26. Rubi

1293 Palavras

Eu terminei o chá e entrei, fechando a porta com cuidado. A casa estava organizada, o chão limpo, a louça guardada. As marmitas que eu fiz mais cedo para um casal de idosos já estavam prontas para entregar amanhã. Esse tipo de rotina nova me dava um conforto estranho, como se eu estivesse construindo tijolo por tijolo uma vida que ninguém pudesse arrancar. Alice dormia profundamente, com o ursinho prensado no peito e o remédio fazendo o corpo dela descansar de verdade. Ajoelhei ao lado do colchão e encostei a mão na testa dela mais uma vez. Morna. Normal. O alívio veio tão forte que eu tive que fechar os olhos por um segundo. Sentei no chão, encostada na parede, e deixei a cabeça cair para trás. Foi aí que meu pensamento voltou, traidor, para o hospital. Para Edgar sentado no banco, imóv

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