Depois daquele dia no zoológico, as coisas pareciam mais leves entre mim e Christian. O apelido “Nana” estava de volta, e com ele, a nossa antiga dinâmica. As provocações, as brincadeiras, as piadas que só nós entendíamos. E, claro, a certeza de que eu havia escolhido a pessoa certa para ser meu príncipe. Agora só faltava um detalhe: contar para minha mãe. Naquela noite, sentei-me à mesa da cozinha, observando minha mãe revisar a lista de preparativos. — Você já decidiu quem será seu príncipe? — ela perguntou, sem levantar os olhos do caderno. Respirei fundo e soltei a bomba: — Sim. Vai ser o Christian. Ela parou de escrever imediatamente e ergueu o olhar para mim. — Christian Escobar? Assenti. Ela piscou algumas vezes, como se estivesse processando a informação. — Mas, querida

