Capítulo 10

2260 Palavras
— Que exagero. — Joshua ergueu a sobrancelha. Voltaram à boate e Noah saiu do carro acompanhado de Josh, Bailey estava tão bêbado que nem em pé conseguia ficar, cambaleou um pouco e caiu na calçada. O taxista se aproximou e sentou ao lado dele. — Você gosta de experimentar coisas novas? — o taxista perguntou, com um sorrisinho insinuante. — Essa não. — Bailey sussurrou choroso. ¨¨¨¨ Noah e Joshua entraram na sala e viram Alex com algumas mulheres, a pequena ria alto, enquanto era mimada pelas garotas. — Graças a Deus! — Noah fechou os olhos aliviado ao ver que ela estava bem. — Ainda bem! — Quem são vocês? — uma das garotas perguntou. — Somos... — ele fechou os olhos. — Não sei o que somos, mas o bebê é nosso. — Noah estendeu os braços para pegá-la. — Essa criança estava chorando como louca aqui, sozinha. — a outra disse revoltada. — Eu e minhas amigas escutamos e viemos ver, ela estranhou um bocado, mas já se acostumou com a gente. — Não podemos entregá-la para esses caras. — uma morena que estava por ali cochichou. — Nós nem sabemos quem eles são, vai que sejam sequestradores ou traficante de órgãos. — fez o sinal da cruz. — Eu sou o pai dela. — Joshua rolou os olhos, esperando que elas acreditassem e lhes dessem o bebê. — Podem me dar a minha filha agora? Porque eu preciso ir. — E você não tem vergonha de deixar a sua filhinha abandonada assim? — disse beijando a bochechinha de Alex, que bocejava. — Você é um pai desnaturado pra caramba! — É que eu estou passando por um momento difícil. — ele suspirou. — Minha namorada, a mãe da minha filha foi viajar e me deixou sozinho com ela e isso já tem muito tempo, eu estou com saudades e deprimido, eu não penso em outra coisa, sabem, eu amo muito a mãe dessa criança, eu não sei se ela ainda me ama... — inventou fazendo uma cara de choro. — Eu só quero dormir e parar de pensar um pouquinho nela. — Onw... — elas sorriram. — Que lindo! — Ela tem muita sorte por ter um namorado tão apaixonado e gato, e uma bebêzinha tão linda assim. — Joshua sorriu. — Toma a sua filhinha. — entregou Alex, que coçava o olhinho. — Obrigado por cuidarem da minha princesinha. — ele piscou recolhendo as coisinhas da pequena. — Até breve. — Até, e não fica triste, sua namorada te ama sim! Só deve estar confusa. — Eu espero mesmo, mas se caso ela não me amar mais, você é uma gata! — ele piscou e saiu, deixando-a toda derretida. — Eu sou o tio dela, serve também não é? — Noah disse e elas o encararam confusas. — Hm... Tchau! — saiu avoado atrás do irmão. — Ele disse que eu sou uma gata! — disse a garota, dando pinotes. — Ele estava bêbado. — zombou e as outras riram. — O tio me olhou como se eu fosse um frango de padaria. — a morena disse e as outras a olharam com estranheza. — Ah, quer saber, me deixem! — ignorou as amigas e cruzou os braços. — Invejosas do c****e. ¨¨¨¨ Noah e Joshua saíram da boate e viram o taxista tentando beijar Bailey, que se esquivava de todas as formas. — Mas que p***a é essa? — Josh começou a rir. — Estraga prazeres, estava quase convencendo ele! — o taxista lamentou. — Fica longe de mim, bicha louca! — Bailey disse, assustado. — Escuta, dá para o senhor levar logo a gente para casa antes que eu tenha que parar na delegacia e denunciá-lo por assédio s****l? — Ui, que gato mau humorado. — ele sorriu animadinho. — E que coisinha mais fofa é essa? — olhando Alex, que já choramingava no colo de Joshua, pois queria mamar e dormir. — É uma gracinha não é? — Noah sorriu e depois parou de sorrir repentinamente. — Agora vamos logo! O taxista deu de ombros e todos entraram no carro. Não demoraram para chegar em casa. Entraram no apartamento e Alex já chorava de forma dengosa. — Não princesinha... — Joshua beijava a bochechinha dela enquanto Noah arrumava os ingredientes da mamadeira. — Não chora não. Pega ela Noah! — pediu e Noah a pegou no colo. — Dá banho nela enquanto eu faço a mamadeira. — Joshua disse com a mão no rosto. — O Bailey ainda está vivo? — Eu acho que não. — o loiro riu observando Bailey caído no sofá. — É melhor eu me virar sozinho no banho, que Deus me ajude. — fez o sinal da cruz saiu com a pequena. Joshua botou o leite no fogo e foi olhar as mensagens da secretaria eletrônica. — Olá futuro defunto, aqui é da funerária "o céu te espera", compre um caixão adulto e leve outro de brinde com vinte por cento de desconto... Joshua rolou os olhos e passou pra próxima, as propagandas estavam cada dia piores. — Seus malas aqui é o Steve, o que vocês fizeram com a Lili? A mulher chegou aqui quebrando tudo, liguem amanhã! Abraços. Joshua riu, mas parou de rir ao ouvir a próxima. — Josh seu i*****l, eu sei que você está aí! Atende logo! Sou eu Ingrid, o seu amorzinho! Como teve coragem de tirar férias e me deixar aqui sozinha? Eu descobri o telefone do seu irmão e não vou te deixar em paz até que fale comigo, atende logo! — alguns segundos depois. — Ah, depois eu ligo, tenho que fazer minhas unhas, beijos no Josh Jr... — Como essa mala me descobriu aqui? — rolou os olhos com irritação. — Dane-se, não vou falar com ela mesmo. — rolou os olhos e pôs a próxima. Sorriu esquecendo a irritação ao ver que era Any. — É, pelo jeito não estão em casa. — ela suspirou. — Espero que não estejam aprontando nada com a minha pequena hein? — deu um risinho abafado. — E também espero que as coisas estejam sob controle, amanhã eu torno a ligar e qualquer coisa, não hesitem em me telefonar, estou com o celular ligado vinte e quatro horas por dia. Deem um beijo bem gostoso na minha filhota por mim, e digam que eu a amo muito. Er... Vou parar de encher vocês, tenham uma boa noite, ou bom dia, não sei a que horas vocês vão ouvir isso, enfim... Beijos, amo vocês! Ah Any... Ele sorriu sozinho, ouvir a voz dela lhe dava uma felicidade e satisfação inexplicável. Pensou em ligar pra ela, mas achou melhor não, como já era muito tarde decidiu ligar pra ela quando acordasse. — Tenho que esquecer um pouco essa gata. — ele dizia pra si mesmo, pensativo. — Não posso me apaixonar pela Any, ela é mãe. — ele suspirou choroso. — E eu sou de todas. — resmungou e arregalou os olhos. — Droga, o leite! Terminou de fazer a mamadeira e foi para o quarto, Alex já estava sendo vestida e chorava muito. Noah o encarou terminando de pôr uma fralda desajeitadamente. — Já terminou a mamadeira Beauchamp? — Joshua mostrou a mamadeira pronta. — Ótimo, me dá aqui! — pegou a mamadeira e pegou Alex. — Prontinho neném! — deu a tartaruguinha e a cobertinha dela e depois lhe deu a mamadeira.  Ela parou de chorar e começou a mamar. — Ela está dengosinha demais hoje, você não acha? — Josh perguntou sentando ao lado do irmão. — É, eu também estou notando. — assentiu. — Você está dengosinha Alex? — ele beijou a mãozinha dela, que o olhava sonolenta. — A mãe dela ligou. — Joshua disse, sem tirar os olhos da garotinha. — Any deve estar muito agoniada, coitada. — Noah lamentou. — Essa criança é tudo para ela. — Ela parece ser uma ótima mãe. — ele disse pensativo. — É sim, ela faz o melhor que pode. — Noah sorriu. — Nós também sempre a ajudamos como podemos desde que ela engravidou. Acompanhamos a gravidez e cuidamos dela. — disse nostálgico. — Filmamos o parto e tudo. — Filmaram ela parindo? — ele fez uma caretinha. — Eca. — disse com certo nojo, já viu um parto na aula de biologia e não era nada legal ver um bebê saindo de uma v****a. — Foi um pedido dela seu sem coração. — Noah rolou os olhos. — Não podia negar. Foi um pouco nojento e torturante, mas quando a Alex nasceu foi tão lindo. — Que coisa gay Noah. — ele coçou a nuca, com um risinho. Noah rolou os olhos. — E o pai da Alex nunca deu as caras? — ele perguntou com certo incomodo, falar desse sujeito lhe deixava enjoado. — Para ser sincero eu nunca vi a Any com homem nenhum, só com você. — ergueu a sobrancelha. — Aff Noah, não começa! — bufou. — Eu não tenho nada a ver com isso. — Você disse que era o pai hoje. — deu um risinho, provocando. — Faça-me o favor, eu só disse aquilo para que as franguinhas nos dessem o bebê de uma vez. — olhou Alex, que já dormia. — Não fantasia. — Eu sei que você é o pai, eu tenho certeza absoluta! — Se tem tanta certeza, por que não me ligou quando ela nasceu dizendo que eu era papai? — rolou os olhos, com ironia. — Porque eu não sabia se você tinha realmente dormido com a Any, mas agora que eu sei eu tenho certeza que você é o pai dessa menina. — Você está bêbado, isso explica as besteiras que está falando. — bateu amigavelmente no ombro do irmão. — A Alex já dormiu, por que não faz o mesmo? — apontou. — Ufa, acho que vou seguir seu conselho... — ele suspirou. — Até que ela dormiu rápido, agora põe ela na cama com cuidado que eu vou tomar um banho. — Noah disse entregando a pequena para o irmão, com cuidado. — Tchau pequenininha. — deu um beijinho nela e saiu cambaleando. Joshua a colocou com cuidado na cama, se ela acordasse estava muito ferrado. — A sua mamãe te mandou um beijinho. — ele beijou a bochechinha dela, era tão cheirosinha. — Ela também me pediu para dizer que te ama muito. Recado dado. Agora esse beijinho é por minha conta. — beijou novamente a bochechinha rosada. — Boa noite princesinha. Colocou uns travesseiros ao redor, para que ela não caísse, e também foi tomar seu banho, quando terminou deitou ao lado de Alex, já que era sua vez de dormir com ela. ¨¨¨¨ Acordou com o chorinho da pequena, abriu os olhos e a viu sentadinha, com os olhinhos vermelhos. — Alex, o que foi? — ele estranhou e viu as horas, eram nove da manhã. — O que foi? — ele a pegou no colo e viu que ela estava quente, muito quente mesmo. — Merda... Noah! — chamou. Saiu com Alex no colo e invadiu o quarto do irmão, que dormia tanto que roncava. — Seu inútil! — ele berrou. — Acorda Noah! — o chacoalhou e o pobre rapaz deu um pulo de susto. — Mas que cocô! Você pirou foi? — se irritou. — O que foi? — coçou o olho ao ver Alex se esgoelando de chorar. — O bebê está com febre. — Joshua disse. — Ela está muito quente Noah, precisamos levá-la ao médico. — O que você tem princesinha? — ele perguntou apertando a mãozinha dela. — Eu vou me trocar, acorda o Bailey. Joshua assentiu e foi atrás de Bailey, que também estava dormindo como uma pedra, após uns bons berros o moreno acordou. Joshua explicou tudo a ele. — Ela está com febre? — perguntou preocupado, enquanto vestia a blusa com pressa.  Joshua assentiu. — Mamã, mamã! — Alex chamava, aos prantos. — Droga, e agora Bailey, o que vamos fazer? — Joshua disse agoniado. — A única pessoa que ela deve querer agora é a Any. — E então, vamos? — Noah apareceu. — Eu preciso trocar de roupa. — Joshua disse. — Vai lá rápido, eu fico com a menina. — pegou a pequena do colo dele e Josh foi atrás de vestir uma roupa descente. — Noah como vamos levar a Alex ao médico, se deixamos o calhambeque na boate ontem? — Bailey perguntou pensativo. Noah fechou os olhos com força. — Merda, você tem razão, teremos que pegar um táxi. — pegou o celular e discou os números da cooperativa. Alguns minutos depois Joshua volta. — Escutem, não acham que nós temos que avisar a Any? — ele perguntou. — Acho melhor não, ela vai ficar preocupada e jogaria tudo para o alto, é só uma febre. — explicou pensativo. — É, pensando bem você tem razão. — assentiu. — Vamos? — Temos que esperar o táxi... — pôs a mão na cabeça. — Cruzes, que cheiro de fossa é esse? — torceu o nariz. — Misericórdia. — Eu acho que o bebê fez cocô. — Bailey fez uma careta. — Será? — Noah cheirou a fraldinha da pequena, que o olhava curiosa, ainda com os olhinhos molhados. — Vixe, é mesmo. — Quem vai trocar? — Eu já dei banho nela ontem! — Noah levantou as mãos. — Eu fiz a mamadeira. — Josh sorriu.
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