— E não tem nenhum cara por aí não certo? — ele disse, sentindo uma pontada de ciúmes.
— Ter tem. — Any riu. Joshua cerrou os punhos. — Mas eu não dou bola para eles.
— Eu acho isso muito bom Any Gabrielly. — ouviu a risada dela e sorriu em seguida.
Noah apareceu com uma tartaruga pequena e a cobertinha dela
— Aqui a tartaruga. — entregando para Alex, que a agarrou.
— Já entregou pra ela? — Any perguntou.
— Sim, e ela está abraçando.
— Bem, daqui há mais ou menos quinze minutos ela está dormindo. — ela disse certa.
— Tem certeza? — Noah assentiu.
— Ela está chupando o dedo?
— Está sim.
— Então tenho. — sorriu. — Eu posso cantar um pouquinho pra ela? — todos fizeram barulhos com a garganta indicando que sim. — Ótimo. Façam silêncio para ela ouvir.
— Tudo bem. — Bailey arrumou a cobertinha dela.
Any se pôs a cantar uma canção de ninar.
— Não sei se tu tens um anjo, que eu tenho um anjo sim... Meu anjo é uma pequenina que agora vai dormir [...] — ela cantava com sua voz doce, era tão bom de ouvir que até os garotos estavam ficando com sono.
Joshua sorria escutando a voz dela que era tão linda e perfeita, como a dona. Alguns minutos depois Any para de cantar.
— E então? Ela dormiu? — ela perguntou.
Os três olharam e viram que Alex dormia tranquilamente no colo de Bailey.
— Dormiu Any. — Noah respondeu, com um sorriso. — Está dormindo como um anjinho.
— Bem, eu acho que pôr agora ela não vai mais dar trabalho. — sorriu de canto. — Oh! Onde ela vai dormir?
— Vai dormir comigo, não se preocupe, ela não vai cair da cama. — Noah disse.
— Muito obrigada mesmo meninos. — ela agradeceu mais uma vez. — Vocês são uns anjos. — Amanhã de manhã eu ligo para ver como ela acordou ok?
— Está bem Any. — Bailey disse. — Escuta, ela acorda de madrugada?
— Não, ela não acorda não, só quando alguém a acorda. Por ela, ela dorme a noite inteira. — explicou. Os garotos suspiraram aliviados. — Bem, eu tenho que desligar. Espero ter ajudado. — mordeu o lábio.
— Ajudou muito benzinho. — Joshua disse. — Não está com saudades de mim?
— Estou sim. — ela sorriu de leve. — E você, está com saudades de mim?
— É claro que eu estou com saudades de você. — tirou a ligação do viva voz e pegou o telefone, varrendo os outros.
Bailey e Noah se entreolharam e saíram com Alex, adormecida.
— Sabe amor? Bailey e Noah foram botar a Alex na cama e eu fiquei sozinho com o telefone. Eu posso levar o telefone para o meu quarto para a gente ficar mais à vontade.
— Josh! — repreendeu roxa de vergonha.
— O que foi? — ele sorriu. — Não tem nada a ver.
— Eu não posso hoje, mas outro dia podemos conversar do jeito que você quer ok? — ela sorriu.
— Promete? — ele pediu.
— Prometo. — ela disse. — Tchau taradinho. — ela ergueu a sobrancelha.
— Tchau malvada.
— Cuida da filha da malvada?
— O que eu vou ganhar da malvada, quando ela estiver de volta em troca disso?
— Muito carinho, muitos beijinhos e muito, muito amor. — ela riu.
— Me parece uma ótima troca. — ele analisou também caindo no riso.
Ficaram mais um tempinho no telefone e depois desligaram. Joshua respirou fundo e ficou olhando para o telefone. Não estava entendendo droga nenhuma, podia estar transando com Lili naquele momento, mas ele não quis.
Por outro lado quis f********o por telefone com Any, coisa que ele nunca fez antes e nem tinha interesse de fazer. Nunca dispensaria uma mulher como Lili, como tinha dispensado algumas horas antes.
— Que merda que eu tenho? — perguntou pra si mesmo.
Noah apareceu o interrompendo em seus pensamentos.
— Terminou sua conversinha? — foi até a geladeira.
— É, terminei sim. — ele assentiu.
— E para onde você vai? — perguntou confuso.
— Vou tomar banho e vou dormir. — ele encarou o irmão. — Por quê?
— Por nada. — estranhou. — Boa noite.
Joshua foi tomar seu banho e Noah ficou vendo TV enquanto comia uns empanados.
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— Ligou? — Sabina perguntou sonolenta, assim que Any entrou de volta no dormitório e sentou na ponta da cama.
— Liguei sim. — Any sorriu, guardando o celular. — Estava chorando quando eu liguei, chorando muito. — sussurrou, devido às outras estarem dormindo.
— É normal ela chorar. — Sabina explicou, também sussurrando. — Mas pode ter certeza que ela vai ficar bem amiga.
— Eu sei. — Any respirou fundo. — Mas os ajudei a fazê-la dormir. Estou mais relaxada sabendo que ela não vai mais sofrer hoje.
— Que exagero amiga. — Sabina riu. — Vem, vamos dormir.
Any concordou e arrumou sua cama para deitar, logo estava dormindo.
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No dia seguinte, os garotos estavam almoçando em um restaurante. Tinham levado Alex para passear durante a manhã em um parquinho e como estavam sem nada para fazer decidiram passar o dia inteiro na rua.
— O que vamos fazer hoje a noite? — Bailey perguntou, dando uma garfada em sua salada.
— Nada. — Noah disse como um robô.
— Noah, vamos ter que ficar presos em casa todo santo dia cuidando da Alex? — Josh perguntou olhando a pequena, que estava sentadinha no cadeirão e comia bolinho de carne enquanto se melecava toda.
— É isso aí. — ele respondeu.
— Cara, vamos sair. — Joshua choramingou. — Deixamos a Alex com uma das vizinhas.
— Está louco? — o outro disse. — Ela quase morre de chorar ontem com a gente, imagina com outras pessoas.
— Tatatata! — Alex batia a mãozinha no prato. — Babababa! — resmungava.
— Olha isso, está toda suja. — Bailey riu.
— Tem certeza que esses bolinhos de carne não vão fazer m*l a ela? — Noah perguntou.
— Claro que não, ela está gostando. — Josh disse analisando a pequena. — Você tá gostando Alex? — ele perguntou, apontando o prato.
— Ta! — ela sorriu mostrando seus dois dentinhos.
A garçonete se aproximou com um sorriso, vinha trazendo outra rodada de comida.
— Obrigado. — Noah a agradeceu.
— Algo mais? — ela perguntou com educação.
— Seu telefone seria ótimo. — Joshua piscou.
— O que é isso... — ela disse timidamente. — Não posso dar meu telefone.
— E por quê? — Bailey perguntou, com um sorriso maroto.
Noah estava morrendo de vergonha.
— Deixem a mulher em paz. — ele rolou os olhos. — Josh, sua filha está aqui.
Joshua fez careta e a garçonete olhou Alex, que fazia a maior bagunça ali.
— Ela é sua filha? — a moça perguntou. — Que gracinha! — apertou a bochechinha da pequena, que sorriu.
— Não, não é minha... — é interrompido.
— Sua esposa não vai gostar de ver você dando em cima de mim hein? — ela disse. — Tchauzinho, seu tarado! — saiu com um bico.
— Você come merda Noah? — ele berrou. — Como pode dizer que Alex é minha filha?
— Você mereceu! — ele enfatizou. — Está saindo com a Any! Por que diabos estava dando em cima dessa garçonete?
— Por que a Any não está aqui e não é tão sério o que nós temos. — ele rolou os olhos. — Entende? Agora eu perdi a gatinha por sua culpa, seu o****o. — disse impaciente.
— Ah não seja exagerado. — o outro deu de ombros.
— Bom, o Josh perdeu, mas eu não tenho filha nenhuma e vou até lá pedir o telefone dessa gatinha. — Bailey disse, todo alegre, enquanto se levantava. — Com licença, fodedores.
Saiu todo animado e foi até a garçonete que anotava algo no balcão.
— Feliz? — Joshua se servia, enquanto olhava Bailey de longe.
— Muito. — Noah piscou.
Ficaram olhando Bailey de longe e viram quando a garçonete lhe deu um tabefe em cheio na cara, espocaram em uma gargalhada. Bailey voltou com careta enquanto esfregava o rosto.
— Estão rindo de que? — ele perguntou voltando a sentar. Até Alex ria com a situação, embora não soubesse do que eles riam.
— Levou uma bifa na cara. Acha pouco? — Joshua disse aos risos. — O que você fez pra que ela te batesse?
— Só perguntei se ela transava no primeiro encontro. — disse, ainda esfregando o rosto.
— Mas você é muito escroto mesmo. — Noah disse, rolando os olhos. Sentiu o celular vibrar e atendeu. — Alô. — pausa. — Oi Scarlet. — pausa. — Hoje à noite? — coçou a nuca. — Eu não sei, acho que não vai dar e... — Joshua lhe tomou o celular.
— Scarlet! — ele disse. — Como assim quem está falando? Joshua Beauchamp minha rainha. — pausa. — É claro que sim, imagina se teríamos coragem de faltar ao seu aniversario, é claro que vamos.
Noah fazia inúmeras mimicas, para que ele desligasse a chamada, mas Joshua não estava dando a mínima.
— As nove? — pausa. — Ótimo! Pode esperar. Um beijo! — desligou.
— Você é louco? — Noah perguntou.
— Louco por quê? — indagou. — Ela vai dar uma festinha na Golsh hoje à noite! E eu não estou nem um pouco a fim de ficar em casa olhando pra sua cara!
— Nem eu cara. — Bailey tomou um gole de cerveja.
— Ah então quer dizer que vocês vão sair e vão me deixar sozinho com a Alex, sendo que nós três nos propusemos a cuidar dela?! — ele indagou m*l humorado. — Pode ir tirando o cavalo da chuva, garanhão.
— Não cara, mas nós podemos leva-la. — ele deu de ombros.
— Está louco? Como vamos levar essa criança para uma boate? — ele cruzou os braços.
— Levando, lá a gente arruma um cantinho pra ela, ela dorme e pronto. — o loiro pegou o celular outra vez e discou alguns números. — Nós vamos e acabou o papo! — ele disse com o celular no ouvido. — Steve? Sou eu, Beauchamp. — disse assim que o amigo atendeu. — Cara eu preciso de um favor, você precisa me dar o telefone daquela gatinha, amiga da namorada do Marcus, a Lili. — pausa. — Ok, depois me retorna. — desligou.
— Vai pegar a Lili? — Noah perguntou, com um sorriso falso.
— Não. — ele rolou os olhos. — Vou jogar um papo para ela ficar cuidando da Alex hoje e a gente vai poder aproveitar a festa. — piscou.
— Genial. — Bailey sorriu safado.
— Muito, qualquer coisa se ela ficar enchendo o saco, dou uma traçada nela e ela cala a boca. — os dois riram.
— Vocês não valem droga nenhuma. — Noah resmungou.
Alguns minutos depois Lili liga e Joshua joga um papo convincente para a garota, que aceita ir a boate.
— Por que não disse a ela que você só a queria pra ser babá da Alex? — Bailey perguntou, sem entender.
— Você é louco? — Joshua disse salvando o numero de Lili no celular. — Ela não aceitaria, lá eu empurro a Alex pra ela cuidar sem ela perceber. — piscou. — Princesinha! — chamou Alex. — Você quer ir a boate com os tios quer?
A pequena o encarou confusa e voltou a bater no prato, pegou mais bolinho de carne com a mão e pôs na boca, Joshua fez uma caretinha.
— Isso não é muito higiênico Alex. — ele negou com a cabeça.
Quando terminaram de comer, ficaram zanzando pela cidade com Alex e depois voltaram pra casa, aquele dia estavam com sorte, Alex não tinha chorado em nenhum momento, iriam a uma balada e... e só.
Só em ir pra uma balada já era motivo suficiente para que eles se considerarem sortudos. Any ligou perguntando como estava tudo e deu mais algumas dicas para que Alex continuasse calminha, os garotos conversaram um pouco com ela e em seguida desligaram, pois a cacheada tinha que trabalhar.
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À noite, os três chegaram a boate e logo são barrados na entrada.
— Não podem entrar com essa criança. — o segurança disse, observando Alex, que estava no colo de Bailey.
— Mas como assim?! — Joshua disse se fingindo de desentendido, com os olhos arregalados.
— Não podem, é proibido. — o homem deu de ombros. — Podem se retirar.
— E agora Beauchamp? — Noah rolou os olhos sussurrando para o irmão. — Quero ver você sair dessa. — zombou.
Joshua rolou os olhos, respirou fundo e começou a contar uma penca de mentiras.
— Cara, ela é filha do dono daqui! — o loiro disse ao segurança que os olhou sério. — Nós somos amigos dele e ele pediu que entrássemos e esperasse ele lá dentro. — apontou.
— E vocês acham que eu sou i****a? — o segurança indagou.
— É claro que não meu caro, eu estou falando a verdade. — Joshua dizia de forma tão séria que era até possível acreditar. — Olha a carinha dela, não tem cara de rica?
— Bom tem sim... — o homem disse sorrindo para a pequena. — Mas eu não acredito. — ficando sério novamente.
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