CAPÍTULO 03

659 Palavras
499338900 de Awrien O tempo passou-se lentamente, se tornando em ciclos. Narly sentia o seu coração se angustiar a cada nascer de Awrien. Sua pequena tinha desaparecido! Fizeram uma busca por toda a região, mas nem sinal daquela que um dia a chamou de amil. A cada lembrança daqueles grandes olhos ezella cheios de vida, o seu peito se apertava. A cabana, que antes abrigava somente três, agora se encontra fervilhando de fâmulos, curamas, ohtars e viajantes. Gorfon deixou uma cabana enorme, até para a época em que estava vivo. Agora, com sua partida e o sumiço repentino de Melphier, Narly resolveu dividir a cabana com os viajantes e quem precisasse de moradia temporária, também usava os seus dons para ajudar quem precisava. Portanto, agora se mantinha ocupada demais para se concentrar na sua dor e preocupação. Narly estava a arrumar a fogueira no salão quando uma figura n***a apareceu na porta de entrada. Assustada, ela deixa cair os gravetos no chão, fazendo barulho e chamando a atenção de todos que olham na direção da porta. A figura parece estar coberta por musgos negros da cabeça aos pés, mas os olhos da cor de ezella são mais frios que as montanhas de helcê. Alta como uma alta, constituição física única e bem definida. E os cabelos, apesar de sujos, eram longos e volumosos. Apesar dos trajes imundos e do cabelo desgrenhado, parecia ser uma fêmea. Surpresos, todos viram a estranha figura entrar sem cerimônia e se sentar no chão em frente à mesa com comida, devorando tudo. Os ohtars apareceram e a cercaram, lhe apontando as suas lanças, que nem parece ter se dado conta do perigo. Devagar, o ancião apareceu e aproximou-se da figura estranha. _ Parece que os seus dias não foram bons. - começou a dizer o ancião - Podemos-lhe auxiliar em alguma coisa? Está perdido? - fez um gesto para que todos abaixassem as suas lanças - Somos uma aldeia pacífica e gostamos de receber viajantes. _ Pacífica!? - resmungou a figura estranha, confirmando ser uma fêmea finalmente, num sorriso com a boca cheia, surpreendendo a todos - Vocês são uma das aldeias com os ohtars mais cruéis e sanguinários de Arkarf. - a expressão do ancião endureceu, fazendo-a olhá-lo ainda sorrindo - Sei bem quem são e onde estou. Não preciso da ajuda de vocês. - ela levantou-se num salto, fazendo todos os ohtars ficarem em prontidão - Se querem-me atacar, façam logo, não tenho tempo para perder. _ Quem é você? - quis saber Narly, se aproximando devagar, vendo a luz de um cabo atrás da fêmea - Que arma é esta que carrega? _ Narly… - a voz saiu suave, apesar dos olhos de gelo. A fêmea se aproximou devagar de Narly, fazendo-a recuar instintivamente para trás, segurando firme a longa nacod nasar. O olhar que ela lhe dirigiu não é nada amistoso. Como se ela tivesse cometido algum crime mortal! _ Não está me reconhecendo? - um dos ohtars lhe apontou a lança, fazendo-a ficar longe - Proteção logo contra mim!? O sorriso frio e c***l que bailou nos seus lábios fez Narly recuar ainda mais, levando a mão ao peito. A sua respiração ficou difícil devido ao perigo que sentia naquela fêmea. Algo na sua postura deixava-lhe claro que estava frente a um ser tremendamente perigoso. Todos os ohtars Narmohtar se colocaram em alerta novamente! Quando o ancião ia falar novamente, a fêmea retirou a arma nas suas costas e atacou a todos, numa velocidade surpreendente, abatendo facilmente cada um deles. O restante presente se afastou, grudando nas paredes. Não os feriu mortalmente, mas o suficiente para deixá-los fora do seu caminho. No final, há vários objetos e móveis quebrados, como também corpos no chão. Tanto o ancião quanto Narly ficaram surpresos que, ao final, ela fez uma pose bem no centro do salão, lembrando muito Gorfon e a sua espada reluzia, como uma joia rara nas suas mãos competentes.
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