Nanda não me deixou sentar por muito tempo. Ela rodeou a sala, olhou a cozinha, abriu um armário vazio e virou pra mim como se fosse óbvio o próximo passo. — Tá. Agora a gente vai fazer compra. — Ela apontou. — Porque casão lindo sem comida não serve pra nada. Eu ri, mas concordei. Eu ainda estava meio no "modo organizar", e ter a Nanda ali me puxando pra vida prática era exatamente o que eu precisava. — A gente precisa de arroz, feijão, carne... — comecei a listar. — E tempero — Nanda interrompeu. — Tempero de casa nova tem que ser forte pra ficar com cheiro de lar. Alice apareceu na escada. — Eu vou junto! — Vai — eu disse. — Mas sem pedir doce. — Eu não peço — ela mentiu, sem piscar. Saímos as três, trancando o portão, e eu senti uma coisa estranha ao virar a chave: orgulho. Nã

