CAPÍTULO 8

1687 Palavras
Acordei cedo e coloquei Will para escola. Ele já estava de pé a hora que fui em seu quarto. Ele estava muito animado. Seu sorriso é imenso e eu estava feliz por ele. Deitei no sofá ligando a televisão. Era cedo ainda, então eu não tinha muito o que fazer. Vou esperar para ver o quanto vou ganhar dessa noite e poder resolver a minha vida na faculdade. Eu ainda tinha dez mil do dinheiro que a Sra me deu. Então eu tinha que esperar minha mãe sair do hospital primeiro, porque sei que os remédios são caros e agora mais do que nunca não posso deixar nada faltar a ela. Eu acabei cochilando no sofá. Acordei com meu celular tocando. Olhei e era o número da empresa. Atende. - Alô. Atendo. - Oi Caroline. Liguei para te pedir o número da sua conta bancária. Todo valor dos acompanhamentos é depositado na sua conta. E posso dizer que você começou muito bem ontem. O cliente depositou nada menos que vinte mil para você ontem. Conforme conversamos trinta por cento desse valor é meu. Então estarei depositando quatorze mil na sua conta - Mas a Sra tem que descontar o valor que me emprestou. Falo, porque não quero dever nada a ela. - Eu já descontei esse valor Caroline. Franzo a testa. - Como? Indaguei. - As novatas aqui tem um leilão para aquele cliente que pagar mais. Desse leilão, o valor de vinte mil é meu, e o resto é seu. Então, o cliente de ontem deu pelo seu leilão setenta mil dólares. Fico estática com isso. Normalmente eu não recebo tanto em um leilão de garotas, portanto considere essa dívida paga. - Tudo bem. Anota o número da minha conta. Passo o número da minha conta para ela. - Hoje mesmo o valor estará em sua conta. - Ok. - Fique com o celular perto de você. Hoje terá mais clientes querendo sair com você. Já temos dois, na lista. Eu vou acertar com um deles e te ligo. - Tudo bem. Meu coração fica apertado, mas agora eu já entrei nessa. - Até mais tarde! - Até! Desligamos. Suspiro me sentando no sofá. Olhei no relógio, ainda eram nove horas da manhã. Dava tempo de ir a faculdade antes de Will chegar. Já que tinha clientes hoje, eu vou pegar o dinheiro e pagar a faculdade o que devo e voltar ao meu curso. Na faculdade eu havia resolvido tudo. Voltaria com as aulas já na próxima semana. Fiquei muito feliz com isso. Não quero deixar de fazer meu curso. Quero manter meus pés no chão, como Viviene falou. Não pretendo desistir dos meus sonhos nunca. Cheguei em casa e Will estava chegando também. Seus olhos estavam em um brilho que vejo que fiz bem em resolver a situação dele. - Como foi hoje? Indaguei subindo de elevador com ele. - Foi ótimo, Carol. Vou ter que correr atrás de algumas matérias, mas nada que eu não possa fazer. - Isso ai. Vamos os dois correr atrás das nossas coisas. - Vamos ver a mamãe? Ele pede empolgado. - Claro que sim. Assim que comermos, vamos para o hospital. - Estou ansioso para vê-la. - Eu também. Tomará que ela não demore a vir para casa. Will e eu entramos no apto. Ele foi tomar banho e eu fui fazer algo para gente comer. Peguei uma carne e temperei. Coloquei no forno para assar. Piquei alguns legumes também e coloquei para assar. Fiz um suco de laranja natural. Will chegou e me ajudou a arrumar a mesa. Ele estava mais falante, mais leve. Estava falando do seu dia na escola. De como todos receberam ele bem. E que alguns amigos sentiram sua falta. Fiquei feliz por ele. Estou feliz por ele, espero que não cheguemos a passar por tudo novamente. Já havíamos almoçado e agora estávamos aqui no hospital. Uma enfermeira nos pediu para aguardar, porque o médico iria conversar comigo. Fiquei temerosa. O rosto de Will também mudou de feliz para triste. Ele estava todo animado e agora parecia que não existia mais nada. - Boa tarde! Um médico aparece na minha frente. - Boa tarde, Dr Lambert. Falo olhando para o jaleco dele. - Srta Durand, como vai? - Vou bem, mas e minha mãe. Indaguei preocupada. - Tiramos sua mãe hoje da intubação, e ela está bem. Está agora acordada querendo ver vocês. Sorrio em alívio. - Obrigada! Estou muito feliz com essa notícia. - Ela está bem. Vamos mantê-la aqui por mais dois dias e depois liberá-la. Eu não sei se o Dr Morel, ou até mesmo o Dr Smith explicou que a Sra Durand vai precisar de um balão de oxigênio em casa. - Sim, o Dr Morel me disse, e também me disse que o hospital aluga para para os pacientes. - Sim. Isso mesmo. Eu vou já te dar um encaminhamento para solicitar na administração. Ela tem que sair daqui com o balão de oxigênio. Não precisa se preocupar que tudo é instalado na sua cara para sua mãe ficar bem e confortável. - Obrigado mais uma vez. Podemos vê-la agora? Falo abraçada a Will. - Sim. Vamos. Will e eu fomos para o quarto da minha mãe animados. Não víamos a hora de vê-la. Assim que chegamos na porta, já abrimos a mesma vendo minha mãe sentada vendo algo na televisão. - Trouxe visitas para a Sra. O Dr fala atrás de nós. Minha mãe nos olha e sorrir amplamente. Corremos para abraçá-la. - Meus amores, como vocês estão? Ela fala abraçando a gente forte. - Estamos com saudades mamãe. Will diz chorando. - Sim, você nos deu um susto. Estávamos com muitas saudades. - Eu sei meus amores, mas agora vamos aproveitar muito. Como vocês dois estão? Olho para ela limpando a minhas lágrimas. - Estamos bem mãe, só sentindo sua falta. Will ainda estava deitado com a cabeça no colo dela, sentindo a mão da nossa mãe em sua cabeça. - Vocês não tem faltado as aulas né? - Não mamãe. Temos ido. - E como está o trabalho? Suspiro e olho para ela. - Não trabalho mais na lanchonete, mãe. Deus me perdoe por mentir para ela. A mesma ainda está olhando para mim. Eu estou trabalhando para uma Sra a noite. Ela tem uma mãe que precisa de uma acompanhante. - Tem certeza que isso é bom para você? Ela indaga passando a mão no meu rosto. Adoro seu carinho. - Até eu concluir meu curso tenho que fazer mãe. - Porque não está fazendo estágio? - Eu estava mãe, mas o valor era pouco. Mas agora vai dar para conciliar tudo. A noite eu vou acompanhar essa Sra e de manhã estou na faculdade. A tarde, posso arrumar um estágio na minha área. - Isso que quero de você. Que vença na vida minha linda, que tenha um futuro promissor. Eu amo vocês dois e só quero o melhor para ambos. - Também queremos você bem, mamãe. - Eu vou ficar meu amor. Tudo vai ficar bem. Vejo nos olhos dela que a mesma está tentando passar segurança para gente, porém, Will e eu sabemos que não será possível manter ela aqui com a gente por muito tempo. Ficamos a tarde toda ali. Will não queria sair de perto da nossa mãe e eu o entendia. Ele estava com o mesmo medo que eu estava. Porém, agora era fazer de tudo para ela passar o maior tempo ao nosso lado. Seja o tempo que for. Mais tarde fomos embora deixando ela ali. Eu queria dormir com ela, até mesmo Will, mas ele não podia ficar e eu consequentemente tenho um trabalho a fazer e também passar a noite com Will. Quando foi as sete horas da noite a Sra me ligou dizendo que dentro de meia hora o carro viria para me buscar. Eu me arrumei correndo. Disse para o Will que a carne e os legumes que tinha feito no almoço dava para ele jantar, e que era só esquentar no micro-ondas. Dei um beijo nele e fui mais uma vez ao encontro de um desconhecido. Encontro com um homem fechado. Ele me olha de baixo em cima e passa a sua língua em seus lábios, que me dar nojo. Uma ânsia de vômito me toma, mas eu não deixo transparecer. - Estou vendo que meu dinheiro vai valer cada centavo. Ele fala e eu não digo nada. Vamos para meu lugar favorito, pois pretendo te enlouquecer lá. Continuo quieta. Você tem o jeito que gosto. Calada. Não estamos aqui para conversar. Quero somente uma f**a boa com alguém. Calada eu estava, calada eu ficarei. Diferente de Pablo, esse ser foi um ogro. Transei com ele, e o mesmo só queria que eu servisse de deposito de esperma. Quanto lixo vou ter que aguentar como esse cara? O mesmo depois de me fuder como ele queria, dormiu feito um porco. Eu queria saber que horas eu iria embora dessa barco no meio do nada. Estava sentada na cama olhando para o meu relógio de pulso. Não me vestir, pois fiquei com receio que ele achasse r**m e reclamasse com a Sra. Portanto, estava aqui esperando esse nojento acordar. Já era quase uma hora da manhã e nada. Vejo ele se mexer e espero que ele acorde e me deixe ir embora. Eu não sei quantas horas ele combinou para eu ficar aqui, mas eu já estava cansada e vê-lo roncar feito o porco imundo. - Vejo que está acordada ainda. Isso significa que eu não te cansei. Vem vamos para o segundo round. Reviro meus olhos. Só me faltava essa. Essa noite parece que não terá fim. Estava em casa depois de satisfazer aquele i****a. Eu já não sabia quantas horas estava no banheiro me lavando, tentando acabar com qualquer vestígio que aquele ser me tocou. Eu estava com nojo dele, nojo de mim. Eu estava a horas me lavando com uma esponja, mas parecia inevitável. Isso iria acontecer todas as vezes que eu fosse usada da forma que fui ontem.
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