105. Rubi

1045 Palavras

Os dias seguintes passaram com um peso diferente, como se a vida tivesse voltado ao normal por fora, mas por dentro tudo estivesse sendo reorganizado devagar. Eu fazia café, arrumava a casa, buscava a Alice, fazia janta... e, no meio de qualquer coisa simples, a imagem da praça vinha como um flash: a mão do Diego no meu braço, o choro da Alice, o olhar do Edgar virando faca. E aí vinha a outra parte, a que eu ainda engolia atravessado: Diego era irmão do Edgar. Eu não tinha desconfiado. Eu tinha vivido aquele inferno sem imaginar que ele estava tão perto da vida do homem que me salvou. Às vezes eu me pegava olhando pro Edgar de um jeito estranho, não por desconfiança dele, mas por tentar encaixar a informação no meu corpo. Como se eu precisasse acreditar, de novo, que o mundo não é uma p

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