Capítulo 09

2314 Palavras
— Não acredita? — Joshua rolou os olhos. — Vou ligar para o Vicenzo, sabe quem é Vicenzo? O dono! — Pensei que o nome do dono fosse Will. — Pois você não sabe nada, o nome dele é Vicenzo e eu vou ligar agora e dizer que o segurança não deixa a filha dele entrar! — disse Joshua apalpando os bolsos. — Merda, eu não trouxe meu celular... — estendeu a mão para Bailey. — Me dá o seu celular. — Hã? — o moreno perguntou. — O celular, seu i*****l. — disse entredentes. — Eu não tenho... Gisela roubou. — lembrou e Joshua rolou os olhos. — Me dá o seu Noah. — Noah deu o celular e Joshua começou a discar um numero qualquer. — Está chamando viu? — avisou ao segurança.  O homem começou a olhar para os lados, nervoso.  — Vicenzo meu amigo! — Joshua fingiu. O segurança arregalou os olhos e fez mimica. Joshua pôs a mão na boca do telefone e o encarou desafiador. — Tudo bem, podem ir... — rolou os olhos. — Só não digam nada ao Vicenzo, eu preciso do emprego. — nervoso. — Não se preocupe. — Joshua disse satisfeito. — Só me diz aonde podemos deixá-la dormindo. — piscou. — Bem, tem um camarim onde ficam os DJs antes de se apresentarem, podem perguntar para o carinha do bar. Os três sorriram e entraram, Bailey vinha trazendo Alex que tentava tirar o protetorzinho auditivo sem sucesso. — Viram como eu sou o cara? — disse o loiro se achando e indo até o bar. — Ok, tenho que admitir que você foi muito bem nesse papo de filha do dono. — Noah confessou. — Vamos logo perguntar do cara onde podemos deixar a Alex. — Vamos lá. — foram até o bar e chamaram o carinha. — Ei você... — acenou. — Chega aqui cara! — o rapaz se aproximou. — Estamos cuidando da filha do Will, ele pediu pra trazê-la pra cá e deixá-la no camarim dos DJs, porque ele precisou resolver um assunto e vai vir busca-la mais tarde. — Filha do Will? — olhando a pequena. — Que legal, eu não sabia que ele tinha uma filha. — pegando na mãozinha de Alex, que já estava irritadinha pelo sono. — Aqui a chave, podem ir por ali, é uma porta com uma estrela dourada. — Valeu! — sorriu animado. Entraram no tal camarim e não demorou a que Lili chegasse com algumas amigas. Ligou para Joshua e ele disse que estavam no camarim do DJ, a garota foi até lá. — Não acredito que me chamou aqui para cuidar da Alex! — Lili esbravejou ao ouvir o discurso dele. — Mas é claro que não Lili... — Bailey disse cauteloso. — Josh está querendo dizer que seria como uma troca de favores. — Isso mesmo. — Joshua concordou com um sorriso. Do outro lado do quarto, Noah olhava tudo com vontade de rir, nessas horas era bom ser do contra. Não precisava fazer nada, se desse errado zombaria e se desse certo aproveitaria apenas reconhecendo que não foi esperto o suficiente por ter duvidado da capacidade dos outros. — E o que eu ganho em troca? — ela cruzou os braços. — Você pode sair quando ela dormir. — ele apontou. — Se liga gatinha, essa boate é um máximo e tem que admitir que graças a nós, você conseguiu entrar nessa maravilha de festa com suas amigas. — ele piscou. — Me parece uma boa, só temos que fazer a pirralha dormir e partir pro abraço? — a outra indagou. — Por ai, é claro que vocês terão que vir aqui sempre ver se ela acordou ou está chorando. — Não sei não Josh, acho que você está querendo nos passar a perna. — Lili dizia com um biquinho. — Ah gatinha... — ele se aproximou dela. — Faz esse favorzinho para mim faz? — ele disse no ouvido dela. — Podemos fazer alguma coisa depois... — mordeu a orelha da garota, que ficou toda arrepiada. — O que acha? — Uii. — ela sorriu. — Ai Josh, você sabe que eu sou louquinha por você, não é?  Ele assentiu, piscando discretamente para Bailey. — Pois é, mas nem parece, você não quer fazer esse favorzinho inútil pra mim. — ele a encarou. — Talvez vou ter que procurar outras amigas que possam me ajudar... — Não! — ela berrou. — Digo, nós podemos olhar a Alex. Não é meninas? — É claro, e nós também vamos ganhar um brinde depois? — a outra loira encarou Bailey. — Com certeza meu bem. — o moreno piscou, deixando-a toda alegre. — E eu? — a outra disse. — O Noah cuida de você... Não é garanhão? — Lili disse, encarando Noah. — Opa, é claro. — Noah disse, mais animadinho. — Fechado! — elas disseram. — Ótimo, agora nós precisamos ir. Depois voltamos pra buscar a Alex! — Joshua disse, entregando a pequena para Lili. — Tchau Alex, e comporte-se! Hoje ela está calminha e está morrendo de sono, já ela dorme. — ele disse antes de sair. — Tchau lindinha, já voltamos para te buscar sim? — Bailey apertou o narizinho dela. — Comporte-se. — saiu. — Aqui está a bolsinha dela, olha a sua tartaruguinha Alex! — entregou a tartaruguinha e a cobertinha para Lili. — Aqui, está na hora da mamadeira dela! — entregou a mamadeira. — Cuidem dela. — ele piscou e saiu. Alex encarou as três e sorriu mostrando seus dois dentinhos, as três se entreolharam. — Certo, vamos fazê-la dormir e ir aproveitar! — Lili disse, se sentando com Alex em suas pernas e dando a mamadeira a ela. — Dorme neném, que a cuca vem pegar... — Ela é muito fofinha! — disse a outra. — Qual deles é o pai dela? O loiro? — Não é de nenhum deles, é de uma vizinha. — E por que eles estão cuidando dela? — Por que são generosos, é claro. — Mas ela se parece com o Josh, não parece? — a outra que estava calada, se meteu. — Você acha? — Lili perguntou, olhando Alex. — Eu acho, só que ela é morena e ele não, mas o rosto e o formato dos olhos lembram muito. — deu de ombros. — Não é filha dele Olivia, não seja i****a! — Lili bufou, sem paciência. ¨¨¨¨ Enquanto isso lá fora, os meninos aproveitavam. — E vocês são de onde hein? — perguntou uma morena peituda, que estava no bar com eles. — Somos de Nova Jersey. — Joshua disse olhando os s***s da morena disfarçadamente. — Mas eu moro em Nova York, só estou passando as férias aqui com o meu irmão. — Ah, e vocês são irmãos? — uma outra garota que também estava ali, perguntou interessada. — Meio irmãos. — Noah disse bebendo um gole de martine. — Nossa, que aquele moreno é bem rapidinho hein? — apontou Bailey, que já estava se comendo com a amiga delas. — Se você quiser, eu também posso ser bem rápido. — Joshua disse, tirando a bebida da mão da morena. — Então seja. — ela ergueu a sobrancelha e ele sorriu, lhe beijando calorosamente, depois de alguns minutos ele separa. — Nossa. — ela sorriu. — Se o beijo já me deixou assim, imagina outras coisas. — disse safada, beijando o pescoço dele. — Espera só pra ver, Any... — ele sorriu de olhos fechados.  Ela parou de beijar o pescoço dele e o encarou. — Any? — estranhou.  Noah e Bailey também o encararam, confusos. Ele tinha dito Any? — O que? — ele estranhou, com um sorrisinho forçado. — Você a chamou de Any... — Noah disse com um sorrisinho contido. — Pois é, eu confundi, desculpe. — ele mordeu o lábio, tomando outro gole de sua bebida. — Não tem problema, eu não sou ciumenta. — deu um beijinho nele. — Vou ao banheiro gatinho, me espera? — ele assentiu e ela saiu acompanhada das amigas. — Uhul, está apaixonado... — Noah pentelhou e ele rolou os olhos. — Não fala merda, eu só confundi as porras dos nomes. — bufou. — Ah e eu vi como você confundiu, estava até suspirando. — Bailey riu. — Está apaixonado pela Any? — É claro que... — parou e coçou a nuca. — É claro que não seu i****a! — deu um pedala em Bailey. — Ui, ficou pensativo. — gargalhou. — Anda Josh, admite que está afim dela, não seja chato. — É claro que eu estou afim dela, ela é uma bonequinha, seu i*****l. — rolou os olhos. — Mas é claro que não estou apaixonado, eu adoro ficar com ela, ela é uma princesa. Mas é só. — disse suspirando.  Bailey e Noah se entreolharam, sabiam que ele estava mentindo. — Você está mentindo não é? — Chega Noah! — ele disse com irritação. — Eu não estou apaixonado pela Any! Está certo que ela mexe comigo como ninguém, mas não é amor. — Tudo bem, se você diz que não é amor, ok! — Noah disse levantando as mãos. — Mas se você já dormiu com ela, por que não dá o fora? Já que não é amor mesmo... — deu de ombros, com certa ironia.  Joshua coçou a nuca. — Não sei. — ele disse pensativo, na verdade ele também não entendia. Geralmente depois que comia as garotas ele fazia questão de dar o fora. Mas com Any era outra historia, ele gostava dela. Não era só sexo, gostava de sua companhia. — Mas eu não a amo! — garantiu encarando o irmão. — Você é mesmo um cuzão. — Noah gargalhou. — Cuzão é o seu pai, aquele chifrudo. — Joshua zombou rindo baixinho. — Wow, não é por que sua mãe colocou chifres no pai dele com seu pai que você tem o direito de esfregar isso na cara do coitado. — Bailey disse abraçando Noah pelo ombros, que fazia um biquinho. — Não tenho culpa se os Beauchamps são fodas. — o loiro piscou. — Vai se f***r. — Noah rolou os olhos.  As garotas voltaram. — Voltamos gatinhos. — Ótimo, já estava com saudades. — Noah deu um sorrisinho e logo os três já estavam atracados com as mulheres. — JOSHUA!  Ele ouviu um berro e se separou bruscamente da morena, viu de onde partia o escândalo e olhou Lili e as amigas com os braços cruzados e com caras nada boas. — Lili! — ele abriu um sorrisinho falso. — O que foi? O bebê já dormiu? — Que bebê? — a morena perguntou, dessa vez espantada. — Seu cachorro! — Lili grunhiu, partindo pra cima dele. — Enquanto eu estava lá dentro fazendo seu bebê dormir você estava aqui se atracando com essas piranhas! — Lili, calma aí, pega leve gatinha! — ele disse se esquivando dos tapas. — Nós não prometemos nada! — Bailey falou, enquanto recebia bolsadas. — Seus cachorros! Espero que peguem herpes e parem de ser tão safados! — a amiga de Lili disse chorosa. — Patifes! — elas se viraram pra sair. — Ei Lili, espera aí! — Joshua chamou e ela se virou com uma ponta de esperança. — E quem vai cuidar da Alex? — indagou.  Ela cerrou os pulsos e lhe deu um tabefe. — Cretino! — saiu irritada acompanhada das amigas. — Mas que merda! — ele grunhiu com a mão no rosto, aquele tapa tinha doido. — Que vadias! — a morena disse enquanto acariciava o rosto dele para que parasse de arder. — Mas quem é Alex, gato? — Alex, é a filha do dono da boate, estamos cuidando dela essa noite. — Bailey respondeu. — É isso mesmo. — Joshua concordou. — Uau! Vocês conhecem o dono daqui? — a outra loira disse maravilhada. — Que f**a! — Pois é... — Noah se gabou. — Somos amigos íntimos do cara. — mentiu. — Maneiro. — elas sorriram. Os três se entreolharam satisfeitos e foram curtir a festa com aquelas gatinhas. ¨¨¨¨ Algumas horas depois deixaram a boate e pegaram um táxi devido a bebedeira. — Foi a melhor festa do ano! — Noah disse com um sorriso. — Principalmente quando aquelas gatas começaram a tirar a roupa. — Deveriam estar mais bêbadas que nós. — Bailey indagou, embriagado. — Não achei tão interessante... Meu amigo gordo tem mais t***s do que elas duas juntas. — Joshua reclamou olhando pela janela. — Eu gosto de melões bem grandes. — o taxista o olhou pelo retrovisor. — Pelo jeito o senhor também. — Na verdade eu sou gay. — ele deu um sorrisinho malicioso. Joshua engoliu o seco. — Ah. — ele deu um sorrisinho falso. — Que bom, viva a igualdade. — sem graça. — Sabe, eu estou sentindo que estamos nos esquecendo de alguma coisa. — Noah disse pensativo. — Mas do que será? Os outros riram negando com a cabeça e depois arregalaram os olhos. — ALEX! — berraram em uníssono. — Merda... — choroso. — Volta com esse carro agora! — disse aperreado. — Calma gatinho, é pra já! — disse o afeminado enquanto dava a volta na rodovia. — Se acalma Noah, nós voltamos lá e pegamos o bebê. — Joshua disse. — Ela deve estar dormindo como o anjinho que é. — E é de um bebê que vocês estão falando? — o taxista perguntou com um risinho. — Que irresponsabilidade. — Você fica na sua. — Bailey rolou os olhos. — E dirige mais rápido! — Any vai nos matar se acontecer algo com a filha dela! — Noah choramingava. — Eu tinha certeza que isso não terminaria bem, não deveria ter confiado em vocês dois! — grunhiu.
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