LAVÍNIA
Tavão me pegou no colo de repente, como se tivesse perdido todo o controle. Meu coração disparou, e antes que eu pudesse pensar em dizer qualquer coisa, ele já tava me carregando escada acima, em direção ao quarto dele.
O ar condicionado tava ligado, e o contraste entre o calor da cozinha e o frescor do quarto fez minha pele arrepiar. Ele me deitou na cama devagar, os olhos azuis escuros, cheios de algo que eu não conseguia decifrar completamente. Mas sabia que era desejo.
Ele começou a explorar meu corpo com as mãos, cada toque fazendo meu coração bater mais rápido. Sua boca não saía da minha, cada beijo mais intenso que o anterior. Eu me perdi ali, por um momento, deixando que ele tomasse o controle.
Quando ele levantou minha camiseta, senti o calor dos lábios dele descendo até meu seio. Ele o tomou com vontade, como se quisesse me devorar. Fechei os olhos, minha respiração acelerada, mas algo dentro de mim começou a gritar.
— Tavão... para. — Minha voz saiu fraca, mas ele parou imediatamente, levantando a cabeça e me olhando.
Eu me sentei na cama, puxando a camiseta pra baixo, tentando organizar meus pensamentos.
— Eu... eu sou virgem. — Disse, baixinho, com o rosto queimando de vergonha. — E isso que a gente tá fazendo... é errado.
Ele ficou parado por um segundo, como se tentasse processar o que eu tinha acabado de dizer. Então, saiu do transe.
Sem dizer uma palavra, ele levantou da cama, passou a mão pelo cabelo, claramente frustrado, e saiu do quarto, fechando a porta atrás dele.
Fiquei ali, sozinha na cama, sentindo o frio do ar condicionado e o calor do meu próprio corpo. Meus pensamentos estavam a mil. O que a gente tinha acabado de fazer? E o que isso significava?
Mas a única coisa que eu sabia com certeza é que, depois disso, nada seria igual entre mim e Tavão.
Fiquei deitada na cama por um tempo, o quarto gelado contrastando com a bagunça que era minha cabeça. Tudo parecia tão confuso. Por fim, decidi que precisava esfriar não só o corpo, mas também os pensamentos. Me levantei e fui direto pro banheiro, um banho gelado talvez ajudasse.
A água fria desceu pelo meu corpo, mas nem isso apagava a sensação de culpa e tristeza que começava a crescer. O beijo de Gustavo ainda tava na minha boca, a lembrança dele tão intensa que fazia meu coração disparar. Eu sabia que precisava falar com ele, esclarecer tudo.
Quando desci pra cozinha, pronta pra conversar, percebi que ele não tava lá. A chave da moto também não tava no gancho. Suspirei, sentindo um nó no estômago. Ele tinha saído, provavelmente pra evitar qualquer tipo de conversa.
Me sentei à mesa, tentando entender o que tava acontecendo comigo. Eu tava arrependida? Talvez. Mas não por causa do beijo. O gosto dele ainda tava na minha memória, a boca quente e macia, e as mãos explorando meu corpo de um jeito que me fez querer mais. Eu queria mais, mesmo sabendo o quanto isso era errado. Meu pai nunca aceitaria, e o próprio Tavão parecia lutar contra o que sentia.
Enquanto eu me perdia nesses pensamentos, Fernanda entrou em casa com um monte de sacolas, sorrindo e falando alguma coisa sobre as ofertas da feira. Assim que me viu, porém, o sorriso sumiu.
— Que foi, Lavínia? Cê tá com uma cara… aconteceu alguma coisa?
— Nada, Fê. — Respondi rápido, tentando não parecer tão óbvia.
— Sei. Nada, né? — Ela colocou as sacolas no balcão e cruzou os braços. — Tá com cara de quem brigou com o Tavão.
— Não foi isso. — Falei, levantando da mesa e tentando escapar. — Vou pro quarto.
— Cê sabe que pode me contar qualquer coisa, né? — Ela insistiu, mas eu só fiz que sim com a cabeça e subi.
O quarto quente agora parecia sufocante, mas eu não conseguia ficar em outro lugar. Fiquei ali, olhando pro teto, tentando não pensar no quanto eu queria que Tavão voltasse.
Ele não apareceu no almoço. Nem no jantar. A ausência dele só aumentava o vazio dentro de mim. Peguei o celular e mandei uma mensagem:
"Gustavo, a gente precisa conversar. Por favor, me responde."
Esperei. Ele nem visualizou.
A angústia crescia, mas o que me atormentava de verdade era a lembrança do que aconteceu. O gosto do beijo dele, o jeito que ele me segurou, a boca dele quente no meu seio… tudo isso me deixava confusa, mas ao mesmo tempo, eu queria mais. Queria sentir tudo de novo, mesmo sabendo que era errado.
Mesmo sabendo que meu pai jamais aceitaria.
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