LAVÍNIA Meu primo Jonas estava sendo um cara legal. Um pouco calado, tímido até, mas eu gostava dele. O único problema era a tia Nadine, a mãe dele. Uma mulher controladora, que parecia monitorar cada passo que ele dava na casa. Depois de passarmos um tempão assistindo alguns episódios daquela série de vampiros que eu adorava, Jonas disse que ia jogar. Me animei na hora. — Posso jogar com você? — perguntei, empolgada. Ele pareceu hesitar, coçando a nuca. — Não sei, Lavínia... Talvez não seja uma boa ideia. Eu franzi o cenho, sem entender. — Ué, por quê? Não tem nada demais parceiro. No quarto do Jonas. Jonas suspirou, ainda derrotado pelo meu entusiasmo. Ele puxou uma poltrona e colocou ao lado da cadeira gamer dele. Me sentei, ansiosa, enquanto ele ligava o computador. E que com

