Os dias seguintes foram um tormento. Cada vez que eu entrava em casa e ouvia a voz de Enzo vinda da sala, meu estômago se revirava. Meu pai fazia questão de tê-lo por perto o tempo todo, como se quisesse me lembrar constantemente de que ele era "o homem certo" para mim. O pior de tudo era fingir que nada tinha acontecido. Cada vez que Enzo me lançava um sorriso arrogante, eu sentia nojo. Cada vez que ele se aproximava demais, meu corpo enrijecia de pavor. Mas eu não podia demonstrar nada. Meu pai já tinha deixado claro que não acreditava em mim, e eu sabia que, se falasse algo na frente de Enzo, ele encontraria um jeito de me pintar como a filha rebelde que estava inventando coisas. Então, eu engolia meu medo e seguia em frente. Até que uma noite tudo desmoronou de vez. Era uma sexta

