vindo de trás.
Definitivamente não era Hannah.
Ambos os lobos de baixo escalão congelam quando percebem que estão cercados por um g***o de quatro enormes caras sarados, sem camiseta e segurando algumas garrafas de cerveja e copos nas mãos.
Eles parecem tão intimidantes quanto ver um Alfa, sozinho em um lugar distante como este, pode parecer.
“O-oh… hoi-oi-… Alfas… uh… na verdade, com todo o respeito, Alfas, mas eu não sou um ômega… eu sou um gama! Luc! Da Matilha da Lua Prateada! Prazer em conhecê-los também, hehe!” Luc sorri e tenta dar-lhes a mão da maneira mais educada que pode, enquanto Fer apenas recua se escondendo atrás dele.
Krenak, um grande Alfa de pele mais escura, barbudo, o maior entre os 4 outros ali, cruza os braços e rosna para a tentativa do menino de se aproximar dele.
"Sério mesmo? O que esses malucos estão fazendo aqui?” Brad, um Alfa menor, comparado ao preto central, mas ainda assim um garoto Alfa com um tanquinho em forma, pergunta retoricamente, com olhos sombrios.
“Matilha da Lua de Prata? Devemos perguntar ao Jared? Ele é o Alfa deles, ele deve saber.” Um terceiro, Zyone, diz enquanto eles conversam entre eles, ignorando os dois penetras.
“Pelo menos ele deve ser capaz de punir essas aberrações de sua matilha por invadir a festas dos outros.” Brad conclui. “Dos seus Alfas!” Solta um rosnado ameaçador, que Krenak ainda irritado acompanha.
“Não estamos invadindo, fomos convidados!”
“Tão mentiroso…” Brad reflete consigo mesmo e Krenak, com os braços cruzados e passos pensativos, se aproxima de Luc, que recua com a garota ômega atrás dele.
“Você quer que eu quebre esses seus dentes por mentir para um Alfa, ômega?”
"Alfa, eu não sou um ô-…” Luc orgulhosamente tenta corrigir o Alfa pela segunda vez sobre sua classificação, um erro.
Krenak o puxa até sua altura em uma simples e controlada pegada de seu colarinho.
Luc arregala os olhos perdendo o fôlego, ele balança a cabeça em desespero.
“Vamos lá, responda para mim outra palavra, ômega.”
"Desculpe... oh...!" Luc balança a cabeça e cobre a boca com as mãos. Seus grandes olhos arregalados no Lobo Alfa assustador a sua frente, o segurando mais perto pela camisa.
É quando Hannah os vê de longe, ela não consegue entender o que está acontecendo no começo, ela estava mais preocupada em carregar uma grande caixa de som e seu violão sozinha, tentando não ser muito desajeitada com os fios e mantê-los seguros.
Mas uma vez que ela percebe que havia 4 Alfas cercando seus amigos, ela coloca tudo no chão. E é no mesmo momento que alguns deles se voltam para ela também com seus olhares raivosos.
‘Vá em frente, Hannah. Estou contigo.’ Sua Loba diz a ela com sua conhecida confiança sobre isso e ela n******e fazer mais nada além de sorrir.
Mesmo que seus amigos pareçam estar em uma situação muito r**m, ela apenas desconecta a caixa do amplificador do seu violão e confia no que ela sabe: sua voz e seus sons acústicos.
Em seguida, todos ouvem o bater ritmado de um sapato no chão rochoso e algumas cordas vibrando, enquanto ela começa a tocar e cantar:
“Acha que sou uma aberração? Eu vou deixar você ser também.
Vou fazer soar tão legal que você vai morrer para ser um pouco como eu.”
Sua voz acústica super afinada preenche o espaço aberto de uma forma inacreditável, vibrando todos ao redor.
“Somos animais selvagens, cansados de fingir que não somos!
Nós irritamos os lobos que gostam de ser enjaulados”
Seus longos cabelos voam para longe com seus movimentos tocando e o sopro da brisa do pôr do sol. Seus olhos acastanhados brilham e se concentram em seu violão e, aparentemente, em alguma matéria vaga e transcendente ao redor.
A menina se torna uma paisagem para competir com os céus coloridos no horizonte.
“Se você nunca quis ser como ninguém,
Se tudo o que você sempre quis foi ser livre…”
Não era como se a aura de Hannah fosse grande, mas mais do que grande, era cativante… e a cada nova palavra ela atraía como moscas todos os lobos ao redor para ver de onde vinha.
“Eu te digo, eu vou te mostrar o caminho,
Para você se sentir livre para ser…
Livre como eu!
Sinta-se livre para se sentir estranho como eu!”
As coisas no crepúsculo ficam como ouro. Mas ela não estava efetivamente brilhando; ainda assim, ao mesmo tempo, ela era, como uma luz quente para os corações daqueles lobos.
O Alfa n***o, Krenak, solta o colarinho de seu namorado. Luc se endireita e observa desajeitadamente o efeito que sua mate causa nos lobos de alto escalão ao redor, deixando crescer um sorriso t**o e orgulhoso em seu rosto, enquanto balança a cabeça no ritmo da música.
“Então sinta-se livre para ser uma aberração como eu!”
Ela deslancha as vibes do refrão e a audiência reage com aplausos.
Quando Hannah termina sua performance, há quase metade dos lobos da festa no estacionamento, agora reunidos ao redor dela para assistir.
Seu final confiante vem seguido por um novo sorriso na expressão descolada da garota e de gritos de admiração enquanto a aplaudem com entusiasmo.
Neste ponto Hannah olha ao redor e seu sorriso se torna ainda mais amplo.
É a primeira vez que ela se apresenta no meio de uma multidão de pessoas de sua idade.
E ela não está nem um pouco nervosa.
Ela está, de fato, muito feliz e certa de que é isso que ela está destinada a fazer.
Ainda bem que mais pessoas parecem capazes de ver isso agora, então a garota diz alegremente:
"Obrigada! Obrigada! Vim aqui para arrasar nessa festa!”
Novos gritos seguem seu animado comentário ousado e ela ri.
A garota artística de vestido preto e pele pálida tatuada, iluminada pelos últimos raios alaranjados desbotados da tarde, é uma pintura para se ver.
Alguns dos Lobos se aproximam dela para entender o que está acontecendo, mas basicamente só abrem espaço para um Alfa com ombros largos e cabelos claros e curtos, com uma pequena barba por fazer.
Ele está sem camisa, como a maioria ali, e exibe uma grande cicatriz cruzando seu peito musculoso. Com olhos interessados, ele não hesita em se aproximar.
"Você é do meu bando?" Simples e direto como um Alfa.
Ele pode não conhecê-la, mas Hannah sabe exatamente quem ele é: Jared, o herdeiro de 20 anos de sua matilha.
“Sim… uh, seu pai me pediu para vir…” ela está meio nervosa agora, cara, quem imaginava que ela iria se sentir assim, mas ela nunca falou diretamente com o filho do Alfa de sua matilha antes!
“Legal.” Ele abre um sorriso. “A propósito, como se chama essa música? É maneira.” Seus pequenos olhos claros não a deixam por um segundo.
Os outros Alfas ao redor, meninos e meninas, fazem sons de concordância e uma onda de perguntas explode de todos os lugares.
“E qual é o seu nome?"
“Essa é a garota de quem seu pai falou, Jared?”
“Então, qual é o nome da música?”
“Espere, espere, eu vou responder tudo, eu posso até dar autógrafos se vocês quiserem…” Hannah afirma e pisca cheia de si para alguns meninos Alfa ao redor, quando se aproximam dela.
Eles basicamente só riem daquela sua confiança inesperada.
“A música se chama Resistência e foi feita por… uma nova grande artista incrível. Como você pode ver… Euzinha! E eu vou tocar para vocês mais 3 músicas minhas em um pocket show, porque… o pai dele me pediu…” Na última frase sua confiança morre um pouco vendo o quão perto e real era estar de frente do filho do Alfa do seu Pack! Mas rapidamente ela sorri e tenta fingir que não estava realmente a afetando.
"Oh, espere, então você é aquela garota que meu pai estava falando...?"
“Você disse que ela era péssima, Jared!? De jeito nenhum!" Noah, um dos seus melhores amigos, zomba e bate no ombro do Alfa loiro.
“Eu pensei que ela apenas tocava músicas de sala de espera para os velhos do Pack nas reuniões formais do meu pai.” Ele tenta se explicar para todos ao redor.
Hannah faz uma falsa expressão ofendida e todos riem da reação desajeitada de Jared a isso.
"Tudo bem, tudo bem, me desculpe ok... Mas essa sua aura está me intrigando..." Ele é cauteloso agora. “Você é um gama?”
"O que você pensa que eu sou?" Hannah provoca, sentindo-se muito mais confiante no centro das atenções do que ela jamais pensou que ficaria...
Jared abre a boca sem palavras por um segundo, não esperando por essa pergunta voltar para ele.
Ela não tinha certeza de como ela estava sendo capaz de falar com o filho do Alfa de seu bando assim.
Talvez segurar seu violão com ela realmente ajude muito.
Ainda assim, Hannah m*l queria reconhecer que eles eram de verdade um bando de poderosos jovens Alfas… Por isso ela tentou ao máximo até o momento não ter que chamar nenhum deles por um único título até então… porque ela sabe que se começar a reconhecê-los pelo que são, isso tornaria tudo muito mais tenso e assustador. Hannah, como uma boa “ômega”, tem muito mais medo de Alfas do que gostaria de admitir.
Eles a assustam pra caramba.
Mas n******e fazer muito sobre isso, ela cresceu em torno de todos morrendo de medo deles.
O que é muito chato, mas também torna inevitável que ela se sinta assim também. De vez em quando…
Pelo menos, é o que diz para si mesma.
Normalmente, Hannah pode se refrescar ignorando suas existências. Mas agora não.
Mesmo que decida não chamá-los por um único título, suas enormes auras impositivas ao redor deixam bem claro o que eles são.
Além de que o herdeiro de sua matilha é outro assunto, não apenas intimidante, mas também profundamente preocupante, é como se ele mantivesse o poder sobre a vida dela em suas mãos.
"Bem... Por essas habilidades insanas, e-eu acho..." Jared gagueja, surpreendentemente para a garota. Alfas gaguejam? Ele parece ainda perplexo e Hannah se sente m*l por um segundo, por colocar esse garoto tão importante nessa posição.
Na verdade, decifrar sua aura não é a tarefa mais fácil, ela sabe.
Então decide terminar sua t*****a, uma vez que percebe que não poderia estar fazendo isso com o filho do Alfa de seu Pack!
"Está tudo bem! Eu sou, de fato, uma ômega... Mas...” E ela vai precisar do favor dele, então a garota se apressa a murmurar em sua direção. “Eu tenho alguns amigos ômega e gama aqui comigo, espero que você não se importe se eles ficarem enquanto eu me apresento, certo?”
“Não, claramente não! Vocês todos são nossos convidados esta noite, certo pessoal?” Jared se vira para seus amigos Alfas e eles o apoiam com alguns aplausos brincalhões.
"Legal! Então, por acaso, vocês teriam algum lugar para conectar essas coisas?” Hannah aponta seus equipamentos elétricos sem saber se foi uma boa ideia trazê-los.
“Robin?!” Jared chama seu Beta do meio da multidão.
“Sim, com certeza, estávamos esperando um show, só não sabíamos se seria bom. De qualquer forma, venha aqui, eu vou te mostrar.” Um Beta de aparência quase gama, com óculos de intelectuais, e um peito nu mais esguio do que o de Jared, se aproxima dela e pega facilmente a grande caixa de amplificador em suas mãos com os cabos, não hesitando em se afastar rapidamente do meio dos Alfas para preparar o show.
"Tudo bem, então, pessoal, me dêem um segundo." Hannah segue Robin no meio da multidão.
“Vá em frente, garota, precisamos ver mais disso!” Alguém grita e é seguido por mais algumas exclamações e aplausos.
“Ela não é nada m*l. Jared, agora que estou pensando nisso, acho que a vi em um evento na Packhouse da Silver Moon. Sério, uma dessas noites eu estava esperando você para ir para o treino e eu acho que a vi cantando no salão… quase certeza, eu pensei que era playback da Dua Lipa ou algo assim…” Tyler diz quando ele e Noah se aproximam de seu amigo Alfa-herdeiro.
“b****a!” Noah ri da piada de Tyler.
“Ë sério, não estou brincando. Era umas músicas meio chatas, mas era bom.”
“Hum, sério?" Jared que fala dessa vez, com interesse despertado.
“Sim, eu até perguntei ao seu pai sobre isso… Eu disse a ele que ele tinha uma gama muito talentosa no bando, mas ele disse que ela não é uma gama, mais como se ela tivesse alguma síndrome de classificação mista, eu acho… foi isso que o Alfa disse pelo menos… algo assim…”
“Ela tem uma aura ômega.” Afirma Noah.
“Mas não quando ela está cantando, fica muito estranho então…” Tyler continua.
“Aberração, certo?” Jared pergunta com um sorriso, ainda olhando para ela de longe, trabalhando com Robin no palco improvisado. “Mas sim, talvez ela esteja certa sobre ser uma aberração legal, hein?”
Quando então Hannah conecta o microfone, um ruído de interferência interrompe as fofocas e Noah precisa cobrir seus ouvidos sensíveis.
Jared faz uma cara f**a para o som agudo.
Hannah ri de como os ouvidos hiper sensíveis dos Alfas fazem todos vacilarem com aquilo, mas então ela pede desculpas no microfone quando o conecta direito.
A menina ainda testa o som mais algumas vezes e a torcida chamando seu nome se torna enorme.
“Okay, vamos lá, vamos começar com isso!”