Marcel Ouvi uma velha canção de ninar, a mesma que a minha mãe cantava para mim quando era pequeno na França. As vozes eram diferentes, mas a música era a mesma. O que mulheres estavam fazendo no campo de guerra cantando? Parei para escutar atentamente, o cenário à minha volta foi mudando. Era como se eu estivesse em um daqueles filmes futuristas, a areia e casas destroçadas por bombas deu lugar a um pátio gramado. Caí de joelhos no chão e levei minhas mãos ao rosto. Era outro pesadelo, aquela m***a ainda não havia terminado. — Você está em casa. — Escutei a vozinha infantil e depois senti bracinhos me abraçando. Agarrei-me ao corpinho quente. — Sim, em casa. A salvo. — A voz e os braços de uma mulher vieram em seguida. Levantei o rosto e vi duas cabeleiras escuras me abraça

