75. Rubi

1104 Palavras

Depois que ele comeu, a gente ficou mais um tempo na cozinha só pelo hábito de ficar perto. Eu lavava o prato dele, ele secava sem eu pedir, e era engraçado como a vida conseguia ser simples quando eu parava de tentar entender tudo. Edgar não falou de trabalho, não tocou em nada pesado. Ele só ficou ali, ocupando o espaço com aquela presença firme que acalma. Quando terminei de guardar as coisas, eu virei pra ele e encontrei o olhar dele mais manso, mais íntimo. Como se ele tivesse deixado a rua do lado de fora do portão de propósito. — Tu tá cansada? — perguntou, apoiando a mão no balcão. — Um pouco — eu respondi. — Mas é um cansaço bom. Ele se aproximou devagar, passou a mão pela minha cintura e beijou minha bochecha, depois a ponta do meu nariz, como se estivesse brincando. — Tu tá

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