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Olá. Bem-vindo(a) ao meu mundo imaginário!
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Antes de começarmos eu quero dar alguns avisos sobre o que você pode (ou não) encontrar no decorrer da história:
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1- Palavras de baixo calão;
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2- Cenas de sexo;
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3- Cenas de Brigas ou tortura;
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4- Violência contra mulher e crianças;
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5- Bebidas alcoólicas;
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6- Drogas ilícitas;
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7- Ciúmes, obsessão ou possessividade;
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8- Imaturidade dos personagens;
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9- Abandono parental;
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10- Triangulo amoroso;
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11- Alguns erros ortográficos (Porque a autora revisa, mas é lerda);
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Interação: Eu gostaria muito de pedi para que vocês comentem, votem, marquem o coraçãozinho ou até mesmo indiquem essa história na praça da Dreame.
Eu sempre respondo todos os comentários.
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Sobre a história: Apesar de ser na rocinha, ela não tem nada a ver com a trilogia “O favela e a Mimada” e seus spin-off. São histórias e personagem distintos.
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Obs: Isso é ficção e a autora NÃO compactua com algumas falas, atitudes e formas de pensar dos personagens. Principalmente aqueles de ocupação e caráter duvidoso.
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OBS²: A autora foca no romance e na comédia, se você não gosta, só lamento.
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(Eu tenho um i********: e grupo de leitura no w******p, então para todos os que estiverem interessados é só ir no @autora.bacelar )
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Tenha uma boa leitura!!
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>> Naya Hwang >>
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— Sabe o que eu acho? — Thaís indagou enquanto se remexia na cama, vestida com o seu pijama rosa que combinava perfeitamente com a sua pele um pouco mais escura que a minha. Os fios do seu cabelo castanho ondulado com poucas luzes loiras estavam caídos sobre seus ombros.
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— Que você deveria esquecer essa história bizarra de me levar para um baile de favela e me deixar em paz? Eu concordo! — Dei de ombros enquanto voltava a minha atenção para as cenouras que eu cortava em palitinhos, do jeito que o Miguel gosta, e minha amiga fez uma careta.
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— Acho que você deveria parar com esse preconceito com a minha quebrada. Qual é?! Você trabalha aqui há quase dois anos e nunca foi nem no pagodinho das quintas. — Argumentou e eu revirei os olhos, entediada. Thaís sempre foi focada em me tirar de casa, mas hoje, ela parece mais determinada a isso do que em qualquer outro dia — Talvez o amor da sua vida seja daqui e você continua preferindo ficar em casa com essa sua roupa de mendiga e lendo romances que nem existem.
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— Se com o amor da minha vida você quer dizer algum desses traficantes que você se envolve. Eu passo! — Disse o óbvio olhando para ela e logo depois voltando a minha atenção para o que estava fazendo.
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— Preconceituosa! — Acusou e eu dei risada.
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— Não sou preconceituosa! — Deixei claro — Eu só quero viver a minha vida em paz com o meu filho e tenho certeza de que “paz” é a última coisa que eu encontrar me envolvendo com um homem que pode facilmente me deixar careca ou, na melhor das hipóteses, morrer em qualquer operação policial que tiver.
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Homens com um ar perigoso sempre me atraiu e eu me ferrei todas as vezes que me deixei ser levada por um. Não quero que isso aconteça de novo e, antes de me envolver com alguém, tenho que pensar primeiro na criança que depende de mim em cada pequeno aspecto da sua vida.
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— Os meninos não são tão ruins como dizem. Meu irmão, por exemplo, é um doce de pessoa quando quer — Justificou e eu dei risada negando com a cabeça — Pelo menos pensa com carinho no meu convite, já é? Vai ser na sexta e vai ser f**a! Se você vir, não vai se arrepender.
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“Vou pensar em um jeito bem carinhoso de lhe dizer não”
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Eu estava prestes a responder quando uma voz grave e grossa chama pelo nome da minha amiga. Deve ser o irmão mais velho e, segundo ela, super rabugento que se tornou responsável por ela desde a morte do seu pai. Dou risada da careta que ela faz.
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— O chato tá me chamando... Vem pro postinho amanhã? — Ela perguntou e eu neguei com a cabeça — Então mais tarde eu vou aí, hoje vai ser uma noite das meninas... e do Miguel.
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— Tenta não chegar muito tarde — Pedi enquanto terminava de guardar a salada que eu tinha cortado dentro das vasilhas — Você sabe que Miguel acorda cedo e ele tá morrendo de saudade da tia doida dele.
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— Pode dizer ao meu gostoso que eu vou cedinho. — Ela pisca para mim e eu concordo com a cabeça desligando a chamada de vídeo.
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Depois lavei a mão para tirar qualquer resíduo de comida que poderia ter ficado e caminhei até a sala, pegando a chave, minha bolsa, meu celular e saindo. Tive que andar alguns quarteirões até chegar na escola, assim que a tia da portaria me viu, ela gritou o nome do Miguel, que veio correndo em minha direção e pulou no meu colo assim que me viu escorada no portão.
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— Oi, meu amor. Como foi a aula? — Perguntei, agradecendo com um sorriso para a funcionária que me ajudou a colocar a mochila dele nas minhas costas e comecei a caminhar com ele ainda no meu colo. — Você brincou muito com seus coleguinhas?
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— Eu ajudei a professora a fazer um trem de papel! — Ele argumentou enquanto observava os carros passando na estrada. — Ele ficou bem daora.
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— Que menino esperto! Depois eu quero que você me ensine a fazer um. Você me ensina? — Perguntei com um sorriso e ele assentiu com a cabeça com um sorriso mais largo ainda.
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— Eu vou te ensinar a fazer um bem grandão! — Ele esticou os braços para me mostrar o tamanho. Concordei com a cabeça.
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— E o que você quer fazer antes de ir para casa? — Perguntei, já sabendo qual era sua resposta.
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— Sorvete de chocolate! — Falou com sua típica animação de criança e eu dei risada, colocando-o no chão e tirando sua mochila das minhas costas para colocar nas suas.
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— Tudo bem. Vamos tomar um sorvete de chocolate.
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Peguei a mão dele e guiei até a sorveteria que ficava no meio do caminho até em casa. Miguel foi o caminho todo elétrico, me contando as novidades que teve na escola e tudo o que ele aprendeu e eu prestei atenção em cada uma das suas palavras. Cada pequena descoberta dele é motivo de comemoração para mim, sou grata por cada demonstração de inocência e por cada sorriso que ele coloca nos lábios depois de tudo que aconteceu.
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Depois de termos tomado o nosso sorvete, eu o levei para brincar no parquinho junto com outras crianças. Depois de vinte minutos brincando com suas novas amizades, o Miguel me pediu para empurrar ele no balanço e assim eu fiz. Seu riso era contagiante e suas covinhas fundas ficavam bem visíveis em sua bochecha quando ele sorria. Meu filho parece um verdadeiro anjo.
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Como alguém pode não amar um serzinho tão puro e inocente como esse?
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— Já chega, hora de ir para casa! — Segurei as correntes do balanço, impedindo que ele continuasse o seu vai e vem e me coloquei na frente do meu filho, me agachando logo depois para ficar na sua altura e encarar seu rostinho.
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— A senhora vai tabaia hoje? — Rir quando percebi que ele falou a palavra errada de propósito e neguei com a cabeça.
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— Não, mas eu tenho que fazer algumas coisas em casa. Sua tia Thaís vai dormir lá hoje! — Comuniquei e ele abriu um sorriso largo.
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Sorriso esse que foi se desmanchando pouco a pouco quando algo atrás de mim chamou a sua atenção e segundos depois um olhar curioso tomou conta do seu rosto. Curiosa, eu me virei na direção em que ele tanto encarava e meu peito se apertou quando eu vi uma criança brincando com alguém que parecia ser seu pai.
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— Miguel, voc... — Fui interrompida pela sua atitude de sair do brinquedo em um pulo. Ele ficou um tempinho ainda encarando aquela cena, parecendo curioso e eu estava me preparando para a primeira pergunta em dois anos que ele faria sobre seu pai. Mas, para minha supresa, ele disse:
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— Vamos, mamãe. Tô pronto! — Ele olhou para mim com um sorriso e estendeu sua mãozinha para mim. Acariciei seu cabelo e pousei minha mão na lateral do seu pequeno rosto, com um sorriso.
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— Vamos. Meu amor!
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[...]
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Já era quase meia noite quando a preocupação começou a tomar conta de todo o meu peito, eu não tinha nem um sinal da Thaís. Ela também não atendia as minhas ligações e apesar de ter certeza de que ela poderia facilmente ter desistido de vir para cá por causa de algum contatinho que ligou para ela de última hora e ela esqueceu de me avisar. Eu não poderia deixar de ficar preocupada com ela. É a primeira vez que isso acontece.
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Miguel foi dormir às 21:00 reclamando de não poder ficar acordado esperando a sua tia, no fim, ele resmungou tanto que acabou pegando no sono por si só. Eu já estava de banho tomado, com meu baby-doll e com o meu celular na mão tentando ter algum sinal de vida da morena que nesse momento eu queria esganar por ter sumido e me deixado tão preocupada com ela.
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Estava tão concentrada nos meus pensamentos, no medo que eu estava sentido de ter acontecido alguma coisa com ela e na minha breve oração que tomei um pequeno susto quando a campainha começou a tocar desesperadamente. Coloquei o meu celular no sofá e me aproximei da porta, estava tão preocupada que nem me lembrei de perguntar quem era, eu apenas abri, dando de cara com a Thaís toda suada, ofegante e com uma expressão desesperada no rosto.
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— Por favor. Me ajuda! — Franzi a testa, procurando nela qualquer rastro de machucado ou olhar do tipo, minha respiração parou por um segundo quando algo do lado da porta se moveu e quando eu olhei, tinha um homem alto e forte com a camisa cheia de… sangue.