Letícia. Acordei com minha pequena me cutucando. Foi difícil dormir à noite sabendo que a qualquer momento um daqueles homens poderiam vir machucar a mim ou à minha filha. Olhei para o rostinho sujo e sorridente de Carina. Conhecia aquela expressão, a senhorita estava aprontando algo. Mais uma vez ela me surpreendeu, se fosse outra criança estaria chorando, mas não a senhora gênio. — Mamãe. — Ela me mostrou um antigo aparelho de celular. — Olha o que eu achei. — Querida. — Levantei do colchão duro e a puxei para os meus braços. — Acho que esse celular não funciona mais. — Não é um celular, mamãe. — Olhei sem entender para o aparelho preto em suas pequenas mãos e percebi que não tinha teclas. — Esse é um walkie-talkie com Código Morse. Podemos falar com Marcel agora, se ele estiver den

