66. Rubi

1284 Palavras

No dia seguinte eu acordei mais leve, mas ainda com aquela ansiedade boa de rotina nova. A casa nova já tinha começado a ganhar nosso cheiro: café, sabonete da Alice, tempero no pano de prato. Eu fiz o café da manhã, arrumei a mochila dela e deixei tudo separado, mesmo sabendo que a aula era só de tarde. Era mania. Ou talvez fosse só eu tentando manter o mundo no lugar. Nanda chegou cedo batendo no portão como se fosse dona. — Acorda, madame do sobrado! — ela gritou. Alice apareceu correndo na escada. — Tia Nanda! Nanda entrou rindo, beijou a Alice e olhou em volta de novo como quem ainda não acredita. — Eu amo essa casa — disse, apontando pra cozinha. — Bora, hoje eu vim te buscar pra escola. Eu quero ver a criança indo toda chique. Eu ri. — Ela estuda de tarde. — Eu sei, ué — Na

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