LAVÍNIA Depois do jantar caótico, saí de casa sem dizer nada e me sentei na escadaria em frente ao portão. A noite estava abafada, e o ar parecia mais pesado do que o normal. Minha cabeça estava cheia, confusa. Não conseguia parar de pensar nele, no Tavão. Um relacionamento entre nós era impossível. Meu pai jamais aceitaria. Ele esperava tanto de mim, queria que eu fosse uma advogada, uma mulher de sucesso. Se ele soubesse o que estava acontecendo entre nós... seria o fim. Mas o que eu podia fazer? O que eu mais queria era ele. Fiquei ali por um tempo, olhando para o nada e tentando organizar meus pensamentos. Até que ouvi passos atrás de mim. Olhei de relance e, claro, era ele. Tavão. — Tá tudo bem? — ele perguntou, sentando ao meu lado. Como ele podia perguntar se eu estava bem

