79. Rubi

868 Palavras

O salão ficava numa rua mais movimentada, daqueles lugares que sempre têm música baixa, cheiro de produto de cabelo e gente conversando como se fosse terapia coletiva. Eu entrei meio travada, olhando as cadeiras, os espelhos, as mulheres com papel alumínio na cabeça e a manicure soprando unha como se fosse arte. Nanda, ao contrário, entrou como se fosse dona do lugar. — Bom dia, minhas lindas! — cumprimentou geral, já abraçando a recepcionista como se fossem amigas de infância. — Hoje eu trouxe uma cliente especial. — Eu não sou cliente especial — eu murmurei, olhando pro chão. — É sim — Nanda respondeu, me cutucando. — Tu só não sabe ainda. A recepcionista olhou pra mim e sorriu, educada, e eu senti uma pontinha de vergonha boa, como se eu estivesse tentando caber num mundo que semp

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