— Eu fiz... — Bailey começou pensativo. — Eu... Eu acho que é minha vez de trocar a fralda, não é?
— Muito bem! — Noah disse, colocando a bebê no colo do moreno, que fez uma caretinha. — Vai que essa caquinha é toda sua.
Bailey sorriu forçadamente e saiu com a criança. O telefone tocou e Joshua atendeu.
— Alô. — coçou a nuca.
— Josh? — ele sorriu ao ouvir a voz de Any. — Eu te acordei?
— Any? — ele perguntou. — Não, eu já estava acordado. — sorriu um pouco nervoso, não queria que ela soubesse que Alex estava com febre. — Como está?
— Eu estou bem bebê. — disse sentando e olhando para os lados. — Sinto sua falta.
Joshua fez um biquinho, tentando imaginar o tipo de uniformezinho que ela estava usando, não conseguia controlar a vontade que sentia de ir atrás de Any onde quer que ela estivesse, tirar suas roupas e lhe penetrar forte e fundo, do jeito que ela gostava.
— Eu também sinto sua falta gatinha. — ele disse baixinho. — E como sinto.
— Josh... — Any fechou os olhos. — Ouvir a sua voz nesse tom me deixa um pouco atordoada. — ela suspirou.
— Eu sei. — ele mordeu o lábio e viu se Noah estava olhando, o pior é que estava. — Ah princesa, o Noah está aqui, você precisa me ligar em um horário mais convincente, o que acha?
— Não liguei para t*****r com você por telefone. — ela riu. — Liguei pra saber da minha bebê.
— Ah, a Alex?
— Sim, eu por acaso tenho outra filha? — gargalhou. — Está tudo bem com ela?
— Añ? É claro, ela está ótima, está dormindo agora. — mentiu.
— Hm, então tudo bem, eu só liguei mesmo para ver se estava tudo certo. A propósito, aonde estavam ontem a noite?
— Ah... Onde nós estávamos? — arregalou os olhos, pedindo ajuda ao irmão.
— É, onde estavam? — quis saber.
Ele tapou a boca do telefone.
— O que eu faço? Não posso dizer que estávamos com a filha dela em uma boate. Estou ficando com ela e não quero problemas.
— Se vire. — Noah cruzou os braços com satisfação.
Joshua gemeu choroso.
— Bebê, eu e os garotos estávamos vendo um jogo de golfe na casa de um amigo, Alex estava se comportando bem. — mentiu.
— Hum, tem certeza? — ela disse desconfiada, contendo um riso.
— É claro gatinha. — disse prendendo a respiração, definitivamente, não queria problemas com Any e ela realmente lhe mataria se soubesse que levou a pequena Alex a uma boate barulhenta.
— Ok, vou acreditar viu? — Any disse. — Agora eu vou desligar, até mais.
— Tchau princesa. — ele disse, aliviado.
— Tchau, qualquer coisa me liga! — se despediram e em seguida desligaram.
— Essa foi por pouco. — suspirou.
— Deveria ter se lascado, seria bem feito! — Noah indagou.
Bailey aparece com Alex, já trocada. A pequena vinha com a cabecinha apoiada no ombro dele e já não chorava mais, estava um pouquinho pálida e eles estavam preocupados com essa febre repentina da neném.
— Eu acho que ela está com infecção estomacal. — Bailey indagou, batendo na costinha dela, com cuidado.
— Hã? — os outros dois perguntaram confusos.
— O cocô dela, tá com uma aparência péssima, meio verde. — fez uma careta. — Ain, credo, vamos logo! — agoniado.
Agora que a preocupação tinha dobrado. Esperavam que não fosse nada grave.
¨¨¨¨
Chegaram ao hospital e logo a pediatra veio atender a pequena.
— Onw meu Deus. — disse a médica, pegando-a no colo. — O que essa princesinha tem hein? Ui pelo jeito é febre. — sentindo a temperatura. — Qual de vocês é o papai? — perguntou e os três se entreolharam.
— Ela não é nossa filha. — Bailey anunciou. — É filha da nossa vizinha e está em nossa responsabilidade.
— Entendi, e onde está a mãe dela? — disse deitando a pequena na maca.
— Ela está trabalhando em Montana durante duas semanas. — Noah falou, pegando na mãozinha de Alex.
— Ela deve confiar muito em vocês pra deixar esse anjinho sob sua responsabilidade. — sorriu de lado. — Como é o nome dela?
— Alexia, mas pode chamá-la de Alex.
— Lindo nome Alexia. — piscou, examinando-a. — Hm, ela está assim desde quando?
— Desde cedo, ontem ela já estava um pouco dengosa, mas não estava com febre e o cocô dela está meio verde.
— Provavelmente ela está com infecção estomacal. — ela disse, mandando um beijinho para Alex.
— Espera aí, mas isso é grave? — Joshua perguntou, preocupado.
— Não, não é grave... Ela comeu algo diferente nos últimos dias?
Os três se entreolharam e Joshua deu um sorrisinho falso.
— Na verdade ela comeu bolinho de carne ontem e ela adorou viu? — olhou para os outros. — Não é? — deu um risinho.
Noah rolou os olhos e Bailey suspirou.
— Bem, ela pode ter adorado, mas o estômago não. — cruzou os braços. — Eu vou receitar um remedinho para laxar e um antitérmico, ela vai melhorar, mas vocês vão trocar fraldinhas dez vezes mais fedidas que o comum. — riu anotando algo na prancheta.
— Não... — eles choramingaram.
Alex sorriu e bateu palminha.
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— Eu acho que o Josh está saindo com outras mulheres. — Any choramingou para Sabina.
— E daí? Por um acaso vocês estão namorando? — a morena perguntou jogando algumas caixas no lixo.
Any suspirou.
— Não. — mordeu o lábio. — Não temos nada sério, nunca tivemos. — disse limpando uma mesa.
— Você se incomoda? — Sabina ergueu a sobrancelha.
— É claro Sabi, eu amo o Josh, apesar de ele não querer nada comigo além de sexo.
— E sendo assim por que ainda dá pra ele? — rolou os olhos.
— Porque eu não resisto. — pôs o cabelo atrás da orelha. — Eu gosto de f********o com ele, me relaxa e não gosto nada de saber que ele pode estar comendo outras vadias além de mim. — retrucou m*l humorada e em seguida as duas riram.
— Sua v***a! — Sabina lhe deu um pedala. — Não sabia que era ciumenta e neurótica. — zoou.
— Até parece. — Any rolou os olhos. — Não sou uma garota grudenta e chata, mas também não sou de ferro. Me dá muito ciúmes viu?
— Hum... — Sabina a observou. — Mas pelo jeito não é só ciúmes que te deixam bolada certo?
— Você parece clarividente. — riu baixinho. — O problema é que, eu não posso mais ficar nessa de "ficar", eu tenho um bebê e Alex precisa de um pai. Eu amo o Josh, mas ele não quer nada comigo.
— Mas ele é o pai dela.
— Mas ele não sabe. — rebateu.
— Any, na boa, você não pode deixar o Josh ir embora sem contar a verdade, Alex tem um pai e ele merece saber, você não pode separá-los.
— Eu sei disso Sabina. — gemeu recolhendo alguns copos. — Mas eu não sei nem como contar isso a ele, eu não sei como ele vai reagir, tirando que pode achar que eu sou uma mentirosa.
— Se ele achar que você é mentirosa faz um teste de DNA e esfrega na cara dele. — Sabina enfatizou. — Não há nada melhor que um teste de DNA para calar a boca de certos machões. — ergueu a sobrancelha, Any soprou a franja e coçou a nuca. — Ah não ser que ela seja filha de outro. — Sabina riu.
Any rolou os olhos.
— Não fala merda Sabina, o Josh é o pai da minha filha e eu não tenho um pingo de dúvida. — cruzou os braços.
— Não seja mau humorada. — ria. — Eu sei que ele é o pai, só estou te zoando. — piscou.
— Boboca. — deu língua. — Eita, a loira tá vindo pra cá. — apontou Joalin, que vinha correndo com alvoroço.
— Meninas, me ajudem lá atrás please ! — Joalin gemeu.
— Vamos Jojo! — Any sorriu e a abraçou pelos ombros.
Não entendiam por que Joalin estava ali, ela era rica, não era milionária, mas era rica o suficiente pra não precisar estar ali. Apesar de sua família ter condição financeira Joalin gostava de ter sua independência e pagar sua faculdade sozinha, como era período de férias, ela aproveitava pra ganhar um dinheirinho a mais.
— Trabalhei tanto... — cheirando as axilas. — Eu estou transpirando? — a loira perguntou preocupada.
— Muito. — Any mentiu, tapando o nariz.
Joalin deu um gritinho agudo.
— Ah é brincadeira! — a cacheada riu.
— Te mato sua vaca!
Any saiu correndo e ela foi atrás. Sabina gargalhou e as seguiu.
¨¨¨¨
Enquanto isso os garotos observavam Alex dormir, a pequena já tinha mamado e com muita luta tinha tomando os remédios que a pediatra receitou.
— Fiquei preocupado com ela cara. — Joshua passou a mão no rosto. — Imagina se fosse algo sério?
— Eu também fiquei. — Noah coçou a nuca. — E a culpa de tudo isso é sua, eu disse para não dar bolinho de carne pra menina.
— Como eu ia saber que ia fazer m*l? Bolinho de carne é só... Bolinho de carne. — deu de ombros.
— É, mas a Alex é um bebezinho! — reclamou. — O estômagozinho dela é sensivelzinho.
— E eu não sou adivinhazinho. — zoou.
— Ah, calem a boquinha! — Bailey reclamou. — Porque eu estou com ressacazinha. — imitou Noah.
— Não me encham o saco! — se levantou. — Vem, vamos deixá-la dormir, por que senão ela vai acabar acordando e eu não vou fazê-la dormir de novo.
— Vão mesmo, por que eu não dormi quase nada, estou morto de sono. — Joshua disse, apontando a porta.
Os amigos saíram e ele fechou a porta e se deitou ao lado de Alex.
— Me deu um susto gatinha. — ele pegou a mãozinha dela e beijou. Ficou observando a pequena por um tempo. — Você não é minha filha. — ele negou com a cabeça. — Eu não conseguiria fazer uma criança tão linda assim. — ele sorriu abertamente e se arrumou pra dormir. — Bons sonhos Alex!
¨¨¨¨
Dois dias se passaram tranquilos, os meninos não se meteram em nenhuma confusão grave com Alex, pelo menos grave não, mas se meteram em pequenos incidentes, nada fora do normal. A quarta feira chegou nublada e um pouco fria, ideal para ficar em casa vendo um filme.
— O que vamos fazer hoje? — Joshua perguntou com a boca cheia de pipoca.
— Vamos ficar em casa vendo um filme, bonitão. Não escutou a narradora? — Noah disse. — E também a Alex ainda está um pouquinho molinha.
— Toma vergonha Noah! — Bailey reclamou. — A Alex está ótima, olha só! — apontou a pequena, que engatinhava de um lado para outro e tagarelava com seu dialeto bebeiês que ninguém entendia, só ela.
— Nisso eu vou ter que concordar com a anta do Bailey, ela está ótima. — Joshua disse, a observando.
— Bababababa! — ela tagarelava batendo o controle da TV com força no chão.
— Ei Alex, não faz isso! — Josh disse choroso, lhe tomando o controle. — Você vai quebrar, brinca com isso... — lhe oferecendo um chocalho.
Ela o olhou e em seguida olhou para os outros e fez um biquinho de choro.
— Olha como é legal Alex! — ele balançou o chocalho e ela aumentou o biquinho, estendendo a mãozinha pra pegar o controle, que era muito mais interessante do que aquele chocalho. — Não! — ele levantou o controle, impedindo que ela alcançasse.
Ela começou a chorar, sacudindo os bracinhos, escandalosa.
— E agora? — Joshua perguntou aos outros. — O que vamos fazer?
— Deixa ela brincar com o controle. — Bailey disse, com pena da pequena.
— Mas ela vai destruir! — disse a observando.
— Ela não vai destruir. — Noah se abaixou e arrumou o lacinho no cabelinho dela, pois estava torto. — Você é um sem coração mesmo.
— Oh não, sem essa. — Joshua bufou. — Toma Alex, você sempre ganha mesmo. — entregou o controle pra ela e cruzou os braços a observando.
Ela pegou o controle e parou de chorar instantaneamente. Parecia satisfeita por ter conseguido.
— Que trapaceira, ela nem estava chorando. — ele a olhou.
Ela sorriu, ainda com os olhinhos vermelhos e voltou a bater o controle no chão, em seguida jogou-o longe, fazendo as pilhas voarem pra fora. Em seguida ela bateu palmas.
— Eu disse que ela ia quebrar. — ele deu língua.
— Ela não quebrou. — Bailey pegou o controle todo espatifado e o "remontou". — Só as pilhas que voaram pra fora. — apontou para a TV e o testou. — Olha só, ainda funciona. — pegou um pouco de pipoca.